Radio Havana Cuba-04 de marco 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 04 de marco 2002 . *MISSÃO PERMANENTE DE CUBA NA ONU DENUNCIA PRESSÕES DOS EUA PARA CONDENAR A ILHA EM GENEBRA *PREFEITO DE SANTIAGO DO CHILE RECHAÇA VOTO ANTICUBANO NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS *HELICÓPTERO NORTE-AMERICANO ABATIDO NO AFEGANISTÃO *MORTES POR DENGUE AUMENTAM 40% NO BRASIL *SUCESSOR DE SAVIMBI TERIA MORRIDO EM 25 DE FEVEREIRO *TERREMOTO NO AFEGANISTÃO OCASIONA 150 MORTOS E CEM DESAPARECIDOS *NOVOS ATAQUES ISRAELENSES CONTRA PALESTINOS *MINISTRO DA DEFESA COLOMBIANO ADMITE QUE OPERAÇÃO MILITAR PODERIA DURAR MESES, TALVEZ ANOS *EX-CZAR ANTIDROGAS DOS EUA VISITA CUBA *Comentario: ELEIÇÕES LEGISLATIVAS NA COLÔMBIA EM MEIO DA GUERRA . *MISSÃO PERMANENTE DE CUBA NA ONU DENUNCIA PRESSÕES DOS EUA PARA CONDENAR A ILHA EM GENEBRA Havana, 4 março (RHC)--A missão permanente de Cuba na ONU denunciou que o embaixador dos Estados Unidos ofereceu, em 15 de fevereiro, um cafe da manhã a um grupo de embaixadores latino-americanos a fim de pressioná-los para que votassem contra a Ilha na Comissão dos Direitos Humanos. "A aparente homenagem aos países da região acabou se revelando uma cilada", denuncia comunicado de imprensa da missão, publicado pelo jornal Granma. Granma recorda que o chefe da seção Cuba no departamento de Estado norte-americano, James Carragher, e a chefe da Seção de Interesses dos EUA em Havana, Viky Huddleston, viajaram juntos a Miami para tratar o mesmo assunto com os terroristas da dividida e desmoralizada Fundação Nacional Cubano-Americana nos dias 20 e 21 de fevereiro. "Chegou o momento de informar aos países-membros das Nações Unidas o que se está passando por trás dos bastidores", afirma o comunicado de imprensa da missão permanente de Cuba na ONU, e frisa que outros episódios da guerra suja contra a Ilha serão divulgados quando chegar o momento. *PREFEITO DE SANTIAGO DO CHILE RECHAÇA VOTO ANTICUBANO NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS Havana, 4 março (RHC)--O prefeito de Santiago do Chile, Joaquin Lavin, assegurou que não apoiaria voto de condenação a Cuba na Comissão da ONU para os Direitos Humanos. E muito menos cortar as relações diplomáticas com o governo cubano. Lavin voltou ao Chile, na sexta-feira passada, após visita de 72 horas à Havana, onde se reuniu com o presidente Fidel Castro. Em declarações ao jornal chileno La Tercera, comentou que conhecer as pessoas às vezes ajuda a entender melhor os processos e contribui para um futuro mais unido. Sobre sua impressão de Fidel Castro, o líder da direita chilena destacou que é uma pessoa muito inteligente e foi tratado por ele com gentileza. Lavin informou que a finalidade de sua visita a Cuba foi conhecer in loco a experiência cubana no sistema médico da família, que prentende introduzir em Santiago do Chile. *HELICÓPTERO NORTE-AMERICANO ABATIDO NO AFEGANISTÃO Havana, 4 março (RHC)--Um helicóptero norte-americano foi abatido na região leste do Afeganistão, onde forças norte-americanas e de outros cinco países realizam, há três dias, operação militar em busca de talibãs e membros da organização Al-Qaeda. Meios de imprensa estimam que a queda do helicóptero poderia ter ocasionado a morte de 10 militares norte-americanos. No sábado passado, um soldado norte-americano morreu em operações militares na província de Paktia. Paralelamente, tropas especiais norte-americanas e forças afegãs da Aliança do Norte lançaram ofensiva contra supostos combatentes talibãs e de Al-Qaeda nas zonas montanhosas, mas foram rechaçadas pelo fogo inimigo. As operações terrestres foram acompanhadas de bombardeios, inclusas bombas termobáricas, que destróem qualquer tipo de vida nos túneis e grutas ao extrair o ar dos mesmos. *MORTES POR DENGUE AUMENTAM 40% NO BRASIL Havana, 4 março (RHC)--A epidemia de dengue que castiga o Brasil já provocou a morte de pelo menos 39 pessoas no ano 2002, o que representa aumento de quase 40% em relação aos casos fatais registrados ao longo do ano passado. Os cálculos, baseados em casos confirmados em oito estados e no Distrito Federal até o fim da semana passada, foram divulgados nesta segunda-feira pela Folha de São Paulo e ratificados pelas estatísticas oficiais. *SUCESSOR DE SAVIMBI TERIA MORRIDO EM 25 DE FEVEREIRO Havana, 4 março (RHC)--O general Antonio Dembo, sucessor de Jonas Savimbi como líder da oposicionista UNITA, em Angola, teria morrido a 25 de fevereiro passado, segundo a agência de notícias EFE. Rui Oliveira, porta-voz da UNITA em Lisboa, disse à EFE que não podia confirmar a morte do general Dembo. A informação tinha sido anunciada em Portugal pela agência Lusa, segundo a qual o número dois da UNITA teria morrido por consequência de feridas recebidas em combate, ou de doença provocada pela desnutrição. As fontes do governo angolano consultadas pela agência Lusa se recusaram a comentar as noticias sobre a morte de Dembo. *TERREMOTO NO AFEGANISTÃO OCASIONA 150 MORTOS E CEM DESAPARECIDOS Havana, 4 março (RHC)--Cento e cinquenta pessoas morreram e cem permanecem desaparecidas por consequência de forte terremoto que estremeceu o norte do Afeganistão. Segundo funcionário da ONU, enviaram-se 22 toneladas de ajuda em caminhões à zona de desastre e um avião de carga está preparado para decolar se for necessário. *NOVOS ATAQUES ISRAELENSES CONTRA PALESTINOS Havana, 4 março (RHC)--A 14 elevou-se o número de palestinos mortos, na segunda-feira, em mãos de soldados israelenses depois de seis membros de uma mesma família, entre eles duas crianças, terem sido atingidos por obuses de tanques em uma base de refugiados, perto da cidade cisjordaniana de Ramallah. O resto das vítimas mortais caiu em incursões do exército sionista em zonas de Gaza e em outros incidentes dispersos no território da Cisjordânia. As novas ações militares israelenses foram lançadas em represália aos ataques de fim de semana, nos quais morreram 22 israelenses. Nos mesmos ataques perderam a vida dez palestinos. *MINISTRO DA DEFESA COLOMBIANO ADMITE QUE OPERAÇÃO MILITAR PODERIA DURAR MESES, TALVEZ ANOS Havana, 4 março (RHC)--O ministro da Defesa colombiano, Gustavo Bell, admitiu que a operação militar para controlar totalmente a antiga zona desmilitarizada no sul do país poderia durar meses, talvez anos. Em entrevista ao jornal El Tiempo, Bell reiterou a chamada aos EUA para destinar à luta contra a guerrilha a ajuda militar que Washington proporciona ao controvertido Plano Colômbia. Meios de imprensa do país sul-americano informam que mais de dez mil soldados do exército participam da operação militar, apoiados pela Força Aérea colombiana e as informações de inteligência viabilizadas pelos Estados Unidos. Vários candidatos à presidência e ao Congresso da Colômbia sustentam que no país não existem garantias para as eleições legislativas de dez de março, nem para as presidenciais de 26 de maio. Na véspera, a senadora Martha Catalina Daniels, do Partido Liberal, foi assassinada junto a outras três pessoas no departamento de Cudinamarca. *EX-CZAR ANTIDROGAS DOS EUA VISITA CUBA Havana, 4 março (RHC)--O general Barry McCaffrey, alto funcionário do Centro de Informação para a Defesa dos Estados Unidos, disse ter sido boa oportunidade a possibilidade que teve, em Cuba, para discutir assuntos relativos à luta contra o narcotráfico, terrorismo e emigração ilegal. McCaffrey, que fora chefe da política antidrogas durante o governo de William Clinton, partiu nesta segunda-feira de Cuba, onde foi recebido pelo presidente Fidel Castro e conversou com outros dirigentes do país. Ao terminar a visita, declarou à imprensa que acredita firmemente em que Cuba não deixa passar o tráfico de drogas no Caribe. Elogiou a hospitalidade dispensada a ele e sua comitiva, e disse que tal cordialidade propiciou diálogo aberto e respeitoso sobre o assunto que motivou sua vinda à Ilha. *Comentario: ELEIÇÕES LEGISLATIVAS NA COLÔMBIA EM MEIO DA GUERRA O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, abriu o vespeiro da guerra total colocando o país, consciente ou inconscientemente, no caminho de uma violência longamente anunciada. No fim da semana passada, a sociedade colombiana foi estremecida pelo assassinato da senadora Martha Catalina Daniels, uma figura polêmica dentro do leque político dessa nação, seguido pela morte do vereador Oscar Zarate Murcia em Cundinamarca, e o atentado que mantém entre a vida e a morte o candidato ao senado, Juan Carlos Claros. A violência na Colômbia afeta todos, até porque em um conflito tão longo é ingênuo pensar que há possibilidades de ficar à margem do que está acontecendo. Assim, cabe a pergunta: quem ganha com a escalada da guerra? De momento, ainda que seja paradoxal, é o setor político mais extremista, que defende solução puramente militar do conflito armado interno. É esse setor que está colhendo os frutos do terror e do medo, e leva vantagem nas intenções de voto. Sem dúvida, há um rédito político na posição autoritária diante dos conflitos, e isto não é novo em nosso continente, onde vimos repressores declarados conquistarem posições oficiais em diversos pleitos. A isso contribui o medo, a insegurança e a ignorância em que vivem mergulhados vastos segmentos da população. No caso da Colômbia, o outro beneficiado é o próprio exército, que vê realizado seu velho sonho: controlar totalmente boa porção do território. Com efeito, a criação do denominado Teatro de Operações Militares, que não tem precedentes na história do país, permite às forças armadas controlar toda a região central, sul e leste da nação, e não só a antiga zona de distensão. Já se fala em sofisticados métodos de controle da população, como o censo, o inventário de posses e produtos, principalmente de alimentos, o controle estrito dos movimentos da população, assim como a aplicação do estado de sítio e toques de recolher onde os mandos militares julgarem conveniente. O Estado civil desapareceu de grandes porções do território colombiano para dar passo a um estado militarizado, com tudo o que isto representa. Em meio a essa situação, os colombianos devem eleger no próximo domingo 166 representantes para a Câmara e 102 senadores, em processo que servirá de termômetro do que se pode esperar dos pleitos presidenciais de 26 de maio. Aconteça o que acontecer, é inevitável que os resultados das eleições levarão a marca da chantagem do terror e da repressão que se exerce sobre a sociedade civil colombiana, que acredita ser obrigada a escolher entre a guerra e o autoritarismo, como se não existissem outros caminhos para lavrar o futuro da nação. Infelizmente, a vontade política das autoridades colombianas gerou este sombrio panorama, e só nos resta esperar que não se apague a fraca chama da esperança, único consolo que resta face a tantos males que desabaram sobre o povo irmão da Colômbia. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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