RHC Weekend-23/24 de marco 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit RHC Weekend - Resumo de noticias - 23/24 de marco 2002 . *CUBA DENUNCIA PRESSÕES DOS ESTADOS UNIDOS PARA IMPEDIR PRESENÇA DE FIDEL CASTRO NA CONFERÊNCIA DE MONTERREY *ARTISTAS E INTELECTUAIS PERUANOS PEDEM AO PRESIDENTE DO PAÍS MANTER POLÍTICA TRADICIONAL EM RELAÇÃO A CUBA *QUINZE MIL CUBANOS DENUNCIAM EM TRIBUNA ABERTA AGRESSÕES NORTE-AMERICANAS CONTRA A ILHA *CRIANÇAS AFEGÃES VOLTAM ÀS SALAS DE AULA *DIPLOMATAS NORTE-AMERICANOS E SUAS FAMÍLIAS COMEÇAM A ABANDONAR PAQUISTÃO *ESTUDO DA CEPAL DENUNCIA MARGINALIZAÇÃO DE MILHÕES DE INDÍGENAS E DESCENDENTES DE AFRICANOS NA AMÉRICA LATINA *DIRETOR DA ONUDI DESTACA SUCESSO DE INVESTIMENTOS FEITOS EM CUBA Em Foco: *PRESIDENTE FIDEL CASTRO DENUNCIA EM MONTERREY SISTEMA DE SAQUE E EXPLORAÇÃO IMPERANTE NO MUNDO *DECLARAÇÕES do Chanceler Cubano, Felipe Pérez Roque, e do Presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, sobre as circunstâncias especiais que obrigaram Fidel Castro a abandonar a Conferência Internacional sobre Financiamento ao Desenvolvimento, na cidade mexicana de Monterrey. . *CUBA DENUNCIA PRESSÕES DOS ESTADOS UNIDOS PARA IMPEDIR PRESENÇA DE FIDEL CASTRO NA CONFERÊNCIA DE MONTERREY Havana, 23 março (RHC)--O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón denunciou em Monterrey as pressões dos Estados Unidos sobre o México para que Cuba não participasse da Conferência Internacional da ONU sobre Financiamento ao Desenvolvimento. Em declarações à imprensa, Alarcón revelou que funcionários e pessoas muito autorizadas do governo mexicano comunicaram a Cuba, antes da conferência, as pressões de Washington para que a Ilha não participasse e especificamente não estivesse presente o presidente Fidel Castro. Alarcón sustentou que, em episódio sem precedentes, pediram aberta e categoricamente ao Chefe de Estado, Fidel Castro, convidado à conferência, que fosse embora imediatamente depois do almoço de quinta-feira, e tachou de falsas as declarações do chanceler mexicano Jorge Castañeda, que disse que não houve pressões contra Cuba. Cuba- sublinhou Alarcón- fez esforços para encontrar solução construtiva a esta situação dado o carinho que sentimos pelo México, mas mas em face de novos episódios, entre eles sua própria exclusão arbitrária do retiro que congregou os Chefes de Estado presentes, se viu obrigado a dar as explicações pertinentes sobre estas pressões. Quanto ao futuro das relações com o México, Alarcón ponderou que o sucedido era lamentável, porém entre os povos das duas nações existem vínculos históricos e uma amizade sólida e carinho, que permitirão ultrapassar qualquer dificuldade. Por sua vez, em declarações à mesa-redonda da televisão cubana, o chanceler Felipe Pérez Roque, considerou muito grave a exclusão do presidente Fidel Castro dos trabalhos da Conferência Internacional sobre Financiamento ao Desenvolvimento. EM FOCO ampliamos as declarações do presidente do Parlamento Ricardo Alarcón e do chanceler Felipe Pérez Roque. *ARTISTAS E INTELECTUAIS PERUANOS PEDEM AO PRESIDENTE DO PAÍS MANTER POLÍTICA TRADICIONAL EM RELAÇÃO A CUBA Havana, 23 março (RHC)--Artistas e intelectuais peruanos pediram ao presidente do país, Alejandro Toledo, manter invariável sua tradicional política em relação a Cuba, e recordaram que nem durante os piores governos, Lima votou contra a Ilha na palestra mundial. Em aberta referência às pressões de Washington para condenar Cuba em Genebra, conceituados intelectuais como Hidelbrando Pérez e Dante Castro, mandaram nota nesse sentido ao Chefe de Estado peruano, um pouco antes da chegada do mandatário norte-americano George Bush à Lima. Com o mesmo propósito enviaram missivas ao presidente peruano organizações políticas, sindicais, juvenis, cívicas e membros do Parlamento. *QUINZE MIL CUBANOS DENUNCIAM EM TRIBUNA ABERTA AGRESSÕES NORTE-AMERICANAS CONTRA A ILHA Havana, 23 março (RHC)--Em representação do povo de Cuba, 15 mil pessoas se congregaram no sábado, no município de Remédios, na província de Villa Clara, para denunciar as brutais pressões dos Estados Unidos a fim de impor, em Genebra, uma resolução de condenação à Ilha por supostas violações dos direitos humanos. Em combativa tribuna aberta, crianças e jovens oradores apoiaram as palavras do líder cubano Fidel Castro, pronunciadas durante seu discurso na recém-finalizada Cúpula de Monterrey, onde renovou o rechaço de Cuba à insustentável ordem econômica internacional em vigor. Os participantes da tribuna continuaram reclamando a libertação dos cinco patriotas cubanos presos nos Estados Unidos, e repudiaram as manobras da máfia anticubana de Miami para conseguir a soltura do terrorista Luis Posada Carriles e seus cúmplices, detidos no Panamá por tentativa de assassinato de Fidel Castro durante a Reunião de Cúpula Ibero-Americana de 2000. Em patrióticas falas, os presentes condenaram as leis norte-americanas de Ajuste Cubano, Helms-Burton e Torricheli, e o bloqueio dos Estados Unidos. O ato foi presidido pelo segundo secretário do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, e dirigentes da Revolução. *CRIANÇAS AFEGÃES VOLTAM ÀS SALAS DE AULA Havana, 23 março (RHC)--Cerca de 1,5 milhão de crianças afegães voltaram, no sábado, às salas de aula, pela primeira vez desde a queda do movimento talibã que governava o país. Dados do UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a Infância, revelam que só oito por cento das meninas e um terço dos meninos frequentavam a escola nos últimos anos. O ministro da Educação Rasul Amin anunciou, no ato de abertura do ano letivo, programas especiais para as mulheres que não puderam exercer o ensino durante o regime talibã. *DIPLOMATAS NORTE-AMERICANOS E SUAS FAMÍLIAS COMEÇAM A ABANDONAR PAQUISTÃO Havana, 23 março (RHC)--Diplomatas ocidentais no Paquistão estudam deixar no país só os imprescindíveis depois de os Estados Unidos terem tomado essa medida em previsão de atos terroristas que possam envolver seus funcionários. As famílias de todos os diplomatas norte-americanos e o pessoal prescindível começaram a ir embora, no sábado, de Islamabad. A saída foi interpretada como admissão de que o governo paquistanês não controla a situação. Explosivos colocados em automóveis de funcionários ocidentais, o sequestro e assassinato de um jornalista norte-americano e o atentado contra uma igreja protestante no bairro diplomático de Islamabad, que deixou cinco mortos, dois deles norte-americanos, são as causas que provocaram a retirada do Paquistão, principal aliado dos Estados Unidos na guerra contra o Afeganistão. *ESTUDO DA CEPAL DENUNCIA MARGINALIZAÇÃO DE MILHÕES DE INDÍGENAS E DESCENDENTES DE AFRICANOS NA AMÉRICA LATINA Havana, 23 março (RHC)--Cento oitenta e cinco milhões de descendentes de africanos e indígenas -- um terço da população da América Latina e o Caribe -- são marginalizados e sofrem a exclusão social e econômica. Estudo feito pela Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe (CEPAL) afirma que os indígenas representam de 8 a 15% da população total, entrementes, os negros e mulatos chegam a 30%, mas continuam sendo tratados como minorias ainda que, em muitos casos, não sejam. A pesquisa destaca que a cor da pele, a cultura ou religião obedecem mecanismos criados pela sociedade para demonstrar a exclusão de maneira pseudo-científica. *DIRETOR DA ONUDI DESTACA SUCESSO DE INVESTIMENTOS FEITOS EM CUBA Havana, 23 março (RHC)--O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial-ONUDI- Carlos Alfredo Magariños, declarou sentir-se satisfeito pela cooperação com os setores produtivos cubanos, nos quais se investiram , e a maneira em que este país aproveita os recursos que lhe fornecem. Em coletiva de imprensa, ao finalizar visita a Cuba, o funcionário anunciou que a ONUDI vai aprofundar suas relações com a Ilha e aumentar sua colaboração. O diretor da ONU frisou que Cuba é um dos países onde se obtém os melhores resultados dos investimentos que são feitos, principalmente no setor que produz insumos para o turismo. Durante sua estadia em Havana, se avistou com o vice-presidente Carlos Lage e conversou com ele sobre o projeto denominado Programa Integrado de Apoio à Indústria Nacional para a competitividade industrial de Cuba. Em Foco: *PRESIDENTE FIDEL CASTRO DENUNCIA EM MONTERREY SISTEMA DE SAQUE E EXPLORAÇÃO IMPERANTE NO MUNDO O presidente Fidel Castro, ao discursar na Conferência Internacional sobre Financiamento ao Desenvolvimento, em Monterrey, sustentou que a atual ordem é um sistema de saque e exploração jamais visto antes na história. "Os povos acreditam cada vez menos em declarações e promesas. O prestígio das instituições financeiras internacionais está debaixo de zero. A economia mundial é, hoje em dia, um enorme cassino. Análises recentes indicam que para cada dólar utilizado no comércio mundial, mais de cem se empregam em operações especulativas que nada têm a ver com a economia real. "Esta ordem econômica - afirmou o presidente cubano - conduziu 75% da população mundial ao subdesenvolvimento. A pobreza extrema no Terceiro Mundo envolve 1,2 bilhão de pessoas. O fosso aumenta, não diminui. A diferença de renda entre os países mais ricos e os mais pobres, que era de 37 vezes em 1960, é, hoje, 74 vezes maior. Chegou-se a tal extremo que as três pessoas mais ricas do mundo possuem ativos equivalentes ao PIB dos 48 países mais pobres juntos. "No 2001, o número de pessoas famintas era de 826 milhões, o de adultos analfabetos 884 milhões, o de crianças que não freqüentam a escola 325 milhões, o de pessoas que não têm medicamentos essenciais dois bilhões, o dos que não dispõem de saneamento básico 2,4 bilhões. Não menos de 11 milhões de crianças menores de cinco anos morrem, todos os anos, de doenças curáveis e 500 mil ficam definitivamente cegas por falta de vitamina A. Os habitantes do mundo desenvolvido vivem 30 anos mais do que os da África Subsaariana. Um verdadeiro genocídio. Não se pode culpar os países pobres. Estes não conquistaram nem saquearam, durante séculos, continentes inteiros, nem estabeleceram o colonialismo, nem implantaram a escravidão, nem criaram o imperialismo moderno, foram as vítimas. A responsabilidade principal de financiar seu desenvolvimento corresponde às nações que, hoje, por razões históricas óbvias, desfrutam os benefícios daquelas atrocidades. "O mundo rico -- sublinhou Fidel -- deve cancelar a dívida externa e conceder novos empréstimos brandos para financiar o desenvolvimento. As ofertas de ajuda sempre esquálidas e muitas vezes ridículas não bastam, ou não se cumprem. Para um verdadeiro desenvolvimento econômico e social sustentável faz falta muito mais do que se afirma. "Medidas como as sugeridas pelo recém-falecido James Tobin para frear a indetível especulação monetária, ainda que não era sua intenção ajudar o desenvolvimento, seriam hoje, talvez, as únicas capazes de gerar fundos suficientes, que em mãos dos organismos das Nações Unidas, e não de funestas instituições como o FMI, poderiam ajudar diretamente o desenvolvimento com a participação democrática de todos, sem sacrificar a independência e a soberania dos povos. "O projeto de consenso que os amos do mundo nos impõem nesta conferência é que nos devemos resignar com uma esmola insuficiente, condicionada e ingerencista. É preciso repensar tudo que se criou desde Bretton Woods até hoje. Não houve, então, verdadeira visão de futuro. Prevaleceram os privilégios e os interesses do mais poderoso. Em face da profunda crise atual, nos oferecem um futuro ainda pior, no qual não se resolveria jamais a tragédia econômica, social e ecológica de um mundo que será cada vez mais ingovernável, onde haverá a cada dia mais pobreza e mais famintos, como se uma grande fatia da Humanidade sobrasse. "Chegou a hora de os políticos e homens de estado refletirem serenamente. Acreditar em que uma ordem econômica e social, que demonstrou ser insustentável, possa ser imposta à força é uma idéia louca. As armas, cada vez mais sofisticadas, que se acumulam nos arsenais dos mais poderosos e ricos, como já disse uma vez, poderão matar os analfabetos, os doentes, os pobres, e os famintos, mas não poderão matar a ignorância, as doenças, a pobreza e a fome. De uma vez por todas deveria dizer-se adeus às armas. Alguma coisa deve ser feita para salvar a Humanidade. Um mundo melhor é possível." Ao concluir a fala, Fidel Castro pediu 20 segundos para esclarecer: "Rogo a todos que me desculpem por não poder continuar acompanhando-os devido a uma situação especial criada pela minha participação nesta Cúpula e me veja obrigado a voltar imediatamente a meu país. À frente da delegação fica o companheiro Ricardo Alarcón de Quesada, presidente da Assembléia Nacional do Poder Popular, infatigável batalhador na defesa dos direitos do Terceiro Mundo. Delego nele as prerrogativas que me correspondem nesta reunião como Chefe de Estado. "Espero que ele não seja proibido de participar de nenhuma atividade formal à qual tem direito como chefe da delegação cubana e como presidente do órgão supremo do poder do estado, em Cuba." *DECLARAÇÕES do Chanceler Cubano, Felipe Pérez Roque, e do Presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, sobre as circunstâncias especiais que obrigaram Fidel Castro a abandonar a Conferência Internacional sobre Financiamento ao Desenvolvimento, na cidade mexicana de Monterrey. "Devemos dizer que a exclusão do chefe da delegação cubana, o companheiro Fidel, dos trabalhos da conferência é um fato muito grave," afirmou o chanceler Felipe Pérez Roque em declaração telefônica, na véspera, à mesa-redonda, acontecida nos estudios da televisão cubana, em Havana. "E devemos dizer que isto tem uma história anterior, que deve ser conhecida e dita com toda franqueza. Cuba sabia das pressões que o presidente Bush estava fazendo sobre o governo mexicano antes da conferência. O presidente Bush- frisou o chanceler cubano- ameaçou não comparecer à Cúpula se o companheiro Fidel estivesse presente. Essa é a verdade que nós conhecíamos, e nós quando dizemos que sabíamos, todos sabem que é verdade. "O presidente Bush ameaçou não aparecer, chantegeou os organizadores da Conferência e ameaçou sabotar a Cúpula com sua ausência se ali estivesse a delegação cubana, capitaneada por Fidel. Isto era uma ameaça de boicote e de fracasso de um evento, no qual se falaria em financiamento para o desenvolvimento, no qual o país chamado a realizar o maior esforço pelo papel que joga, hoje em dia, de domínio das instituições financeiras internacionais, por ser a maior e mais poderosa economia do planeta, eram os Estados Unidos. "Houve, portanto, solicitação expressa, houve pressões expressas prévias à conferência, e nós sabíamos dessas pressões e sabíamos que os organizadores mexicanos estavam sendo muito pressionados pela ameaça de Bush de não comparecer à Cúpula se Fidel estava presente," sublinhou Felipe Pérez Roque. Durante a mesa-redonda, nos estudios da televisão cubana, também fez declarações o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, que tinha ficado à frente da delegação de Cuba, em Monterrey, após a partida de Fidel. Vocês são testemunhas, disse Alarcón, de que nós tínhamos feito o possível para evitar declarações sobre a situação que se criara, e que obrigou o presidente Fidel Castro a pronunciar-se ao finalizar seu discurso, e retirar-se. "Tratamos de que se encontrasse uma solução digna e não ser obrigados a fazer o que vamos fazer agora. Ontem( quinta-feira), o chanceler mexicano Jorge Castañeda, em várias ocasiões, disse aos jornalistas que não tinha havido nenhuma gestão de nenhum funcionário autorizado para impedir a participação de Cuba, e sugeriu várias vezes que fosse Cuba que explicasse, porque ele não tinha elementos. Eu devo dizer- sublinhou Alarcón- que as declarações de Castañeda são fundamentalmente falsas. "Suas declarações me surpreenderam porque eu sei bem que ele sabe bem tudo que aconteceu, sabia muito bem que Cuba sabia, estava a par, e podia ter dado as explicações pertinentes. Porém, nós nos contivemos, e todos vocês (analistas da mesa-redonda), sabem que fizeram um esforço para que eu falasse e lhes dissesse o que lhes vou dizer agora. "Não só funcionários autorizados, mas também, diria, pessoas muito autorizadas do governo do México nos comunicaram antes da conferência as pressões que sobre elas exercia o governo dos Estados Unidos para que Cuba não estivesse presente na Conferência, e para que específicamente não estivesse capitaneada pelo presidente Fidel Castro." "Cuba rechaçou isso," frisou Alarcón, "e exigiu seu direito de participar de uma conferência das Nações Unidas, à qual estava devidamente convidada. E resultante dessa reação cubana, dessa insistência cubana e da aparentemente muito sustentada e muito forte pressão norte-americana, tiveram de admitir logicamente que Fidel viesse, mas, ao mesmo tempo, lhe pediram, repito, pessoas muito autorizadas do governo mexicano que fosse embora imediatamente depois do almoço de quinta-feira." Alarcón comentou que tinha sido obrigado a fazer estas revelações em face das falsas declarações do chanceler mexicano, Jorge Castañeda, e porque não lhe permitiram, como chefe da delegação cubana após a partida de Fidel, na quinta-feira, estar presente na reunião, a portas fechadas, que sustentaram os presidentes, na sexta-feira. Alarcón explicou que tinha sido excluído porque o México não pôde resistir às pressões dos Estados Unidos. O presidente do Parlamento cubano lamentou a ocorrência de fatos como este, que objetivam minar as relações entre o México e Cuba. "Acho que se trata de um fato lamentável, mas as relações com o México já passaram por outros momentos difíceis que nos tentaram criar outros, não é a primeira vez. Há uma longa história de uma relação que trataram de problematizar. Quem? O inimigo histórico tanto do México quando de Cuba, mas eu acredito que há profundidade no carinho, solidez na amizade, na simpatia entre ambos os povos e entre milhões e milhões de mexicanos, e milhões e milhões de cubanos," ponderou Ricardo Alarcón. O presidente do Parlamento cubano disse sentir-se confiante em que situações como esta não vão se repetir em próximas reuniões organizadas pela ONU, e assegurou que Cuba recebeu enorme apoio de chefes de delegações e Chefes de Estado, principalmente do Caribe. No meu entendimento, disse, o problema radica em que a administração dos Estados Unidos está atravessando por um período de embriaguez e arrogância com George W. Bush à testa. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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