Radio Havana Cuba-03 de janeiro 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 03 de janeiro 2002 . *CUBA REGISTRA MORTALIDADE INFANTIL MAIS BAIXA DE SUA HISTÓRIA *ENCONTRO DE ECONOMISTAS EM HAVANA CONGREGA MAIS DE 600 EXPERTS DE 30 PAÍSES *NOVO GABINETE ARGENTINO PRESTA JURAMENTO *OMC CONDENA EUA PELA VIOLAÇÃO DE PROPRIEDADE DE MARCAS NO CASO DO RUM CUBANO HAVANA CLUB *CONFRONTO ENTRE ÍNDIA E PAQUISTÃO CONTINUA NA REGIÃO DE CAXEMIRA *TALIBÃS ENTRINCHEIRADOS ENTREGARIAM MULÁ OMAR EM TROCA DE CESSAÇÃO DOS BOMBARDEIOS *MILHARES DE BOMBEIROS E VOLUNTÁRIOS COMBATEM CHAMAS NA AUSTRÁLIA *FRIO PROVOCA MORTOS EM MOSCOU *PEDE DEMISSÃO PRESIDENTE DA SUPREMA CORTE BOLIVIANA *Comentario: ARGENTINA - CINCO PRESIDENTES EM MENOS DE DUAS SEMANAS . *CUBA REGISTRA MORTALIDADE INFANTIL MAIS BAIXA DE SUA HISTÓRIA Havana, 3 janeiro (RHC).- Cuba registrou no ano 2001 taxa de mortalidade infantil de 6,2 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas, a mais baixa de sua história e divide com o Canadá o primeiro lugar neste indicador nas Américas. Especialistas cubanos e de organismos internacionais afirmam que esta conquista só é possível graças à vontade política do governo que, apesar das difíceis condições econômicas, coloca acima de tudo o bem-estar da saúde da população, especialmente da mãe e da criança. Oito províncias cubanas ostentaram, no ano passado, taxas de mortalidade infantil iguais ou inferiores à média nacional merecendo destaque a província de Matanzas com apenas 4,4. *ENCONTRO DE ECONOMISTAS EM HAVANA CONGREGA MAIS DE 600 EXPERTS DE 30 PAÍSES Havana, 3 janeiro (RHC).- Mais de 600 experts de 30 países assistirão ao 4º Encontro Internacional de Economistas sobre Globalização e Problemas do Desenvolvimento, que acontecerá em Havana de 11 a 15 de fevereiro. Importantes personalidades confirmaram presença no foro, como os Prêmios Nobel da Economia de 2000 e de 2001, e representantes da ONU, do Banco Mundial e, pela primeira vez, do Fundo Monetário Internacional. A presidente do Comitê Organizador, Esther Aguilera, sublinhou que o encontro de economistas é um vasto foro de debate pluralista onde, a partir de diferentes concepções, buscam-se alternativas aos problemas de desenvolvimento em um planeta globalizado. O encontro - disse- promoverá a busca de alternativas econômicas viáveis para todos os povos. *NOVO GABINETE ARGENTINO PRESTA JURAMENTO Havana, 3 janeiro (RHC).- O presidente argentino, Eduardo Duhalde, tomou juramento ao novo gabinete que o acompanhará em seu mandato até dezembro do ano 2003. No gabinete há representantes de diferentes partidos políticos, entre eles os peronistas Carlos Ruckauf, ministro das Relações Exteriores, e Jorge Remes Lenicov, ministro da Economia. Ruckauf era até agora governador da província de Buenos Aires, e Lenicov dirigiu a pasta de economia durante oito anos nessa mesma província e tem boas relações com o setor financeiro local e mundial. Ao ter sido empossado presidente da Argentina, na terça-feira passada, Eduardo Duhalde defendeu a cessação do pagamento da dívida externa e prometeu eliminar o sistema econômico neoliberal que mergulhou o povo argentino no desespero e provoco a demissão do presidente Fernando de La Rúa. *OMC CONDENA EUA PELA VIOLAÇÃO DE PROPRIEDADE DE MARCAS NO CASO DO RUM CUBANO HAVANA CLUB Havana, 3 janeiro (RHC).- A Organização Mundial do Comércio condenou os Estados Unidos pela violação de propriedade de marcas ao impedir a comercialização do rum Havana Club em território norte-americano. A instância de Apelação da OMC declarou a lei norte-americana, que impede Havana Club Holding defender seus direitos, não conforme com os acordos sobre a propriedade intelectual. A empresa é uma sociedade entre Pernod Ricard, da França, e Havana Club, de Cuba, que comercializa a bebida nos Estados Unidos. A joint venture cubano-francesa tenciona defender seus direitos perante os tribunais norte-americanos contra a marca Bacardi, das Bermudas, que se atribui a patente do rum Havana Club. De acordo com a Organização Mundial do Comércio, a lei norte-americana, aprovada em 1998, está em contradição com os princípios de não discriminação e de Nação Mais Favorecida. Segundo a OMC, a mencionada lei norte-americana não pode desconsiderar a obrigação de conceder a Cuba as mesmas vantagens comerciais dadas a outros países-membros da entidade internacional. *CONFRONTO ENTRE ÍNDIA E PAQUISTÃO CONTINUA NA REGIÃO DE CAXEMIRA Havana, 3 janeiro (RHC).- Tropas da Índia e Paquistão travaram combates com morteiros na fronteira sul da região de Caxemira. Ao mesmo tempo, a polícia de Nova Delhi reforçou as medidas de segurança no famoso palácio Tai Mahal Agra ao ter recebido mensagem eletrônica de uma organização fundamentalista ameaçando explodir o prédio. O primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vahpayes, disse que só retomaria as negociações com Islamabad se o governo contivesse o terrorismo transfronteiriço dos grupos separatistas, que atuam a partir do território paquistanês. *TALIBÃS ENTRINCHEIRADOS ENTREGARIAM MULÁ OMAR EM TROCA DE CESSAÇÃO DOS BOMBARDEIOS Havana, 3 janeiro (RHC).- O comandante de um grupo de mais de mil talibãs, entrincheirados nas montanhas do sul afegão, disse estar disposto a trocar o líder espiritual mulá Omar pelo fim dos bombardeios norte-americanos, afirmam fontes de inteligência da província de Kandahar. Outras notícias revelam que o governo provisório do Afeganistão libertou 200 prisioneiros talibãs, alguns deles capturados faz cinco anos pela Aliança do Norte, informou alto funcionário do ministério da Defesa. Em operação de grande envergadura, 200 fuzileiros navais registraram minuciosamente grutas e um complexo de 14 edifícios, onde só acharam uma dúzia de fuzis, documentos e manuais para manejo de armas. A operação não conseguiu pistas que conduzissem a Osama bin Laden, apontado pelos EUA como mentor dos atentados de 11 de setembro. Ainda no Afeganistão, um abalo sísmico de 5,8 graus na escala de Richter estremeceu esse país e outros vizinhos, nesta quinta-feira. O epicentro do movimento telúrico foi na cordilheira de Hindu Kush, perto da zona onde, em 1998, dois terremotos ocasionaram a morte de mais de oito mil pessoas. *MILHARES DE BOMBEIROS E VOLUNTÁRIOS COMBATEM CHAMAS NA AUSTRÁLIA Havana, 3 janeiro (RHC).- Cerca de 15 mil bombeiros e voluntários australianos continuam combatendo cem focos de incêndios catastróficos, alguns intencionais, que levam dez dias devorando florestas, casas e automóveis. Até agora, não houve mortes humanas, porém, milhares de animais pereceram e outros milhares perderam seu habitate. O fogo se alastra por dois mil quilômetros e já destruiu mais de 400 mil hectares de terreno. Milhares de moradores do estado de Nova Gales do Sul passaram a noite nas praias depois de ter conseguido escapar das chamas. Por sua vez, a cidade de Sydney continua ameaçada pelo fogo que arde sem controle a poucos quilômetros de distância, no parque nacional das Montanhas Azuis. A polícia australiana deteve 22 pessoas suspeitas de terem deflagrado os incêndios intencionalmente. *FRIO PROVOCA MORTOS EM MOSCOU Havana, 3 janeiro (RHC).- Pelo menos 13 pessoas morreram nos primeiros dias deste ano nas ruas da capital russa, e 132 resultaram afetadas pelas baixas temperaturas de até 20 graus negativos. O comitê de saúde de Moscou informa que de 1º de outubro a 31 de dezembro passado, 26 pessoas morreram de frio na capital russa e duas mil tiveram sintomas de congelamento. Os médicos constataram que a imensa maioria dos mortos estava embriagada, adormeceu nas ruas e se congelou rapidamente. O grave problema preocupa as autoridades, levando em conta que milhares de pessoas não têm teto e são obrigadas a pernoitar em estações ferroviárias, de onde frequentemente são desalojadas pela polícia. *PEDE DEMISSÃO PRESIDENTE DA SUPREMA CORTE BOLIVIANA Havana, 3 janeiro (RHC).- O presidente da Suprema Corte de Justiça da Bolívia, Guillermo Arancíbia, pediu demissão do cargo sem explicar os motivos. Meios de imprensa recordaram que Arancíbia tinha criticado a pouca atenção do governo aos requerimentos econômicos do Poder Judicial. A renúncia ocorre em momentos em que a Suprema Corte deve se pronunciar sobre o pedido de extradição do ex-presidente Hugo Banzer, encaminhado pela Argentina sob a acusação de ter participado do denominado Plano Condor. *Comentario: ARGENTINA - CINCO PRESIDENTES EM MENOS DE DUAS SEMANAS Os argentinos receberam seu quinto presidente em menos de duas semanas, o peronista Eduardo Duhalde, com ceticismo. E não é para menos. Os políticos que desfilaram até agora no governo foram incapazes de tirar o país da crise. Eleito, às pressas, pelo Congresso na terça-feira passada, Eduardo Duhalde não pode se desvencilhar imediatamente de seu passado junto a Carlos Menem, ex-primeiro mandatário que durante dois períodos de governo exibiu numerosas inciativas para mergulhar o país na febre privatizadora da globalização neoliberal. Em 1991, Duhalde renunciou à vice-presidência para se candidatar a governador de Buenos Aires e, mais tarde, virou duro adversário de Carlos Menem. Mesmo assim, não conseguiu ganhar nas eleições gerais de 1999. Nesse ano, se candidatou pelo peronismo à presidência, mas perdeu para Fernando de La Rúa, da coalização radical FREPASO. Embora tenha sido eleito senador nos pleitos legislativos de 14 de outubro passado, Duhalde acaba de renunciar a esse cargo para aceitar a presidência de um governo de salvação nacional, que terá de prestar contas se não aliviar as causas da convulsão e instabilidade. Duhalde substitui no poder Adolfo Rodriguez Saá, também peronista, que não pôde obter o apoio dos governadores de seu próprio partido aos planos de declarar moratória da dívida externa, destinar fundos à criação de um milhão de empregos e lançar uma terceira moeda junto ao peso e ao dólar norte-americano. Rodriguez Saá também foi obrigado a sair da Casa Rosada devido à eclosão de protestos por manter em seus postos os mesmos funcionários corruptos denunciados pelo povo fazia anos. O presidente Duhalde terá de buscar alternativas para sair do atual esquema monetário e cambial, imposto pelas teorias neoliberais de Domingo Cavallo e companhia, e preencher as expectativas da cidadania. O 5º presidente em duas semanas tem nas mãos uma lei de conversibilidade que embora esteja em vigor e fixe a paridade artificial entre o dólar e o peso, em dezembro já não pôde evitar virtual desvalorização da moeda nacional, diante da desconfiança que a Argentina provoca nos mercados. O provável ministro da Economia, o deputado Jorge Remes, não poderá esquecer que uma das causas de o país estar à beira da falência é justamente a teimosia dos governos anteriores em manter a paridade entre o peso e o dólar, não sustentada na produção material de um país cuja indústria nacional se encontra em ruínas. Sem depósitos nem reservas consideráveis, com instituições financeiras desmoralizadas, a Argentina está "fundida" segundo as próprias palavras de Duhalde. Em seu 4º ano de recessão econômica, com 40% da população mergulhada na pobreza, taxa de desemprego de 18% e uma dívida externa de 132 bilhões de dólares, a Argentina tem pólvora demais para as classes políticas tradicionais, as que deveriam sucumbir às reclamações da população e não às pressões do Fundo Monetário Internacional. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. Todos os direitos reservados. ================================================================= NY Transfer News Collective * A Service of Blythe Systems Since 1985 - Information for the Rest of Us 339 Lafayette St., New York, NY 10012 http://www.blythe.org e-mail: nyt@blythe.org ================================================================= rhc-por-23622 2002-Jan-04 06:56:19