Radio Havana Cuba-12 de junho 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 12 de junho 2002 . *MILHÕES DE CUBANOS EXTERNAM APOIO À REVOLUÇÃO *CHANCELER CUBANO CUMPRE VOLUMOSA AGENDA EM ROMA *TRIBUNAL ÉTICO E POPULAR NA ARGENTINA CONDENA TERRORISMO ANTICUBANO DOS EUA *ALTO FUNCIONÁRIO DAS ILHAS CANÁRIAS VISITA CUBA *ÍNDIA E PAQUISTÃO DIMINUEM ATRITOS *GREVE GERAL NO URUGUAI *TROPAS ISRAELENSES CONTINUAM OPERAÇÕES EM LOCALIDADES PALESTINAS *MINISTRO DE ARUBA ELOGIA SISTEMA DE SAÚDE CUBANO *PREFEITO DA CAPITAL SALVADORENHA RECOMENDA AO GOVERNO PEDIR AJUDA CUBANA PARA DEBELAR SURTO DE DENGUE *ARGENTINA FORA DO MUNDIAL DE FUTEBOL, PARAGUAI DENTRO Em Foco: *OS EUA LEVAM ADIANTE A FASE ORAL DE SUA CRUZADA ANTITERRORISTA MUNDIAL *COMBATER A FOME: UMA BATALHA QUE A HUMANIDADE ESTÁ PERDENDO *ORIENTE MÉDIO, UMA GUERRA SEM FIM . *MILHÕES DE CUBANOS EXTERNAM APOIO À REVOLUÇÃO Havana, 12 de junho (RHC)-- O presidente Fidel Castro liderou a passeata popular de mais de um milhão de pessoas em Havana, para respaldar a reforma constitucional que tornaria imutável o sistema social vigente na Ilha, contestando assim as calúnias arvoradas pelo presidente norte-americano, George Bush. Os manifestantes, entre os quais havia jovens, mulheres, idosos e crianças, desfilaram em frente ao prédio do Escritório de Interesses dos EUA na capital cubana, atendendo ao chamamento de Fidel para respaldar dessa maneira, como referendo popular, a iniciativa das organizações de massas do país, reunidas em assembléia extraordinária na segunda-feira passada. A passeata, em Havana, passou para a história como símbolo do direito dos cubanos de defenderem suas conquistas. Todo o território nacional foi palco de demonstrações semelhantes, hoje. Foram mais de 2300 comícios, e mais de 800 passeatas, em cidades, povoados e comunidades rurais, ratificando o apoio ao caráter socialista do sistema social, político e econômico vigente no país. *CHANCELER CUBANO CUMPRE VOLUMOSA AGENDA EM ROMA Havana, 12 de junho (RHC)-- O chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, se reuniu na capital italiana com Jean Ziegler, relator especial da Comissão da ONU para os Direitos Humanos para o tema da Alimentação, dentro da volumosa agenda de atividades paralelas à segunda Cúpula da FAO. Antes, Pérez Roque se reunira com o vice-premier da China, Wen Jiabao. Ambos conversaram sobre as relações bilaterais. O chanceler cubano participou da mesa redonda que debateu o Plano de Ação da conferência anterior, realizada em 1996, examinando os avanços e dificuldades para sua aplicação. Pérez Roque se reuniu, em Roma, com os presidentes do Haiti, Colômbia e Argélia, além de conversar com Jacques Diouf, secretário-geral da FAO-Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. *TRIBUNAL ÉTICO E POPULAR NA ARGENTINA CONDENA TERRORISMO ANTICUBANO DOS EUA Havana, 12 de junho (RHC)-- O Tribunal Ético e Popular, na Argentina, condenou as ações terroristas lançadas pelos EUA contra Cuba, e considerou nula a condenação a cinco cubanos, presos atualmente em cárceres norte-americanos por tratarem de barrar esses atos. O Tribunal reuniu-se na Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, e exigiu a revisão do caso, por considerar que o processo foi arranjado e obscuro. O texto emitido em Buenos Aires aponta que os EUA carecem de autoridade moral para julgar os cinco patriotas cubanos, e sublinha a campanha mundial em curso pela soltura dos que define como heróis da luta continental contra o terrorismo norte-americano. O Tribunal Ético e Popular argentino condenou, também, o voto anticubano do governo desse país na Comissão da ONU para os Direitos Humanos, e a política entreguista e submissa aos interesses dos EUA. *ALTO FUNCIONÁRIO DAS ILHAS CANÁRIAS VISITA CUBA Havana, 12 de junho (RHC)-- O vice-presidente e conselheiro de Economia do governo regional das Ilhas Canárias, Adan Martín, chega a Cuba amanhã, em visita de quatro dias. Martín vai se reunir com autoridades cubanas e representantes do setor turístico, além de ter um encontro com descendentes de canários residentes em Cuba. *ÍNDIA E PAQUISTÃO DIMINUEM ATRITOS Havana, 12 de junho (RHC)-- Os dirigentes da Índia estão dispostos a resolver apropriadamente a crise com o Paquistão, declarou o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld. Em declarações em Nova Delhi, após entrevista com o ministro da Defesa, George Fernandez, Rumsfeld disse que notou a preocupação e interesse dos dirigentes indianos, em torno de resolver o assunto. *GREVE GERAL NO URUGUAI Havana, 12 de junho (RHC)-- O Uruguai ficou paralizado hoje, pela greve geral de 24 horas convocada pela central sindical PIT-CNT, para protestar contra o novo pacote de ajuste fiscal decretado pelo governo, obedecendo as receitas do FMI-Fundo Monetário Internacional. Montevidéu e outras cidades uruguaias amanheceram sem transporte público, e as escolas, bancos, comércios e dependências do Estado não abriram suas portas, aderindo às reivindicações de mais fontes de emprego e melhores salários. *TROPAS ISRAELENSES CONTINUAM OPERAÇÕES EM LOCALIDADES PALESTINAS Havana, 12 de junho (RHC)-- As tropas israelenses continuaram operando nas cidades palestinas de Ramallah e Tulkarem, onde rege um estrito toque de recolher. As operações militares se mantém na Cisjordânia, enquanto em Gaza soldados sionistas mataram cinco palestinos, entre eles uma criança de nove anos de idade. Por sua vez, uma adolescente israelense, ferida gravemente no atentado suicida de ontem, faleceu horas depois. *MINISTRO DE ARUBA ELOGIA SISTEMA DE SAÚDE CUBANO Havana, 12 de junho (RHC)-- Candelario Wever, ministro de Saúde, Assuntos Sociais e Culturais de Aruba, elogiou o sistema de saúde cubano, cuja qualidade e atendimento estão ao alcance de toda a população, de maneira gratuita. Wever visita esta Ilha, e interessou-se pela eficácia do sistema aplicado no país nessa área. Solicitou a cooperação de especialistas cubanos para melhorar o nível da medicina em Aruba. *PREFEITO DA CAPITAL SALVADORENHA RECOMENDA AO GOVERNO PEDIR AJUDA CUBANA PARA DEBELAR SURTO DE DENGUE Havana, 12 de junho (RHC)-- O prefeito de San Salvador, Héctor Silva, recomendou ao governo salvadorenho e ao ministério da Saúde, solicitar a ajuda de Cuba para combater a epidemia de dengue no país, que já ocasionou a morte de 4 pessoas. No ano 2000, especialistas cubanos estiveram trabalhando nessa nação centro-americana, na campanha para eliminar o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue. *ARGENTINA FORA DO MUNDIAL DE FUTEBOL, PARAGUAI DENTRO Havana, 12 de junho (RHC)-- Argentina fora, Paraguai dentro! Essa foi a notícia do dia na Copa do Mundo de futebol, onde o segundo grande favorito, com uma equipe cheia de estrelas, acaba de levar um dos maiores tombos de sua história, ao empatar com a Suécia, 1 a 1, e não passar para as oitavas-de-final. Os suecos se defenderam com unhas e dentes dos ataques argentinos, e aproveitaram bem os erros do seu rival, abrindo o placar com um tiro livre de Anders Svensson aos 57 minutos. O empate foi de Crespo, a apenas dois minutos do final do jogo, que aproveitou uma bola solta pelo goleiro sueco ao parar um pênalti. Argentinos e franceses voltam para casa, com a marca do fracasso total, porque eram duas equipe muito bem preparadas e com ótimos craques, sendo apontadas por todos os analistas como favoritas para chegar à grande final. Após terminar o jogo, o artilheiro argentino Gabriel Batistuta anunciou que não vai integrar mais a seleção do seu país. Disse que já tem 33 anos de idade, e não vê chances de chegar ao Mundial da Alemanha com 37. Durante sua estada na seleção, Batistuta marcou 56 gols em 78 partidas. Na mesma chave da Argentina, a Inglaterra empatou hoje com a Nigéria, 0 a 0, e passou para a fase seguinte, como segunda, atrás da Suécia. Agora, os ingleses terão de enfrentar a Dinamarca, e os suecos o Senegal. A grata surpresa desta jornada foi a classificação do Paraguai, que venceu da Eslovênia, 3 a 1, e pela segunda vez em sua história passa para as oitavas-de-final. Os paraguaios agradeceram, publicamente, a vitória da Espanha sobre a África do Sul, 3 a 2, que lhes permitiu avançar no Mundial. O goleiro e capitão da equipe, José Luis Chilavert, disse que algum dia sua seleção vai devolver a Espanha esse gesto, e dedicou a classificação ao povo paraguaio, que sofre e acorda de madrugada para vê-los jogar. Eles tem pela frente, nas oitavas-de-final, a forte equipe da Alemanha. Por sua vez, a FIFA-Federação Internacional de Futebol Associado, informou que seis jogadores não poderão entrar no gramado nas oitavas-de-final, por cartões vermelhos ou acumulação de amarelos. Eles são: Ramelow, Ziege e Dieter Hamman, da Alemanha, Fadiga e Diao, de Senegal, e Poulsen, da Dinamarca. A FIFA ratificou a anistia para os que têm apenas uma amarela, que passam "limpos" para a segunda fase. Em Foco: *OS EUA LEVAM ADIANTE A FASE ORAL DE SUA CRUZADA ANTITERRORISTA MUNDIAL 11 de junho 2002 O governo dos EUA está totalmente mergulhado na fase oral de sua guerra mundial contra o terrorismo, semeando incertezas na arena internacional com suas ameaças à esmo, e levando a própria população norte-americana ao pânico, com anúncios de eventuais novos atentados, reais ou ilusórios. O que chama mais a atenção nestes esforços verbais de Washington, é que acontecem depois da chuva de críticas que receberam seus aparatos de segurança, ao se tornar evidente que cometeram grandes erros que facilitaram os atentados de 11 de setembro passado. Agora, foi noticiada com estardalhaço a criação de um super-organismo de segurança, com orçamento de mais de 37 bilhões de dólares e uma folha de pagamento de mais de 160 mil funcionários. Essa entidade seria a responsável de coordenar as tarefas, tão variadas, do FBI-Biró Federal de Investigações, a CIA-Agência Central de Inteligência, o Serviço de Imigração e Naturalização e a alfândega, entre outros. Quando a notícia ainda estava circulando nos jornais, o presidente George Bush, talvez influenciado por seus amigos de Israel, ameaçou com lançar golpes "preventivos" contra qualquer país que fosse considerado perigoso para a segurança nacional dos EUA. Dar o primeiro murro, essa é a política de Bush. O mundo conhece, através de exemplos como o sofrimento do povo palestino, o que podem significar essas idéias. O único que falta é que a Casa Branca torne pública uma lista de assassinatos seletivos, dentro de seus planos de defesa nacional. Nesta guerra de palavras, que não exclui o uso de outro tipo de agressão, os EUA tentaram envolver Cuba, sem sucesso, em presumíveis projetos para a produção de armas biológicas e na exportação dessa tecnologia. Quase ao mesmo tempo, o presidente Bush visitou Miami, e proferiu um discurso agressivo contra o sistema político, econômico e social escolhido livremente pelos cubanos. Para completar esta campanha de propaganda, agora os organismos de segurança começam a revelar operações bem sucedidas, como a desativação de um presumível complô para explodir uma chamada "bomba suja" nas ruas de Washington. Não se deu informação sobre o acesso dos envolvidos a material químico, radioativo ou biológico, ingredientes desse artefato, embora as autoridades norte-americanas aceitem que podem ser adquiridos no país facilmente, reconhecendo assim falhas graves de segurança interna. Na prática, esses anúncios, ao invés de restaurarem a confiança nos órgãos de inteligência dos EUA, geram o pânico na população, abalada pela tragédia de 11 de setembro, e magnificam os riscos existentes. Melhor contribuição para a segurança interna do seu país, seria que as autoridades norte-americanas mudassem sua agressiva política exterior, suspendendo suas ações militares, espalhadas hoje por todos os continentes, deixando de apoiar o regime sionista de Israel, e eliminando a estrutura ideológica que sustenta o atual inquilino da Casa Branca, baseada no racismo, xenofobia e boa dose de fascismo. Porém, isso seria pedir demais. Portanto, resta manter os olhos bem abertos e preparar-se para qualquer golpe "preventivo", desativando-o à maneira dos cubanos, com a força dos argumentos, a unidade do povo, a denúncia combativa e o moral outorgado por uma conduta imaculada, tanto dentro quanto fora do país. *COMBATER A FOME: UMA BATALHA QUE A HUMANIDADE ESTÁ PERDENDO 10 de junho 2002 Há cinco anos, a comunidade internacional colocou-se uma meta modesta, ao considerar que seria possível diminuir em 20 milhões, a cada ano, a cifra de famintos no planeta, no intuito de chegar a 2015 com 400 milhões de habitantes nessa situação. Dizemos modesta porque a humanidade está ciente de que essa notável massa de famintos não é o resultado apenas da falta de alimentos, mas também das deficiências em sua produção e, sobretudo, na desigualdade da distribuição. Hoje, ao ser aberta a Conferência da FAO-Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação, o ponto de partida foi o reconhecimento do fracasso total daquele pequeno passo dado cinco anos atrás, ao ver que cresce a cifra de seres humanos sem direito a uma alimentação mínima. No ritmo atual, seriam necessários 60 anos para eliminar a fome da face da terra, um flagelo que mata 24 mil pessoas por dia, principalmente mulheres e crianças. Isso significa um morto a cada quatro segundos pela falta de comida, num mundo onde a produção é farta. Mais do que conflitos armados ou intolerância, a fome e a miséria são a causa principal de morte hoje em dia. O mais grave desse assunto é que isso só parece preocupar às vítimas, em meio à passividade dos que tem boa parte de responsabilidade nesta questão. Uma prova disso é que na Conferência da FAO estão presentes apenas dois chefes de governo, dos 29 países mais desenvolvidos do planeta. Um deles, o italiano Silvio Berlusconi, é o anfitrião do encontro, e o outro, o espanhol José María Aznar, é o presidente atual da União Européia. Os demais disseram que estavam muito ocupados com outras tarefas. Consideram que o evento não tem a ver diretamente com eles, sem levar em conta que eliminar a fome significaria um mundo melhor para todos. Apesar das formosas palavras proferidas na reunião contra a fome, e dos documentos que serão aprovados ratificando a disposição de diminuir à metade o número de famintos para o ano 2015, o certo é que sem o compromisso claro e efetivo das nações desenvolvidas, isso será apenas um sonho. A FAO considera que para tornar realidade esses planos são necessários 24 bilhões de dólares, uma cifra alta demais para os países africanos, onde vive 25% dos famintos, ou para as pequenas nações da Ásia e América Latina. Porém, trata-se de um montante irrisório para potências que gastam dezenas de vezes mais em projetos fantásticos de defesa espacial ou no desenvolvimento de armas sofisticadas de extermínio massivo. Num mundo onde os alimentos se transformam em instrumento político, e a fome numa força à serviço dos poderosos para dobrar a resistência dos povos, só resta uma saída para os que estão embaixo: lutar com insistência até conquistar a liberdade verdadeira, que começa com a solidariedade e união de todos os que sofrem há séculos uma fome que vai além da simples carência de alimentos. *ORIENTE MÉDIO, UMA GUERRA SEM FIM 7 de junho 2002 Os esforços da comunidade internacional para frear a guerra de extermínio levada a cabo por Israel contra a população palestina tem sido infrutíferos, sobretudo pela falta de energia para condenar essas ações e a passividade de muitos países que têm influência na região. Graças ao apoio explícito dos EUA, as autoridades israelenses vem conseguindo driblar as resoluções emitidas pela ONU-Organização das Nações Unidas, tanto no Conselho de Segurança quanto pelas agências especializadas, além de violarem todos os acordos assinados ao longo de mais de meio século de guerra com os palestinos. O objetivo de Israel e dos EUA é bem claro: exercer um controle total sobre essa zona geográfica, rica em petróleo e com importância estratégica para estender a hegemonia norte-americana em todo o planeta. Nesse enfoque não cabe a criação de um estado palestino que funcione com soberania total, dirigido por seus líderes atuais, que mantém uma postura progressista e de oposição clara ao imperialismo. Nesta concepção esbarram, também, todas as iniciativas de paz que os sucessivos governos norte-americanos tentaram impôr na região, porque pretendem jogar um papel duplo, de juiz e parte, e sempre terminam dando a razão a seus aliados sionistas. A ingerência dos EUA neste conflito influi na paralisia da União Européia, que assume distância do genocídio que está cometendo Israel, e suas colocações não chegam ao ponto de esbarrar com os interesses de Washington. Portanto, mantém um papel de condenação leve, sem se envolver ativamente na busca de uma solução. A única maneira de pôr fim à sangrenta guerra, que a cada dia ocasiona mais vítimas de um lado e do outro, sobretudo no seio do povo palestino, é obrigar Israel a respeitar a ordem jurídica internacional e as fronteiras traçadas em 1948, e a permitir o retorno de milhões de refugiados que desde então tiveram de abandonar a região. Enquanto o governo israelense continuar violando as leis, assassinando civis, destruindo as casas de famílias inocentes, invadindo militarmente os territórios palestinos, sob o pretexto de garantir sua segurança, a guerra vai prosseguir, embora um dos contendores tenha de enfrentar os tanques com pedras. O espiral de violência cresce sem parar, porque as novas gerações de palestinos, que nasceram e se desenvolveram sob a agressão israelense, e viram tombar amigos, irmãos ou parentes, percebem a indeferença do resto do mundo ante seu sofrimento, e consideram que só a continuidade da luta poderá garantir a vida para seus descendentes. Enquanto tudo continuar funcionando dessa maneira, não haverá paz duradoura, nem acordo efetivo, e o medo e o sofrimento continuarão sendo corriqueiros numa região que já pagou demais os erros das potências mundiais na partilha arbitrária de territórios ao longo de décadas. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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