Radio Havana Cuba-15 de fevereiro 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 15 de fevereiro 2002 . *FIDEL RECEBE MINISTRO DA ECONOMIA E TRANSPORTE DO ESTADO ALEMÃO DE HESSE *ENCONTRO DE ECONOMISTAS SOBRE GLOBALIZAÇÃO FINALIZA EM HAVANA *ESTADOS UNIDOS ENDURECEM AMEAÇAS DE AGRESSÃO AO IRAQUE *CULTURA PARA TODOS SEM PERDER DE VISTA A QUALIDADE, AFIRMA ABEL PRIETO *CHANCELER ALEMÃO DE VISITA NA ARGENTINA *EMERGÊNCIA SANITÁRIA NA ARGENTINA PARA GARANTIR ABASTECIMENTO DE MEDICAMENTOS *MILOSEVIC DENUNCIA ARBITRARIEDADES DA OTAN DURANTE GUERRA CONTRA IUGOSLÁVIA *OLIVER STONE EM CUBA *IRMANAMENTO ENTRE HAVANA E PROVÍNCIA EQUATORIANA *DENGUE SE ESPALHA DO RIO DE JANEIRO A SÃO PAULO *Comentario: O PRESENTE DE BUSH . *FIDEL RECEBE MINISTRO DA ECONOMIA E TRANSPORTE DO ESTADO ALEMÃO DE HESSE Havana, 15 fevereiro (RHC)--O presidente Fidel Castro se reuniu na véspera, em Havana, com Dieter Posch, ministro da Economia, Transporte e Desenvolvimento Regional e Urbano do estado alemão de Hesse. Durante o encontro, acontecido na embaixada da República Federal da Alemanha, nesta capital, se analisaram assuntos de interesse comum e as perspectivas de intercâmbio futuro em diferentes ramos da economia. O ministro alemão e sua comitiva de empresários se entrevistaram com dirigentes cubanos e assistiram a um seminário sobre biotecnologia, durante a visita à Ilha. *ENCONTRO DE ECONOMISTAS SOBRE GLOBALIZAÇÃO FINALIZA EM HAVANA Havana, 15 fevereiro (RHC)--O 4º Encontro Internacional de Economistas sobre Globalização e Problemas do Desenvolvimento, finaliza nesta sexta-feira em Havana. A última sessão foi dedicada à ALCA -- Área de Livre Comércio das Américas -- promovida pelos Estados Unidos. Durante cinco dias, experts de 50 países e de quinze organismos internacionais debateram, em Havana, o impacto da globalização neoliberal na atual ordem econômica mundial, a crise na Argentina, o Meio Ambiente e a necessidade da integração latino-americana. Os debates foram acompanhados pelo presidente Fidel Castro, que assistiu às sessões todos os dias. *ESTADOS UNIDOS ENDURECEM AMEAÇAS DE AGRESSÃO AO IRAQUE Havana, 15 fevereiro (RHC)--O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, disse que seu país está determinado a derrubar o governo do presidente iraquiano, Saddam Hussein, mesmo que o tenha de fazer sozinho. Powell fez essas declarações após encontro com o chanceler canadense, William Graham. Este, por sua vez, acha que um ataque unilateral dos EUA ao Iraque poderia criar caos internacional. O chanceler canadense sublinhou que seu país apoiaria ataque ao Iraque se Washington demonstrasse que Bagdá esteve envolvido nos atos terroristas de 11 de setembro passado, nos Estados Unidos, ou se provasse que o Iraque possui armas de destruição massiva. A França, de seu lado, exortou os EUA a consultarem seus aliados em relação ao Iraque e destacou que não era verdade que o país árabe fizesse parte de um eixo do mal como sustentara o presidente Bush recentemente. Bagdá está disposto a negociar com a ONU a volta dos inspetores de armas da organização mundial, desde que os EUA não imponham suas condições nessa missão. *CULTURA PARA TODOS SEM PERDER DE VISTA A QUALIDADE, AFIRMA ABEL PRIETO Havana, 15 fevereiro (RHC)--O ministro cubano da Cultura, Abel Prieto, afirmou que um dos princípios básicos da política do país é propiciar cultura para todos sem perder a qualidade das ofertas à população. Ao falar durante sessão da 11ª Feira Internacional do Livro de Havana, Prieto frisou que a massividade deve andar de mãos dadas com o rigor e os critérios da vanguarda artística e literária do país que está levando à prática os programas de democratização da cultura. O segundo pilar desse propósito, explicou o ministro cubano, é divulgar o melhor do acervo espiritual universal juntamente com a promoção do nacional. *CHANCELER ALEMÃO DE VISITA NA ARGENTINA Havana, 15 fevereiro (RHC)--A crise na Argentina e um lítigio entre esse país e a empresa alemã Siemens centraram nesta sexta-feira a atenção do chanceler alemão Gerhard Schroeder, de visita em Buenos Aires. Os dois temas foram analisados por Schroeder com o presidente argentino Eduardo Duhalde, durante o último dia de visita do dirigente europeu à Argentina. Em declarações à imprensa, o chanceler alemão considerou muito difícil a situação no país sul-americano e disse que seu governo vai interceder junto ao FMI para que ajude a Argentina. *EMERGÊNCIA SANITÁRIA NA ARGENTINA PARA GARANTIR ABASTECIMENTO DE MEDICAMENTOS Havana, 15 fevereiro (RHC)--O presidente argentino, Eduardo Duhalde, vai declarar, nos próximos dias, emergência sanitária em todo o país para garantir o abastecimento de medicamentos, cada vez mais escassos. Os farmacêuticos argentinos vêm denunciando fortes subidas de preços, até 40% em alguns medicamentos, por consequência da desvalorização do peso, que provoca a escassez de remédios e afeta as prestações dos serviços da saúde. A convulsão social na Argentina tornou a estremecer o país, na quinta-feira, e os policiais tornaram a atacar manifestantes. A repressão deixou pelo menos cinco feridos em Salta. Por sua vez, os saques em supermercados recomeçaram em Córdoba. *MILOSEVIC DENUNCIA ARBITRARIEDADES DA OTAN DURANTE GUERRA CONTRA IUGOSLÁVIA Havana, 15 fevereiro (RHC)--O ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic denunciou perante o Tribunal Penal Internacional da Haia que o bombardeio da OTAN contra a embaixada da China em Belgrado, em 1999, foi intencional. Ao resumir sua defesa por 2º dia consecutivo no tribunal que o processa por crimes de guerra, Milosevic culpou, também, a OTAN dos crimes cometidos contra refugiados albaneses-kosovares que tratavam de voltar às suas aldeias de origem, e mencionou o ataque cometido a 13 de maio de 1999 contra um grupo de 500 refugiados, que foram massacrados. A partir da próxima segunda-feira, os promotores devem provar a responsabilidade do indiciado. Calcula-se que o processo durará dois anos e Milosevic poderia ser condenado à cadeia perpétua. *OLIVER STONE EM CUBA Havana, 15 fevereiro (RHC)--O célebre diretor de cinema norte-americano Oliver Stone se encontra em Havana para filmar um documentário sobre Cuba. "De algum modo Cuba entrará em meus planos artísticos e de produção," dissera o cineasta norte-americano em viagem anterior. Oliver Stone é muito conhecido em Cuba através de seu filme "Pelotão," que trata a guerra de agressão norte-americana no Vietnã, e "JFK," sobre o assassinato de John Kennedy. *IRMANAMENTO ENTRE HAVANA E PROVÍNCIA EQUATORIANA Havana, 15 fevereiro (RHC)--O prefeito da província equatoriana de Pichincha, Ramiro González, viaja no sábado a Cuba para irmanar sua província com Havana e conhecer as experiências da Ilha em educação, saúde e apoio aos pequenos agricultores. González, que leva menos de um ano no cargo de prefeito de Pichincha, onde se encontra Quito, sublinhou seu interesse específico nos projetos de saúde rural cubanos e educação em lugares afastados. *DENGUE SE ESPALHA DO RIO DE JANEIRO A SÃO PAULO Havana, 15 fevereiro (RHC)--A primeira morte por dengue hemorrágica registrada em São Paulo evidencia a expansão da epidemia, cujo foco inicial se localizou no Rio de Janeiro. O paulista Eliete Sampaio morreu no dia 4 de fevereiro, vítima da doença, após ter viajado ao Rio , onde foi contagiado pelo mosquito transmissor da dengue. O estado do Rio de Janeiro, onde começou tudo, já registra nove mortos e mais de 18 mil contagiados neste ano. *Comentario: O PRESENTE DE BUSH O gelo da Groenlândia está derretendo, especialmente na porção oeste da maior ilha do mundo. Segundo estudo publicado pela revista britânica Nature, há lugares onde a camada glacial perde até 42 centímetros/ano. No começo do 2002, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, um organismo científico da ONU, estimou que o crescimento do nível do mar oscilaria entre oito e 88 centímeros nos próximos anos, aumento que poderia submergir pequenas ilhas, como as Malvinas, e grandes extensões de costas. Do ponto de vista científico comprovou-se que a subida das águas é consequência direta do aquecimento da atmosfera, provocado pela emissão de gases nocivos. Porém, para o presidente norte-americano George Bush, as consequências do denominado Efeito Estufa não significam nada em relação aos interesses das empresas norte-americanas. Bush acaba de propor uma alternativa "liberal" ao Protocolo de Kyoto sobre o meio ambiente, baseada em medidas voluntárias e critérios inspirados em padrões da economia de mercado. "É uma aproximação nova, ditada pelo bom senso, o crescimento econômico é fator chave para a defesa do meio ambiente. Só o crescimento pode financiar os investimentos necessários para o desenvolvimento de tecnologias limpas," disse o presidente norte-americano. "Infelizmente, o governo de Bush utiliza o Dia dos Namorados (14 de fevereiro), para dar um presente romântico aos poluidores industriais que financiaram sua campanha," declarou Carl Pope, diretor do Sierra Club. "Este governo sustenta a política de poluição que reclamam as indústrias de energia," observou Pope, diretor de uma das mais influentes organizações ecologistas norte-americanas. Por sua vez, William Headows, presidente da Wilderness Society, afirmou que "este governo é uma má notícia para o nosso ar, nossa água, nossa fauna, nossa flora e para o estado do meio ambiente." "Não há motivo para pensar que os que poluem vão mudar da noite para o dia," sublinhou Philip Clapp, presidente do National Environmental Trust. O Protocolo de Kyoto, assinado nessa cidade japonesa em 1997, é o melhor mecanismo concebido até agora pela humanidade para garantir um planeta vivível às futuras gerações. Trata-se do primeiro documento que concretiza os compromissos assumidos pelas 180 nações presentes na Cúpula da Terra de 1992, no Rio de Janeiro. Segundo esse acordo, os 38 países mais ricos do planeta deveriam reduzir suas emissões de gás do Efeito Estufa em não menos de 5,2% em relação aos níveis de 1990, durante o período 2008-2012. No caso dos Estados Unidos que expulsam mais de 25% do dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso, a diminuição requerida é de 7%. O problema é que o Protocolo de Kyoto, ao negar-se Bush a ratificá-lo, é praticamente letra morta. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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