Radio Havana Cuba-26 de marco 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 26 de marco 2002 . *CHANCELER DE CUBA EXIGE DEMOCRATIZAÇÃO E TRANSPARÊNCIA DA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS HUMANOS *JORNAL CUBANO GRANMA DENUNCIA QUE CHANCELER DO MÉXICO, JORGE CASTAÑEDA, É O CULPADO DO INCIDENTE NA CÚPULA DE MONTERREY *CÂMARA DE DEPUTADOS DO MÉXICO RECHAÇA DESRESPEITO A CUBA *PRESIDENTE DE BOTSUANA TRIBUTA HOMENAGEM A JOSÉ MARTI EM HAVANA *MILHARES DE MORTOS EM TERREMOTO NO AFEGANISTÃO *Em Foco: *DISCURSO DO CHANCELER CUBANO FELIPE PÉREZ ROQUE NA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS HUMANOS, EM GENEBRA . *CHANCELER DE CUBA EXIGE DEMOCRATIZAÇÃO E TRANSPARÊNCIA DA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS HUMANOS Havana, 26 março(RHC)-- O chanceler de Cuba, Felipe Pérez Roque, exigiu a democratização dos métodos e transparência nos objetivos e regras da Comissão da ONU para os Direitos Humanos, em face da falta de credibilidade e a extrema politização imperante no fórum. Ao falar, em Genebra, no 58º período de sessoes da Comissão, o ministro cubano sustentou que precisa-se de um fórum a serviço dos interesses de todos, e não de um refém dos desejos de uma minoria. Felipe Pérez Roque enumerou o que deve ser banido da Comissão da ONU para os Direitos Humanos e mencionou a seletividade, desigualdade e arbitrariedade, a falta de espírito democrático, e o propósito de ignorar a defesa dos direitos básicos para os povos pobres do planeta. O ministro cubano denunciou a manobra de impor uma ditadura mundial a serviço da poderosa superpotência e suas multinacionais. Em sua fala na Comissão da ONU para os Direitos Humanos, Pérez Roque sugeriu, em nome de Cuba, uma lista de reclamações aos Estados Unidos para neutralizar a manobra desse país de impor uma ditadura mundial. Deve-se exigir a Washington - disse - que não continue desencadeando guerras que não resolvem conflitos, renuncie a seus planos de uso de armas nucleares, renuncie a seu apoio incondicional ao genocídio do povo palestino e às manobras de transformar a ONU num instrumento a serviço de seus interesses. O representante de Cuba reclamou também que os Estados Unidos respeitem as convenções internacionais, a assinatura do Protocolo de Kyoto, seus compromissos com a ajuda ao desenvolvimento e a cessação do protecionismo. O ministro das Relações Exteriores de Cuba convocou a formar uma coalizão que proclame de novo em sua bandeira a aspiração de liberdade, igualdade e fraternidade para todos os povos. *JORNAL CUBANO GRANMA DENUNCIA QUE CHANCELER DO MÉXICO, JORGE CASTAÑEDA, É O CULPADO DO INCIDENTE NA CÚPULA DE MONTERREY Havana, 26 março(RHC)-- O jornal cubano Granma publicou na terça-feira editorial em relação ao incidente na Cúpula de Monterrey e sustenta que o culpado se chama Jorge Castañeda, chanceler do México. O editorial sublinha que foi ele que arquitetou e acertou com o Departamento de Estado norte-americano que o México, junto com a Argentina e alguma outra chancelaria latino-americana, apresentasse projeto de resolução para condenar Cuba na Comissão da ONU para os Direitos Humanos. Em relação à Cúpula de Monterrey, sua idéia era que durante a visita do presidente Vicente Fox a Cuba, em fevereiro passado, se solicitasse a Fidel Castro o favor de não comparecer à Conferência Internacional sobre Financiamento ao Desenvolvimento, acontecida no México, mas ninguém se atreveu a colocar o espinhoso tema. Na reunião com Castañeda - explica o editorial do jornal Granma - o chanceler cubano Felipe Pérez Roque pensava tratar a conspiração contra Cuba em conluio com o chefe do Departamento de Estado norte-americano, mas não foi necessário porque Castañeda garantiu que o México não promoveria projeto de resolução contra Cuba. Nos mesmos termos, o presidente Fox comunicou essa posição do México ao presidente Fidel Castro. Porém, Castañeda tinha preparado outros planos diabólicos. Por exemplo, um encontro do presidente mexicano com chefetes contra-revolucionários, em Havana, antes de voltar ao México, e a entrega a Fox de uma lista dos denominados presos de consciência que estão encarcerados por atividades contra-revolucionárias. Fox entregou a lista ao chanceler cubano, que o acompanhou ao aeroporto ao concluir visita a Cuba. Mais tarde, se comentou que o presidente mexicano tinha dado essa lista a Fidel Castro. Ao parecer insatisfeito - argumenta o editorial de Granma - o imprevisível chanceler deu no México a esquisita e enigmática declaração de que deixaram de existir as relações do México com a Revolução cubana e começaram com a República de Cuba. Um pouco mais tarde, ao inaugurar, em Miami, um Instituto Cultural disse que as portas da embaixada do México em Havana estavam abertas a todos os cubanos, da mesma maneira que está aberto o México. E se pergunta o jornal cubano: por quê esse discurso? Por quê Cuba deve tolerá-lo? Por quê o governo mexicano não colocava limites aos incidentes, insultos e provocações deste senhor? Vergonhosos antecedentes do incidente na Cúpula de Monterrey. Tudo foi obra da política diabólica e provocadora do senhor Castañeda. O editorial sublinha que solicitaram a Fidel Castro que não assistisse à Cúpula 24 horas antes de sua partida à Monterrey. Se aceitou que o chefe da delegação cubana se retiraria no dia 21 à tarde, e foi assim. Mas, o presidente Fidel Castro não podia ir embora sem explicar brevemente seu estranho comportamento, que poderia ser interpretado como gesto covarde. Fidel Castro explicou, então, que em seu lugar ficaria o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, e pediu que não lhe proibissem participar de todas e cada uma das atividades da Cúpula, colocando com isso ponto final ao incidente. Porém, a arrogância, a soberba e a sinistra influência do senhor Castañeda foi mais forte. Queriam, também, espezinhar seus direitos, humilhar Cuba, e foi necessário, portanto, protestar e denunciar os fatos. Até quando - pergunta Granma em seu editorial - vão abusar da paciência do nobre e amistoso povo cubano? Cuba - assegura o editorial - tem provas irrefutáveis do acontecido que varreriam qualquer dúvida. Preferiu não usá-las porque não deseja prejudicar o México. Não deseja lesar seu prestígio, não deseja de jeito nenhum criar desestabilização política nesse país irmão. Não pedimos outra coisa senão o fim das provocações, insultos, mentiras e diabólicos planos do senhor Castañeda contra Cuba. Caso contrário, não haverá outra alternativa senão divulgar o que não quisemos divulgar e estraçalhar seus falsos e cínicos pronunciamentos, custe o que custar. Ninguém duvide disso! Finaliza o editorial publicado no jornal Granma. *CÂMARA DE DEPUTADOS DO MÉXICO RECHAÇA DESRESPEITO A CUBA Havana, 26 março(RHC)-- A Câmara de Deputados do México rechaçou qualquer tipo de desrespeito a Cuba e exigiu a renúncia do chanceler Jorge Castañeda se for confirmado que tentou impedir a participação do presidente Fidel Castro na Cúpula de Monterrey, o que motivou a partida repentina do Chefe de Estado cubano da reunião. Meios de imprensa, na Cidade do México, revelam que os deputados rechaçaram categoricamente qualquer tratamento contrário aos princípios da diplomacia e à tradição mexicana em relação ao povo e governo cubanos. O debate do tema ocorreu na segunda-feira ao insistirem cerca de 200 deputados em que o incidente viola a política exterior e a constituição desse país. O legislador Juan Carlos Regis, do Partido do Trabalho, afirmou que o governo de Vicente Fox deu provas, mais uma vez, de sua implacável política servil e submissa aos interesses dos Estados Unidos. Regis renovou a solidariedade ao povo de Cuba em face do insulto sofrido na Cúpula da ONU sobre Financiamento ao Desenvolvimento e e deixou claro que a posição mexicana viola o conteúdo da Carta da Organização das Nações Unidas. Em termos semelhantes se pronunciaram deputados do Partido Revolucionário Institucional, Partido da Revolução Democrática, Convergência pela Democracia e o Partido Verde Ecologista do México, entre outros grupos representados na Câmara. Igualmente, as principais forças políticas do Senado mexicano exigiram do governo o esclarecimento do lamentável incidente ocorrido com Cuba e com o presidente Fidel Castro. *PRESIDENTE DE BOTSUANA TRIBUTA HOMENAGEM A JOSÉ MARTI EM HAVANA Havana, 26 março(RHC)-- O presidente de Botsuana, Festus Mogae, tributou homenagem ao Herói Nacional de Cuba, José Marti, colocando flores diante de seu monumento e visitando o memorial que leva seu nome na Praça da Revolução de Havana. Mogae, de visita em Cuba, sustentou conversações oficiais com Fidel Castro, na véspera, durante as quais se examinaram os vínculos de cooperação e a situação na África Subsaariana, principalmente. O presidente de Botsuana e sua comitiva visitarão a Escola Internacional de Esportes, onde estuda grupo de jovens desse país, e o Centro Histórico da capital. *MILHARES DE MORTOS EM TERREMOTO NO AFEGANISTÃO Havana, 26 março(RHC)-- De dois a quatro mil pessoas morreram no Afeganistão por consequência de um terremoto no norte do país, informou a Agência de Assuntos Humanitários da ONU, que cita fontes do governo afegão. O epicentro do movimento telúrico foi na localidade de Nahrin, na província de Baglah, onde pelo menos dez mil casas foram destruídas. Porta-voz do ministério da Defesa afegão disse que o número de desabrigados é elevado porque praticamente todas as moradias de Nahrin desabaram. *Em Foco: *DISCURSO DO CHANCELER CUBANO FELIPE PÉREZ ROQUE NA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS HUMANOS, EM GENEBRA "Senhor Presidente: não considero necessário insistir aqui em verdades que já ninguém questiona, como a crescente falta de credibilidade e politização extrema que lastram, hoje, os trabalhos da Comissão de Direitos Humanos. Cresce o descrédito, o tempo acaba. É preciso democratizar os métodos desta Comissão, restabelecer com transparência seus objetivos e suas regras; numa palavra, fundá-la novamente. Precisa-se de uma Comissão à serviço dos interesses de todos, e não um refém das imposições de uma minoria ou, como cada dia é mais evidente, dos caprichos do mais poderoso. "Torna-se imprescindível desterrar desta Comissão as medidas com duas varas. Por acaso os que hoje questionam a legitimidade das eleições num país africano disseram uma palavra quando, há apenas um ano, em meio ao escândalo, tivemos de esperar quase um mês para saber quem seria o Presidente dos EUA? "É imprescindível desterrar desta Comissão a seletividade. No ano passado, a Comissão adotou resoluções e declarações criticando a situação dos direitos humanos em 18 países do Terceiro Mundo. Algumas, como a de Cuba, foram impostas através de pressões brutais. Contudo, nem uma só decisão mencionou violações dos direitos humanos no mundo desenvolvido. "É porque não existem essas violações, ou porque é impossível nesta Comissão criticar um país rico? É preciso desterrar desta Comissão a desigualdade. Uma minoria de países ricos e desenvolvidos impõe aqui seus interesses. São os que podem credenciar aqui delegações numerosas, os que apresentam a maioria das resoluções e decisões adotadas, os que tem todos os recursos para fazer seu trabalho, são sempre os juízes e jamais os réus. "Do otro lado estamos nós, os países subdesenvolvidos, que representamos três quartas partes da população mundial. Somos sempre os acusados, e os que com grandes sacrifícios e parcos recursos tratamos de ser escutados aqui. "É imprescindível desterrar desta Comissão a arbitrariedade e a falta de espírito democrático. Por acaso não é vergonhosa a pressão exercida pelo governo dos EUA para retornar à Comissão de Direitos Humanos, sem se submeter a uma votação? Não é quase risível , se não fosse realmente patética, a reação dos EUA de pretenderem adotar retaliações ante sua justa exclusão deste foro? "É imprescindível desterrar desta Comissão a tentativa de desconsiderar a defesa dos direitos humanos básicos para nós, os povos pobres do planeta. Por que os países ricos e desenvolvidos não reconhecem claramente nosso direito ao desenvolvimento e a receber financiamento para alcançá-lo? Por que não se reconhece nosso direito a receber compensação pelos séculos de sofrimento e saque que a escravidão e o colonialismo impuseram aos nossos povos? "Por que não se reconhece o nosso direito a que se perdoe a dívida que afoga os nossos países? Por que não se reconhece o nosso direito de sair da pobreza, à alimentação, a garantir o atendimento de saúde para os nossos povos, nosso direito à vida? Por que não se reconhece o nosso direito à educação, a desfrutar o conhecimento científico e de nossas culturas autóctones, nosso direito à soberania, a viver num mundo democrático, justo e equitativo? "Cuba considera que apesar das diferenças de concepções, ideologias e posições políticas entre nós, há um perigo comum para todos: a tentativa de impor uma ditadura mundial à serviço da poderosa superpotência e suas transnacionais, que declarou sem meios termos ou estamos com ela ou contra ela. "Por que não exigimos dos EUA que renunciem a continuar desencadeando guerras que não resolvem os conflitos, e sim criam outros novos, ainda mais perigosos? Por que não exigimos que renunciem aos planos de uso da arma nuclear, que não rompam o tratado ABM, que se comprometam a aceitar o princípio de veirificação previsto no protocolo adicional à convenção sobre armas biológicas, que cessem seu apoio incondicional e sua cumplicidade ante o genocídio do povo palestino perpetrado por Israel. "Por que não exigimos aos EUA que renunciem à tentativa de transformar a Organização das Nações Unidas em instrumento à serviço de seus interesses, que contribuam para estabelecer o Tribunal Penal Internacional justo, democrático e imparcial que precisamos, e não essa coisa torta de criar um tribunal subordinado à vontade dos poderosos? "Por que não exigimos aos EUA que respeitem as convenções internacionais e os princípios do direito internacional humanitário no tratamento aos prisioneiros da guerra contra o terrorismo? Por que não exigimos que assinem o Protocolo de Kyoto, que reconheçam o compromisso de dedicar 0,7% do PIB à Ajuda Oficial para o Desenvolvimento, que ponham ponto final às práticas protecionistas unilaterais e renunciem a subordinar a Organização Mundial do Comércio a seus interesses, que renunciem a impor taxas arbitrárias, como acabam de fazer com o aço e outros produtos, que arruinam esferas completas da economia de outros países? "Por que não exigimos dos EUA que deixem de se opor em solitário à proclamação do direito à alimentação como direito humano básico e fundamental, que renunciem a bloquear as fórmulas que garantam o acesso dos aidéticos aos medicamentos, que derroguem a lei Helms-Burton e a aplicação extraterritorial de suas leis, que respeitem a legislação internacional em matéria de propriedade intelectual? "Por que não exigimos dos EUA que renunciem à idéia de transformar a Comissão de Direitos Humanos em instrumento para acusar e julgar os países pobres, que deixem de buscar a palha no olho alheio sem ver a viga no próprio, que se ocupem do escandaloso caso da Enron e da corrupção nos próprios EUA e deixem de dar sermões sobre a corrupção no resto do mundo, que renunciem ao princípio de "faça o que digo e não o que faço? "E agora, com todo o respeito, pergunto aos senhores, representantes dos países ricos e desenvolvidos: por que se em privado coincidem com quase tudo o que acabo de dizer, calam, contudo, e não lideram o enfrentamento a estes perigos que ameaçam todos nós? Por acaso, os senhores têm o direito de renunciar a seus próprios valores? Não deveriam ser respeitadas a vontade e os interesses da imensa maioria da população mundial? Não acreditam os países ocidentais, até ontem aliados dos EUA num mundo bipolar mas hoje vítimas como nós desta ordem perigosa e insustentável que tentam nos impor, que chegou a hora de defendermos juntos os nossos direitos? "Por que não tentar uma nova aliança por um futuro de paz, segurança e jusiça para todos, uma coalizão que proclame outra vez em sua bandeira a aspiração de liberdade, igualdade e fraternidade para todos os povos? Por que não lutar pela democracia, não só dentro dos países, mas também nas relações entre os países? Por que não acreditar em que um mundo melhor é possível? "Não posso terminar sem dizer umas palavras sobre Cuba. Faço não tanto pelo nosso país, cujo povo generoso e corajoso derrotou durante mais de quatro décadas a agressão e guerra econômica, e sim pensando em que a manipulação que se fabrica e a condenação que se pretende impor à força a Cuba possam ser tentadas amanhã, nesta mesma Comissão, contra qualquer outro país representado nesta sala. Não penso em Cuba, à qual nada nem ninguém poderiam negar um futuro de justiça e dignidade para seus filhos, e sim na credibilidade desta Comissão de Direitos Humanos e do sistema das Nações Unidas. " Os EUA tiveram de enfrentar, este ano, uma situação nova. À sua exclusão desta Comissão somou-se o anúncio do governo da República Checa de não se prestar, desta feita, para apresentar a resolução contra Cuba. Nosso país tomou nota deste anúncio e vai esperar para ver se essa decisão é definitiva. "Contudo, o governo dos EUA, inclusas suas mais altas autoridades, realizam frenéticas gestões na América Latina, com muito porrete e pouca cenoura, para conseguir que um ou vários países de nossa região aceitem desempenhar esse papel vergonhoso. Confiamos em que não apareça agora um Judas na América Latina. "Não usarei um só minuto para defender a obra generosa e nobre da Revolução cubana em favor de todos os direitos, civis, políticos, econômicos, sociais e culturais, do povo cubano. Só direi que não há um país no mundo com autoridade moral para propor uma condenação a Cuba. "Vamos nos opor com todas as nossas forças à tentativa de singularizar Cuba. Rejeitaremos uma resolução, diga o que for, e rejeitaremos qualquer outra manipulação. Não aceitaremos chamamentos conciliatórios nem exortações a colaborar, porque não são necessárias. "Se algum governo se prestasse à manobra contra Cuba, estamos convencidos de que não o faria por presumíveis convicções democráticas ou compromisso com a defesa dos direitos humanos. O faria por falta de coragem para enfrentar as pressões dos EUA, e essa traição não poderia merecer outra coisa senão nosso desprezo. "Sabemos muito bem que o nosso pequeno país encarna, para bilhões de homens e mulheres da América Latina, África, Ásia e Oceânia, que hoje se debatem no desespero, a certeza de que é possível viver num país independente, com liberdade e justiça. Inclusive, muitos milhões de pobres e expoliados do Primeiro Mundo, aos que se unem intelectuais, camadas médias e outras pessoas cuja ética rejeita as injustiças, imoralidades e riscos ecológicos que prevalecem hoje no mundo, compartilham com os povos do Terceiro Mundo a mesma certeza e a mesma esperança de que um mundo melhor é possível e estão dispostos a lutar por ele. Seattle, Quebec, Davos, Gênova e outros acontecimentos semelhantes demonstram isso. "Como os tempos, senhores delegados, não são de medos, concessões e fraquezas, deixo de lado os formalismos e peço que me desculpem se repito o mesmo que no ano passado quando nos pediam gestos subservientes ante o governo dos EUA, concluindo minhas palavras com a palavra de ordem de um povo heroico que não se dobra nem vai se dobrar ante a potência imperialista mais poderosa que existiu na história: Pátria ou morte, venceremos!" (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. Todos os direitos reservados. ================================================================= NY Transfer News Collective * A Service of Blythe Systems Since 1985 - Information for the Rest of Us 339 Lafayette St., New York, NY 10012 http://www.blythe.org e-mail: nyt@blythe.org ================================================================= rhc-por-19178 2002-Mar-30 12:07:31