RHC Weekend-12/13 de janeiro 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit RHC Weekend - Resumo de noticias - 12/13 de janeiro 2002 . *BATALHA CONTRA MOSQUITO AEDES AEGYPTI COMEÇA EM HAVANA *DECLARAÇÃO DO GOVERNO CUBANO SOBRE BASE NAVAL DE GUANTÁNAMO *CUBANOS RECLAMAM DE NOVO LIBERTAÇÃO DE SEUS COMPATRIOTAS ENCARCERADOS NOS EUA *ECONOMISTAS ARGENTINOS ASSEGURAM QUE PAÍS PODE SAIR DA CRISE SEM FMI *REPRESSÃO DE ISRAEL CONTRA PALESTINOS CONTINUA *EMISSÁRIO DA ONU TENTA SALVAR NEGOCIAÇÕES ENTRE GUERRILHA E COLÔMBIA *PRESIDENTE DA REGIÃO ITALIANA DE LOMBARDIA SE REÚNE COM CARLOS LAGE *MODELO NEOLIBERAL FRACASSA NA AMÉRICA LATINA *Comentario: AFEGANISTÃO, POUCO SE FALA NA RECONSTRUÇÃO . *BATALHA CONTRA MOSQUITO AEDES AEGYPTI COMEÇA EM HAVANA Havana, 12 janeiro (RHC)--Cerca de onze mil homens e mulheres da capital cubana começaram neste sábado a batalha contra o mosquito aedes aegypti, agente transmissor da dengue, com a missão de eliminar as possibilidades de uma epidemia em Cuba. Ao reunir-se, na véspera, os representantes desse numeroso grupo, o presidente Fidel Castro explicou que o país tinha destinado à batalha todos os recursos materiais necessários e sublinhou que tinha certeza de que as forças escolhidas entre os trabalhadores e estudantes para travar a batalha eram orgulho do país. "Começamos uma grande ofensiva que deve ser coroada de êxito. Trata-se de uma guerra que não admite trégua e será pública onde a família desempenhará papel principal na eliminação dos focos do vetor," sustentou o líder cubano. Fidel Castro comentou que embora a tarefa seja difícil e complexa, é possível cumprí-la. E afirmou que a luta contra o mosquito aedes aegypti será um exemplo, para amigos e inimigos, do que uma verdadeira revolução é capaz. *DECLARAÇÃO DO GOVERNO CUBANO SOBRE BASE NAVAL DE GUANTÁNAMO Havana, 12 janeiro (RHC)--O governo cubano se esforçará para conservar a atmosfera de distensão e respeito mútuo que prevaleceu nos últimos anos em torno da base norte-americana de Guantánamo, onde chegou na quinta-feira passada o primeiro grupo de prisioneiros de guerra afegãos, sustenta nota oficial. Embora o translado de prisioneiros de guerra estrangeiros pelo governo dos Estados Unidos a uma instalação militar sua em território cubano, sobre a qual fomos privados de exercer jurisdição, não se ajuste às normas que deram origem a essa instalação, não criaremos obstáculos para a operação, afirma o comunicado governamental. Cuba se esforçará para conservar em torno da base a atmosfera de distensão e respeito muito que prevaleceu ali durante os últimos anos, e não aumentará o número de pessoas e meios militares destacados no perímetro dessa instalação porque considera que a operação não representa ameaça para a segurança do país. O comunicado diz que Cuba aprecia a informação prévia fornecida e tomou nota com satisfação das declarações públicas das autoridades norte-americanas no sentido de que os prisioneiros receberão tratamento apropriado e humano, que poderá ser controlado pela Cruz Vermelha Internacional. *CUBANOS RECLAMAM DE NOVO LIBERTAÇÃO DE SEUS COMPATRIOTAS ENCARCERADOS NOS EUA Havana, 12 janeiro (RHC)--A determinação do povo de Cuba de continuar batalhando pela volta à Pátria dos cinco heróis prisioneiros nos Estados Unidos, ficou provada mais uma vez, neste sábado, na tribuna aberta realizada no município Calixto Garcia, na província de Holguin. Quinze mil pessoas se congregaram no lugar para reclamar a libertação dos patriotas e o fim das agressões e ameaças contra Cuba e outros povos do mundo. Estudantes e trabalhadores, em representação de todos os cubanos, exigiram de novo a eliminação de leis genocidas norte-americanas como a Helms-Burton e Torrichelli, que endurecem o bloqueio imposto há mais de 40 anos para submeter, em vão, a Ilha. O ato, prestigiado pelo primeiro vice-presidente Raúl Castro, foi também um canto à paz e contra o terrorismo internacional. *ECONOMISTAS ARGENTINOS ASSEGURAM QUE PAÍS PODE SAIR DA CRISE SEM FMI Havana, 12 janeiro (RHC)--O denominado grupo Fenix, integrado por conceituados economistas e acadêmicos argentinos, afirmou que o governo do presidente Eduardo Duhalde tem a oportunidade de tirar o país da crise, apesar das pressões de poderosos interesses locais e estrangeiros. Em carta aberta divulgada em Buenos Aires, julgam que a possibilidade é viável se o governo construir um programa apoiado pelos argentinos e não subordinado à aprovação do FMI. No entendimento dos economistas e acadêmicos argentinos, a partir da cessação do pagamento da dívida externa se pode articular plano de emergência dirigido a restabelecer os grandes equilíbrios macroeconômicos, com emprego para todos e distribuição justa das rendas. O Mercosul externou seu apoio aos esforços da equipe de Duhalde para a recuperação do país. *REPRESSÃO DE ISRAEL CONTRA PALESTINOS CONTINUA Havana, 12 janeiro (RHC)--O exército israelense continuou neste sábado os ataques por terra e mar contra Gaza, onde comandos da marinha de Israel entraram no porto, afundaram um guardacosteira e um cargueiro, ambos a serviço da polícia naval palestina. A Autoridade Nacional Palestina condenou as declarações do secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, que definiu como ações defensivas a escalada de agressões militares israelenses. Porta-voz palestino afirmou que rechaçam as palavras de Powell que tentou justificar a destruição de casas de refugiados em Rafah, que deixou sem teto dezenas de famílias, e a demolição da pista do aeroporto de Gaza. *EMISSÁRIO DA ONU TENTA SALVAR NEGOCIAÇÕES ENTRE GUERRILHA E COLÔMBIA Havana, 12 janeiro (RHC)--Emissário da ONU, James Lamoine, tenta salvar o processo de paz entre o governo e as guerrilheiras Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. O presidente Andrés Pastrana aceitou a intermediação do diplomata mas só lhe concedeu de prazo até às 21h30 locais deste sábado para que os rebeldes decidam se vão ou não vão continuar as negociações. Os guerrilheiros exigem que o governo retire o controle militar em volta da zona neutra no sul do país, desmilitarizada desde 1996, mas o governo sustenta que o tema não é negociável. O emissário da ONU advertiu que o momento era decisivo para o futuro da Colômbia. *PRESIDENTE DA REGIÃO ITALIANA DE LOMBARDIA SE REÚNE COM CARLOS LAGE Havana, 12 janeiro (RHC)--O vice-presidente cubano Carlos Lage se avistou na em Havana com o presidente da região italiana de Lombardia, Roberto Formigoni, de visita oficial na Ilha. Em encontro cordial, Lage destacou a importância desta segunda visita de Formigoni à Havana para potenciar os vínculos. Por sua vez, Formigoni disse sentir-se muito interessado em ampliar a colaboração no setor da construção de casas populares. Na véspera, ambos assistiram à inauguração de um edifício de 25 apartamentos no município capitalino de Arroyo Naranjo, construído com ajuda da Junta Regional de Lombardia. *MODELO NEOLIBERAL FRACASSA NA AMÉRICA LATINA Havana, 12 janeiro (RHC)--O modelo neoliberal fracassou na América Latina e por sua culpa 2001 foi um ano perdido entre a pobreza e a desesperança. A esta conclusão chegaram analistas cubanos, que participaram de mesa-redonda nos estudios da televisão cubana. O aumento do desemprego, indigência, analfabetismo e redução dos serviços médicos essenciais, caracterizam o panorama da região. Sem falar na instabilidade política, corrupção e impopularidade da maioria dos governantes. Os analistas asseguraram que a Argentina não é o único país onde houve convulsão social, mas é o exemplo mais claro da inviabilidade do modelo que o FMI deseja impor, e novas manifestações violentas não estão descartadas. Ao refletir sobre a situação na Colômbia, os analistas comentaram que se afasta de novo a possibilidade da paz ao ser anunciado o cancelamento das conversações entre o governo e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias. *Comentario: AFEGANISTÃO, POUCO SE FALA NA RECONSTRUÇÃO A crise humanitária no Afeganistão foi a grande derrotada na pugna para ocupar as principais manchetes da imprensa mundial, onde predomina a perseguição de Osama bin Laden e do líder espiritual talibã, o mulá Omar. A maioria dos 26 milhões de habitantes do Afeganistão, condenados à miséria e à fome, precisa de mais atenção da comunidade mundial. Desde o começo da denominada operação "Liberdade Duradoura," mais de 200 mil afegães fugiram para o Paquistão, e outros se preparam para sair do país devido a falta de alimentos e temor a novos bombardeios dos EUA. O Programa Mundial de Alimentos alerta para a fome que impera na província afegã de Balk, no norte, e informa que mais de sete mil afegães chegaram recentemente à fronteira sul do Paquistão, onde esperam ficar se o governo de Islamabad reabre a passagem. Os afegães fogem da guerra e das condições deploráveis de saúde. No Afeganistão, não existem especialistas que ajudem a formar pessoal sanitário e muito menos os meios financeiros para reconstruir hospitais destruídos, abandonados, ou simplesmente saqueados. A Organização Mundial da Saúde admite que o Afeganistão ostenta os piores índices de todo o planeta. Por exemplo, uma de cada quatro crianças morre antes de completar os cinco anos e a taxa de mortalidade no parto é a segunda mais elevada do mundo, depois de Serra Leoa. A esperança de vida é de apenas 43 anos no caso dos homens, e 47 entre as mulheres, índice explicável se levarmos em conta que pelo menos seis milhões de pessoas nunca viram um médico. Décadas de guerra, secas e um clima rigoroso deixaram milhões de mortos, doentes e famintos. E a assistência alimentar internacional não chega aos lugares mais remotos do país. Também não são suficientes os mecanismos criados para distribuir os recursos recebidos no interior do devastado Afeganistão, estremecido por rivalidades entre grupos tribais e a permanente operação militar dos EUA no encalço de bin Laden. Como se sabe, os bombardeios da aviação agressora provocaram a morte provavelmente de mais de 3 200 civis. Quanto às estatísticas por prejuízos materiais, ninguém se atreve a fazer cálculos, porque os Estados Unidos e seus aliados na coalização antiterrorista internacional preferem comemorar a saída dos talibãs de Cabul e a posse de um governo provisório amigo de Washington. A ONU vem fazendo tímidos esforços para quantificar o processo de reconstrução indispensável para consolidar um país arrasado por mais de 20 anos de guerra. Segundo estudos preliminares, seriam necessários 6,5 bilhões de dólares, ainda que o coordenador para a reconstrução do país, Malloch Brown, julga que o montante poderia atingir os dez bilhões de dólares. Unir a vontade dos países doadores, principalmente os ricos, é uma tarefa maiúscula quando só se fala em acerto de contas com os fugitivos. Antes de mais nada é preciso colocar ponto final à linguagem da guerra, e isto ainda não aconteceu. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. Todos os direitos reservados. ================================================================= NY Transfer News Collective * A Service of Blythe Systems Since 1985 - Information for the Rest of Us 339 Lafayette St., New York, NY 10012 http://www.blythe.org e-mail: nyt@blythe.org ================================================================= rhc-por-18469 2002-Jan-13 04:57:07