Radio Havana Cuba-04 de janeiro 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 04 de janeiro 2002 . *PRESIDENTE FIDEL CASTRO SE REÚNE COM JOVENS EMPRESÁRIOS NORTE-AMERICANOS *ESCOLA PARA CRIANÇAS AUTISTAS EM HAVANA *PRESIDENTE DA ARGENTINA ANUNCIA FIM DA UNIÃO ENTRE O PODER POLÍTICO E O PODER FINANCEIRO *BOMBARDEIOS NORTE-AMERICANOS PROVOCAM MAIS DE TRINTA MORTOS NO AFEGANISTÃO *ENFRENTAMENTOS NA FRONTEIRA ENTRE ÍNDIA E PAQUISTÃO *BRASIL DEVE ESQUECER A ALCA, AFIRMA LULA *PANAMÁ EXAMINA PEDIDO DA VENEZUELA PARA EXTRADITAR O POSADA CARRILES *CONGRESSO PERUANO VAI INVESTIGAR CAUSAS DO INCÊNDIO DE SÁBADO PASSADO *Comentario: HORTICULTURA EM CUBA . *PRESIDENTE FIDEL CASTRO SE REÚNE COM JOVENS EMPRESÁRIOS NORTE-AMERICANOS Havana, 4 janeiro (RHC)-- "Acredito na troca de idéias porque a solução dos problemas está na cooperação e não nas guerras," afirmou Fidel Castro durante encontro, em Havana, com empresários norte-americanos da Young Presidents Organization. Fidel sustentou que Cuba tem conceito muito elevado do povo norte-americano e recordou que durante o sequestro do menino Elián González foi muito importante seu apoio para conseguir trazê-lo de volta. Interrogado sobre os atentados de 11 de setembro, nos Estados Unidos, o presidente cubano disse que esse é um dos acontecimentos mais traumáticos dos últimos tempos. "Um crime enorme que prova que vivemos em um mundo convulso e perigoso," afirmou Fidel, e recordou que Cuba está entre os que mais repudiam o terrorismo porque o sofreu na própria pele. O máximo dirigente cubano explicou aos cerca de 500 jovens empresários norte-americanos e seus familiares os numerosos programas sociais que estão sendo aplicados no país, as transformações na educação, os cursos emergentes para professores de ensino fundamental, o equipamento tecnológico das escolas,e recordou que Cuba não só progride no plano econômico, mas também avança muito no desenvolvimento social. Os empresários norte-americanos realizaram viagem relâmpago a Cuba, dentro de um périplo por várias nações latino-americanas. *ESCOLA PARA CRIANÇAS AUTISTAS EM HAVANA Havana, 4 janeiro (RHC)-- O sistema de educação especial cubano será completado com a Escola para Crianças Autistas "Dora Alonso," a ser inaugurada hoje, em Havana. Quarenta e quatro crianças estão matriculadas na escola, que faz parte do complexo educacional da cidade escolar Libertad que congrega, em total, 429 colégios onde estudam mais de 55 000 alunos. *PRESIDENTE DA ARGENTINA ANUNCIA FIM DA UNIÃO ENTRE O PODER POLÍTICO E O PODER FINANCEIRO Havana, 4 janeiro (RHC)-- O presidente argentino Eduardo Duhalde proclamou que o eixo de seu governo será uma aliança com a comunidade produtiva nacional e anunciou o fim da união entre o poder político e o poder financeiro. Ao falar publicamente pela primeira vez desde que foi empossado pelo Congresso, a 1º de janeiro, Duhalde defendeu os setores produtivos e a indústria nacional. Desde a década passada, a Argentina aplica um modelo neliberal de abertura econômica vasta, que levou numerosas empresas à falência, muitas sem poder competir com os custos dos produtos importados. Duhalde criticou o modelo neoliberal ao afirmar que o mundo se encaminha inevitavelmente à integração, mas nos quiseram convencer de que existe um só modelo, isto é mentira, há muitos modelos para chegar à globalização, sentenciou. O presidente argentino não anunciou em seu discurso as medidas econômicas, um de cujos suportes é a desvalorização do peso em relação ao dólar. "A desvalorização é um fato consumado," disse o mandatário peronista perante um auditório de empresários e dirigentes sindicais. E, sem rodeios, sublinhou: Estamos falidos, estamos fundidos. Muitos de vocês estão falidos e fundidos. Na Argentina, 18,3% da população economicamente ativa está desempregada e a produção industrial caiu 11,6% em novembro passado, em relação ao mesmo período de 2000. *BOMBARDEIOS NORTE-AMERICANOS PROVOCAM MAIS DE TRINTA MORTOS NO AFEGANISTÃO Havana, 4 janeiro (RHC)-- Mais de 30 civis afegães perderam a vida durante bombardeios dos Estados Unidos no leste do Afeganistão, segundo a agência Afgani Islamic Press. A fonte diz que vários dirigentes tribais se apresentaram na cidade de Host para pedir às forças norte-americanas que párem a operação militar porque só tem civis na zona. Porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados confirmou que no posto de Chamán, entre Afeganistão e Paquistão, milhares de pessoas estão fugindo dos bombardeios norte-americanos. Ao falharem os esforços para capturar Osama bin Laden, os EUA e as tropas afegães se concentraram na detenção do líder religioso talibã, o mulã Omar. Fontes dos serviços de inteligência afegães disseram à imprensa que um comandante do talibã e as autoridades afegães estão negociando na província de Helmand o destino do mulá. *ENFRENTAMENTOS NA FRONTEIRA ENTRE ÍNDIA E PAQUISTÃO Havana, 4 janeiro (RHC)-- Nove soldados indianos e dois civis paquistaneses morreram nas últimas 24 horas em diversos confrontos armados entre os postos fronteiriços dos dois países, ao longo da linha que divide em duas partes a disputada região de Caxemira. Em Katmandú, capital do Nepal, o presidente paquistanês Pervez Musharraf disse que só haverá negociações com a Índia durante a cúpula sul-asiática para a cooperação regional, se os dois países quiserem. Os históricos atritos entre a Índia e o Paquistão aumentaram depois de 13 de dezembro, data em que um grupo armado procedente de território paquistanês atacou o Parlamento de Nova Delhi, com saldo de 14 mortos. *BRASIL DEVE ESQUECER A ALCA, AFIRMA LULA Havana, 4 janeiro (RHC)-- O dirigente do PT Luis Inácio Lula da Silva destacou que um país com a capacidade industrial do Brasil deve se concentrar na cooperação com a América Latina e esquecer a ALCA - Área de Livre Comércio das Américas. Entrevistado no Rio de Janeiro, Lula destacou que a ALCA é um processo que objetiva anexionar países pouco desenvolvidos à economia norte-americana. O candidato presidencial brasileiro comentou que o Mercosul deve ser fortalecido e ampliado com a participação de mais países latino-americanos. *PANAMÁ EXAMINA PEDIDO DA VENEZUELA PARA EXTRADITAR O POSADA CARRILES Havana, 4 janeiro (RHC)-- O vice-chanceler panamenho Harmodio Arias, declarou que seu país está examinando formalmente o pedido da Venezuela para extraditar o terrorista Luis Posada Carriles, que está detido no país centro-americano por planejar atentado contra a vida do presidente Fidel Castro, em novembrode 2000. Falando para a imprensa, Arias informou que a embaixada venezuelana encaminhou, na segunda-feira passada, pedido formal de extradição de Posada Carriles para julgá-lo por fuga da prisão e atentado contra um avião comercial cubano. Posada Carriles é o responsável pela explosão em pleno vôo de uma aeronave de Cubana de Aviação, em 1976, que custou a vida de 73 pessoas. *CONGRESSO PERUANO VAI INVESTIGAR CAUSAS DO INCÊNDIO DE SÁBADO PASSADO Havana, 4 janeiro (RHC)-- O Congresso Peruano cria grupo de trabalho para investigar as causas do incêndio de sábado passado, no centro de Lima, que deixou 280 mortos e vários desaparecidos. José Barba Caballero, deputado da oposicionista Aliança Conservadora, foi indicado para presidir o grupo de inquérito. Por sua vez, o primeiro-ministro peruano Roberto Dañino ressaltou que o Conselho de Ministros terminou a redação da lei que proíbe a fabricação, importação, comercialização, estocagem, transporte e uso de artefatos pirotécnicos. *Comentario: HORTICULTURA EM CUBA Os cubanos potenciarão a horticultura durante o ano 2002. O plano é dobrar a produção atual para equilibrar o déficit em alguns ítens, provocado pela passagem do furacão Michelle, em novembro passado. Os funcionários e técnicos da agricultura estão debruçados sobre o ambicioso projeto que se traduz em produzir seis milhões de toneladas de verduras nos pátios de casas e hortas municipais. Durante as sessões do Parlamento se analisou a produção de alimentos neste ano e se chegou à conclusão de que era preciso proporcionar uma alimentação balanceada, sobretudo aos estudantes. Certamente não será fácil dobrar o plano de cultivo. Em primeiro lugar, os cubanos devem mudar seu costume de receber os fornecimentos agrícolas das zonas rurais. Segundo estudos, a periferia das cidades e povoados, e terrenos disponíveis em muitas casas podem ser envolvidos nos projetos de horticultura. Embora ambicioso, o plano é viável se levarmos em conta que, no fechamento de 2000, a horticultura proporcionou ao mercado mais de 130 mil toneladas de produtos. E no ano seguinte, continuou crescendo. É claro que a horticultura não pode se limitar a plantíos espontâneos. O Estado criou as condições materiais para propiciar sistemas de irrigação a três mil novos hectares de terra e abrirá possibilidades de qualificação das forças produtivas, porque não é a mesma coisa tirar frutos da terra em condições urbanas que nas rurais. Os especialistas também pretendem vencer outras dificuldades. Até agora, há uma grande diferença no volume e variedade de produção de verduras nos meses de verão e parte do outono, em relação ao inverno e começo da primavera. Igualmente, numerosos municípios cubanos dependem muito de outros territórios para se abastecerem de produtos agrícolas, e de acordo com estudos científicos, a alimentação nos países pobres deve se sustentar na maior independência possível de cada área. Por isso, a fim de atingir a meta traçada para o ano 2002, os técnicos aconselharam criar hortas ou parcelas em todos os assentamentos populacionais com 15 ou mais casas. Inclusive, as instituições estatais receberam instruções de se autoabastecerem de verduras e vender o que sobrar à população dos arredores. Estamos diante de um programa revolucionador para colocar a agricultura no centro da alimentação dos cubanos, não só para atenuar o déficit de banana e de outros ítens, seriamente afetados pelo furacão, mas também para criar uma infra-estrutura estável, capaz de completar a colheita tradicional nas zonas rurais. Sem falar em que proporciona elevado número de postos de trabalho. Até o ano 2000, Cuba tinha criado cem mil postos de trabalho na horticultura, a 5ª parte na cidade de Havana, opção a que apelaram pessoas que trabalhavam em fábricas que tinham fechado total ou parcialmente devido à crise econômica dos anos 90. Como parte do Terceiro Mundo, Cuba é obrigada a experimentar fórmulas para garantir alimentos a cada pessoa, e um dos caminhos é a exploração da terra cultivável perto das conglomerações urbanas. 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