Radio Havana Cuba-16 de janeiro 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 16 de janeiro 2002 . *FIDEL CASTRO SE REUNE COM LEGISLADORES MEXICANOS *DIÁLOGO DE FIDEL CASTRO COM CIENTISTAS CUBANOS *GOVERNO E GUERRILHA RETOMAM HOJE CONVERSAÇÕES NA COLÔMBIA *YASSER ARAFAT CONTINUARÁ CONFINADO EM RALAMAH *SINDICALISTAS ARGENTINOS SE INCORPORAM A DIÁLOGO INTERSETORIAL *CÂMARA ALTA CHILENA DECIDE ELIMINAR SENADORES VITALÍCIOS *COLLIN POWELL NO PAQUISTÃO *DUMA RUSSA CRITICA DECISÃO DOS EUA DE SAIREM DO TRATADO ABM *ARGÉLIA PEDE À ONU REFERENDO NO SAHARA OCIDENTAL *COMUNIDADES CIPRIOTAS ABREM DIÁLOGO *SENADORES FILIPINOS ACUSAM GOVERNO DE VIOLAR A CONSTITUIÇÃO AO DEIXAR ENTRAR TROPAS DOS EUA *RECONTAGEM DOS VOTOS EM MADAGASCAR *ENFRENTAMENTOS NA NIGÉRIA Comentario: *SINAL DE ALÍVIO *BATALHA PELA ELIMINAÇÃO DO AEDES AEGYPTI . *FIDEL CASTRO SE REUNE COM LEGISLADORES MEXICANOS Havana, 16 de janeiro (RHC)--O presidente Fidel Castro reuniu-se, em Havana, com a delegação de mais de cem parlamentares mexicanos que está de visita em Cuba. Os legisladores chegaram à capital cubana na sexta-feira passada, para comemorar os cem anos das relações diplomáticas entre os dois países, estabelecidas em 20 de maio de 1902, e mantidas até hoje sem interrupção. Em diálogo com o grupo, Fidel Castro agradeceu o espírito da visita, cujo propósito fundamental é fortalecer as relações entre os povos cubano e mexicano. Os deputados e senadores desse país tiveram, nestes dias, encontros com o vice-presidente Carlos Lage, o presidente da Assembléia Nacional do Poder Popular, Ricardo Alarcón, e o chanceler Felipe Pérez Roque. A visita termina hoje. *DIÁLOGO DE FIDEL CASTRO COM CIENTISTAS CUBANOS Havana, 16 de janeiro (RHC)--O presidente Fidel Castro conversou com um grupo de cientistas, em Havana, por ocasião do Dia da Ciência Cubana. No ano passado, Fidel tinha se encontrado, também, com 300 representantes da comunidade científica, reunidos em fórum de caráter nacional, sublinhando a urgência de integrar os resultados de suas pesquisas às necessidades do país. Nesta ocasião, a reunião examinou a contribuição dos cientistas cubanos à batalha de idéias. O vice-ministro de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Daniel Codorniú, disse que ao entrar no novo milênio se torna mais evidente a necessidade imperiosa de sustentar a estratégia do avanço econômico e social em Cuba, com um forte alicerce de conhecimentos. *GOVERNO E GUERRILHA RETOMAM HOJE CONVERSAÇÕES NA COLÔMBIA Havana, 16 de janeiro (RHC)--O governo colombiano e a guerrilha das FARC-Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia retomam hoje as conversações, após acordo acertado na segunda pelos rebeldes com delegados da ONU e do grupo de países amigos do processo de paz. "Tenho confiança plena em que serão alcançados resultados, não só em torno do cronograma de negociação, mas também em aspectos mais concretos rumo ao cessar-fogo" - apontou o Alto Comissário para a Paz, Camilo Gómez. Por sua vez, a guerrilha das FARC considerou que existem garantias para retomar o diálogo na zona de distensão de 42 mil quilômetros quadrados no sul do país. O acordo, alcançado com o apoio da comunidade internacional, conseguiu salvar o diálogo, em momentos em que o presidente colombiano, Andrés Pastrana, tinha dado por encerradas as negociações. Nesse contexto, o chanceler Guillermo Fernández de Soto admitiu que seu governo tinha pedido aos EUA, desde novembro passado, destinar parte da ajuda militar do Plano Colômbia à luta contra a guerrilha. Um portavoz do governo disse que estão sendo feitas gestões no mais alto nível em Washington para conseguir essa autorização. *YASSER ARAFAT CONTINUARÁ CONFINADO EM RALAMAH Havana, 16 de janeiro (RHC)--O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, continuará confinado na cidade de Ramalah, na Cisjordânia, apesar de ter dado ordens para prender o secretário-geral da Frente Popular de Libertação da Palestina, Ahmed Sadat, apontaram fontes oficiais israelenses. Para reverter a medida, o governo de Israel exige a detenção de Yijad Ulme, o segundo de Sadat, e mais dois ativistas suspeitos de estarem envolvidos na morte, em outubro passado, do ministro israelense de Turismo, Rejavan Zeevi, disseram as fontes. Por sua vez, as organizações extremistas Yihad Islâmica e Hamas anunciaram que vão intensificar a resistência contra Israel, em protesto pela detenção do dirigente palestino. *SINDICALISTAS ARGENTINOS SE INCORPORAM A DIÁLOGO INTERSETORIAL Havana, 16 de janeiro (RHC)--Os dirigentes das tres principais centrais sindicais da Argentina integram-se hoje, por separado, ao diálogo intersetorial promovido pelo governo do presidente Eduardo Duhalde e a Igreja Católica, encaminhado a resolver a crise nacional. Aderiram às conversações as duas correntes da Confederação Geral do Trabalho e a Central de Trabalhadores Argentinos. Ontem, o Banco Central viu-se obrigado a intervir para frear a queda da moeda nacional ante o dólar norte-americano. O câmbio chegou ao patamar de dois pesos e cinco centavos por dólar. *CÂMARA ALTA CHILENA DECIDE ELIMINAR SENADORES VITALÍCIOS Havana, 16 de janeiro (RHC)--Mais de 80% da Câmara Alta do Chile votou pela eliminação dos senadores vitalícios, inclusa a cadeira do ex-ditador Augusto Pinochet. À decisão se opuseram apenas oito senadores, cinco deles procedentes da esfera militar. A proposta inclui a eliminação dos senadores designados, e encurta o mandato presidencial de seis para quatro anos. Agora, o documento será alvo de negociações entre os legisladores oficialistas e da oposição de direita. Só seria efetiva se for aprovada pelo novo parlamento, em março. *COLLIN POWELL NO PAQUISTÃO Havana, 16 de janeiro (RHC)--O secretário de Estado norte-americano, Collin Powell, externou que era moderadamente otimista a respeito de um eventual desbloqueio das tensões entre o Paquistão e a Índia, para evitar um confronto armado direto entre os dois países. Ao chegar a Islamabad, Powell reuniu-se imediatamente com o chanceler paquistanês, Abdul Sttar, e tem previstas conversações com o presidente Pervez Musharraf. *DUMA RUSSA CRITICA DECISÃO DOS EUA DE SAIREM DO TRATADO ABM Havana, 16 de janeiro (RHC)--A Duma russa tachou de errada e desestabilizadora, a decisão dos EUA de abandonarem o Tratado de Defesa Antimíssil, e exortou o presidente Vladimir Putin a abrir consultas urgentes com o Conselho da Federação sobre as vias para garantir a segurança nacional. A resolução da câmara baixa do parlamento russo foi aprovada por 326 votos a favor e só três contra. O texto aponta que o passo unilateral dado por Washington destrói um sistema de acordos que garantiam a segurança estratégica, e cria condições para uma nova corrida armamentista. *ARGÉLIA PEDE À ONU REFERENDO NO SAHARA OCIDENTAL Havana, 16 de janeiro (RHC)--A Argélia pediu à ONU maiores esforços para realizar um referendo de autodeterminação no Sahara Ocidental, como está concebido no plano de paz aceito por essa organização, e aprovado por Marrocos e a Frente POLISARIO. O pedido foi feito, em Argel, ao novo representante das Nações Unidas para o Sahara Ocidental, William Lacy. *COMUNIDADES CIPRIOTAS ABREM DIÁLOGO Havana, 16 de janeiro (RHC)--O presidente do Chipre, Glafkos Clerides, e o líder turco-cipriota nessa ilha, Rauf Denktash, decidiram se reunir três vezes por semana até encontrarem uma solução definitiva para o conflito nesse país europeu, dividido desde a ocupação de sua parte norte por tropas da Turquia, em 1974. O emissário especial da ONU, Alvaro de Soto, declarou, em Nicósia, que essa é a primeira vez desde 1977, que ambas as partes decidem se reunir por conta própria. *SENADORES FILIPINOS ACUSAM GOVERNO DE VIOLAR A CONSTITUIÇÃO AO DEIXAR ENTRAR TROPAS DOS EUA Havana, 16 de janeiro (RHC)--Senadores filipinos acusaram a presidente Gloria Macapagal Arroyo de violar a Constituição, ao permitir o estacionamento de tropas norte-americanas na região de Mindanao, sul do país, para combater o grupo separatista Abú Sayaf. Os legisladores consideram que se trata de uma intervenção militar, que viola a Carta Magna filipina. O vice-presidente e chanceler Teofisto Guingona, admitiu que não tinha sido informado previamente dessa operação, e externou que apoiava a abertura de um inquérito parlamentar. *RECONTAGEM DOS VOTOS EM MADAGASCAR Havana, 16 de janeiro (RHC)--O tribunal Constitucional de Madagascar autorizou o Conselho Nacional Eleitoral a fazer recontagem dos votos das eleições presidenciais de 16 de dezembro passado. A decisão responde ao pedido do candidato da oposição, Marc Ravalomanana, prefeito da capital, que acusou o atual presidente, Didier Ratsiraka, de fraude eleitoral. Ravalomanana acredita que abocanhou mais de 50% dos votos, e portanto não é preciso um segundo turno. *ENFRENTAMENTOS NA NIGÉRIA Havana, 16 de janeiro (RHC)--A polícia da Nigéria prendeu vários dirigentes sindicais e usou gases lacrimogêneos para reprimir manifestantes em Abuja, a capital, que protestavam contra o aumento no preço da gasolina, em meio a uma greve geral. Meios de imprensa garantem que bancos, escolas, hospitais e postos de gasolina continuavam fechados, e a maioria dos trabalhadores não saiu de casa, em apoio ao chamamento do Congresso do Trabalho. Comentario: *SINAL DE ALÍVIO A satisfação mostrada por amplos segmentos da população colombiana ao tomar conhecimento da retomada do diálogo entre o governo e a guerrilha, tornou evidente o sentimento majoritário a favor do fim da guerra e da injustiça social. O rompimento definitivo das conversações entre o governo do presidente Andrés Pastrana e as insurgentes FARC-Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, teria levado ao agravamento do conflito armado interno, e ocasionado mais dor às famílias. Além da eficaz intervenção internacional da ONU-Organização das Nações Unidas e dos representantes dos dez países facilitadores da paz, entre eles Cuba, contribuiu para o acordo de última hora o fato de ambas as partes estarem cientes de que os colombianos almejam a paz. Ao longo destes três anos de conturbadas negociações, o perigo de um rompimento definitivo esteve latente várias vezes, mas nunca foi tão evidente quanto no final de 2001. Muitos fatores incidiram no aumento dos atritos, entre eles o fato de os EUA assumirem uma postura clara no problema interno colombiano, pressionando principalmente às Forças Armadas desse país para impôr a violência contrainsurgente. Não por acaso, os EUA fortaleceram o Exército colombiano nos últimos três anos. Hoje, esse corpo tem 110 mil efetivos, uma frota de dezenas de helicópteros e armas para combatir dia e noite. A maior parte desse equipamento foi entregue no contexto do chamado Plano Colômbia, concebido pelo governo para lutar contra o narcotráfico e incentivar o desenvolvimento, porém desde o começo com ênfase no componente militar, como queria Washington. O clima internacional conturbado, em meio à chamada ofensiva antiterrorista global, também não favorece as conversações na Colômbia, muito mais quando se sabe que os EUA teimam em qualificar os guerrilheiros do país sul-americano como terroristas. Pior ainda: a Casa Branca e o Pentágono usam a mesma medida para enfocar os rebeldes e os paramilitares, um virtual exército paralelo na Colômbia. Para o governo norte-americano, não interessa o fato de as paramilitares Autodefesas Unidas da Colômbia consideradas por experts um apêndice das Forças Armadas serem as responsáveis de milhares de assassinatos e da implantação do terror nas zonas rurais. No ano passado, a média diária de mortes foi de 20 pessoas, 15 delas ligadas diretamente à atuação de grupos paramilitares. Estes antecedentes, naturalmente, estarão presentes desde hoje na mesa de negociações estabelecida na zona desmilitarizada de 42 mil quilômetros, que, aliás, perderá vigência no domingo que vem. A medida será efetiva se as conversações não levarem ao acerto de um cronograma válido para as duas partes, e não surgirem compromissos quanto à abordagem de temas cruciais. Entre esses assuntos, estão as ações efetivas contra os bandos paramilitares, e outros pontos aprovados no chamado Documento de San Francisco de la Sombra, em cinco de outubro do ano passado. Também a necessidade de criar condições para reformas sociais e econômicas que levem a uma redução da pobreza no país e ofereçam oportunidades para todos os colombianos. O diálogo na Colômbia sofreu nesta semana sua pior crise dos últimos três anos, porém, exceto os fanáticos da guerra, todos almejam avanços depois de ter-se conseguido impedir o rompimento total. Mesmo assim, todos estão cientes de que o relógio avança, e o tempo é curto. *BATALHA PELA ELIMINAÇÃO DO AEDES AEGYPTI Um exército se movimenta nas ruas de Havana, munido dos apetrechos indispensáveis para liquidar o adversário, e se desloca em meio a uma nuvem de fumaça. Não estamos falando em soldados, e sim de homens e mulheres que assaltaram literalmente a capital do país para acabar com o mosquito aedes aegypti, agente transmissor da dengue. São mais de onze mil cubanos procedentes do setor da construção, de escolas de assistentes sociais e juventude mobilizada para combater ao mosquito detectado principalmente em Havana e noutras três províncias. Os cubanos reorganizaram suas forças na luta contra o agente transmissor após vários meses de batalha anônima do ministério da Saúde Pública e de centros de trabalho, que facilitaram homens e aparelhos para fumigações massivas. Mas o mosquito se tornou forte e o combate não tinha sido bem organizado. Resultado: os casos de dengue aumentaram. A situação de Cuba não é única. Sabe-se de situações explosivas na América Central, no Caribe e regiões da América do Sul. Hoje em dia, mais de cem países registram, no total, 50 milhões de contágios por ano, com 25 mil mortes. A dengue também se propagou em El Salvador e morreram, no ano passado, dezenas de pessoas. Uma cubana enviada naquele momento a prestar colaboração a esse país, a doutora Elia Rosa Lemus, reeditou agora, em Havana, seu eficiente trabalho à frente de um programa contra o aedes aegypti. À diferença de seu trabalho em El Salvador, aqui se colocou imediatamente à disposição da doutora os recursos indispensáveis para eliminar os viveiros do mosquito transmissor da dengue. A experiente médica também é apoiada pelas autoridades e organizações populares, como os Comitês de Defesa da Revolução (CDR) em cada quarteirão dos bairros da cidade. A operação anti-mosquito é de longo prazo. É preciso educar as famílias nas formas mais apropriadas para evitar o surgimento dos viveiros. E, naturalmente, recolher sistematicamente os dejetos sólidos. Sem dúvida, a eliminação total do mosquito requer não só fumigação, mas também a colaboração de uma força especial: os médicos. Cuba dispõe de 67 mil médicos, um para 148 habitantes. Do total, 30 mil clinicam em postos médicos situados nos bairros e comunidades rurais, onde controlam a saúde do território. Cuba está muito bem preparada e organizada para erradicar o mosquito transmissor da dengue. A fumigação sistemática, orientação das medidas a serem tomadas para evitar a reprodução do inseto, cooperação da população e o controle médico esmerado e oportuno permitirão erradicar os focos detectados nos últimos meses. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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