Radio Havana Cuba-11 de fevereiro 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 11 de fevereiro 2002 . *FIDEL CASTRO PRESTIGIA LANÇAMENTO DO LIVRO "PROPAGANDAS SILENCIOSAS" *ENCONTRO DE ECONOMISTAS SOBRE GLOBALIZAÇÃO E PROBLEMAS DO DESENVOLVIMENTO COMEÇA EM HAVANA *CENTENAS DE MILHARES DE PESSOAS PROTESTAM NO IRÃ CONTRA AMEAÇAS DOS EUA *ATAQUES ISRAELENSES EM GAZA FEREM DEZENAS DE PALESTINOS *ATRAÇÕES DA FEIRA INTERNACIONAL DO LIVRO DE HAVANA *GOVERNO ARGENTINO ENFRENTA MERCADOS E POUPADORES *MINISTRO DA ECONOMIA E TRANSPORTE ALEMÃO EM CUBA *MINISTRO BRITÂNICA ELOGIA PROGRAMA CUBANO "UNIVERSIDADE PARA TODOS" *PROTESTOS DOS LAVRADORES BOLIVIANOS CONTINUAM *Comentario: CRISE DO ORIENTE MÉDIO CONTINUA SEM SOLUÇÃO . *FIDEL CASTRO PRESTIGIA LANÇAMENTO DO LIVRO "PROPAGANDAS SILENCIOSAS" Havana, 11 fevereiro (RHC)--O presidente Fidel Castro assistiu em Havana ao lançamento da primeira edição, em espanhol, do livro Propagandas Silenciosas, do escritor francês Ignácio Ramonet, um dos convidados à 11ª Feira Internacional do Livro da capital cubana. Sobre o livro de Ramonet, diretor da revista Le Monde Diplomatique, Fidel Castro disse que está escrito com elegância especial, aprofunda em temas de muita importância e aconselhou todos a lerem a obra. O lançamento do livro foi no teatro Karl Marx de Havana, e durante o ato, Ramonet deu uma palestra. Entre outros assistentes, se encontravam os prêmios Nobel de Economia de 1999 e 2000, Robert Mundel e James Heckman, convidados ao encontro sobre Globalização e Problemas do Desenvolvimento, que começa nesta segunda-feira, em Havana. Segundo Ramonet, especialista em geopolítica e autor de vários livros, a globalização neoliberal é, hoje em dia, o inimigo principal que os EUA decidiram dotar de um aparato de segurança militar. *ENCONTRO DE ECONOMISTAS SOBRE GLOBALIZAÇÃO E PROBLEMAS DO DESENVOLVIMENTO COMEÇA EM HAVANA Havana, 11 fevereiro (RHC)--O 4º Encontro Internacional de Economistas sobre Globalização e Problemas do Desenvolvimento começa nesta segunda-feira, em Havana, com a participação de 400 delegados de 40 países, entre eles três prêmios Nobel de Economia e um representante do FMI. O evento centra os debates na integração e cooperação econômicas, crise econômica globalizada e o gasto militar, a situação na Argentina e alternativas à Área de Livre Comércio das Américas, promovida pelos Estados Unidos. O Fundo Monetário Internacional será representado pela primeira vez, na reunião, por Claudio Locer, diretor do hemisfério ocidental, que falará sobre a América Latina no contexto atual. Na última sessão do evento, o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, dará uma palestra sobre a defesa dos direitos humanos diante da globalização. *CENTENAS DE MILHARES DE PESSOAS PROTESTAM NO IRÃ CONTRA AMEAÇAS DOS EUA Havana, 11 fevereiro (RHC)--O Irã fez chamada à paz, mas também à resistência contra recentes ameaças dos Estados Unidos. Em discurso por ocasião do 23º aniversário da Revolução Islâmica, comemorado com enormes manifestações anti-norte-americanas, o presidente desse país, Mohamed Khatami, afirmou: "Somos contra qualquer tipo de terrorismo e nossa política se baseia na paz, na distensão, e na criação de confiança, mas não vamos permitir que nossa nação seja insultada com acusações hostis e sem fundamento." O Chefe de Estado iraniano frisou que alguns segmentos do governo norte-americano se julgam os donos do mundo e exigem que todos os países obedeçam sua política. O Irã - disse Khatami- é visto com desagrado porque não é obediente e busca conservar sua independência. Khatami fez referência a recentes acusações do presidente norte-americano George Bush, segundo as quais o Irã, o Iraque e a Coréia Democrática, formam o eixo do mal. Centenas de milhares de pessoas em Teerã protestaram, nesta segunda-feira, contra a política dos Estados Unidos em relação ao Irã. *ATAQUES ISRAELENSES EM GAZA FEREM DEZENAS DE PALESTINOS Havana, 11 fevereiro (RHC)--A Autoridade Nacional Palestina denunciou que pelo menos 70 pessoas sairam feridas durante vasta ofensiva israelense contra Gaza e Cisjordânia, com bombardeios a instalações desse governo autônomo. Helicópteros Apaches e aviões F-16 do exército sionista dispararam vários mísseis contra o quartel-general da Seguridade Pública e os Serviços Secretos Palestinos em Gaza. A agressão sionista também atingiu escritórios do Fundo Monetário Internacional, e dois funcionários da UNESCO sairam feridos ao ser alvejada, também, a agência pelos bombardeios. Porta-voz do exército israelense afirmou que os ataques eram em represália ao lançamento de foguetes Kasem 2, de fabricação local, por fundamentalistas palestinos desde Gaza e pelo ataque, no mesmo dia, na cidade judáica de Beersheba, realizado por militantes de Hamás, que provocou dois mortos e cinco feridos. *ATRAÇÕES DA FEIRA INTERNACIONAL DO LIVRO DE HAVANA Havana, 11 fevereiro (RHC)--O livro "Os vestígios franceses em Cuba" do escritor Rolando Álvarez Estévez, é uma das atrações da 11ª Feira Internacional do Livro, dedicada, neste ano, à França. O livro foi lançado na sede do encontro, o Forte de San Carlos de la Cabaña, fruto do trabalho conjunto das editoras José Marti, de Cuba, e Edições Bolonha, da França. Em outros salões da festa do livro, os leitores podem adquirir "Postais francesas," de Marcial Lorenzo, Edições Santiago, e conhecer a poesia contemporânea do país europeu através de mesa-redonda com intelectuais cubanos e franceses. *GOVERNO ARGENTINO ENFRENTA MERCADOS E POUPADORES Havana, 11 fevereiro (RHC)--O governo argentino começa duro confronto com os mercados e os poupadores, nesta segunda-feira, para tentar evitar forte desvalorização do peso e disparada da inflação ao abrir o câmbio pela primeira vez com a flutuação livre da moeda. O porta-voz presidencial, Eduardo Amadeo, frisou que o Banco Central Argentino tinha 14 bilhões de dólares, reservas suficientes para evitar escalada na cotação do dólar, ainda que admitiu que espera uma semana cheia de ansiedades. *MINISTRO DA ECONOMIA E TRANSPORTE ALEMÃO EM CUBA Havana, 11 fevereiro (RHC)--O ministro da Economia, Transporte e Desenvolvimento Regional Urbano do estado alemão de Hesse, Dieter Posch, se reuniu em Havana com a ministro cubana para o Investimento Estrangeiro e a Colaboração Econômica Marta Lomas. O propósito da visita é criar bolsa de cooperação para estabelecer contatos diretos entre os empresários que desejam obter informações sobre o desenvolvimento econômico de Cuba e outros, que já mantêm contatos de negócios com a Ilha. Durante sua permanência em Havana, o ministro alemão se reunirá com autoridades cubanas e visitará projetos de investimento nas províncias de Cienfuegos e Matanzas. Igualmente, participará da Oficina Acesso dos Produtos da Biotecnologia Cubana ao Mercado Alemão e Europeu, aberta na capital cubana. *MINISTRO BRITÂNICA ELOGIA PROGRAMA CUBANO "UNIVERSIDADE PARA TODOS" Havana, 11 fevereiro (RHC)--A ministro da Educação e Aprendizado da região britânica de Gales, Jane Davidson, afirmou que para ela foi um privilégio conhecer pessoalmente Fidel Castro e falar com o líder cubano sobre a educação na Ilha, principalmente o programa Universidade para Todos, que resultou muito de seu agrado. Em entrevista publicada pelo jornal cubano Granma, a ministra britânica comentou que esse programa cubano é ensaiado atualmente em Gales como uma alternativa a mais para estimular os jovens e adultos a continuarem se educando. *PROTESTOS DOS LAVRADORES BOLIVIANOS CONTINUAM Havana, 11 fevereiro (RHC)--A maioria das estradas de acesso à cidade boliviana de La Paz continuou fechada nesta segunda-feira por decisão de duas organizações camponesas. A Confederação Sindical Camponesa e a Organização de Cultivadores de Coca, da região tropical de Yungas, declararam que os protestos prosseguem contra as medidas governamentais para fechar os mercados da folha de coca. O líder dos cocaleiros Evo Morales mandou prosseguir a obstrução dos caminhos apesar de terem sido atendidos seus pedidos no pacto assinado. Morales alega que o governo não entregou mil tratores que tinha prometido às comunidades e descumpriu outros acordos. Sábado de madrugada, forças do exército assassinaram um lavrador perto da fronteira com o Peru, elevando a 11 o número de vítimas do conflito em menos de um mes. *Comentario: CRISE DO ORIENTE MÉDIO CONTINUA SEM SOLUÇÃO Homem com estranha concepção da paz, veterano de quanta guerra travada em sua região, existem poucas possibilidades de que o atual primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, seja um elemento a favor da solução negociada ao conflito do Oriente Médio. Após um ano de governo, Sharon levou a guerra contra o povo palestino a níveis extremos, reeditando os tempos da repressão inaudita no sul do Líbano, que desembocou nos massacres de Sabra e Shatila, das quais foi responsabilizado pelas próprias autoridades de seu país, mas pelos quais não pagou nada perante a justiça nacional e internacional. Se recordarmos a astuta jogada que lhe permitiu, de novo, pegar as rédeas do governo israelense, faremos uma idéia da magnitude do inimigo que a paz mundial tem diante de si. Em conjuntura de extrema fraqueza do governo encabeçado pelo trabalhista Ehud Barak, acusado pelos setores extremistas do sionismo de querer entregar Jerusalém em troca de um tratado de paz, Sharon escolheu muito bem o momento de realizar sua provocadora visita à esplanada das Mesquitas, sabendo que a reação palestina não se faria esperar, e ele teria, então, a possibilidade de ser convocado para controlar com mão dura a situação. E aconteceu exatamente assim. Uma vez à frente do governo, Sharon aplicou política repressiva total contra o descontentamento palestino, povo ao qual ocasionou mais de mil mortos inocentes, proclamou abertamente política de assassinatos seletivos, perseguiu e praticamente encurralou e confinou o presidente Yasser Arafat, e cinicamente tacha suas vítimas de violentos agressores. Tudo isso diante do olhar complacente de Washington, principal suporte político, militar e econômico do Estado de Israel, e a impotência do resto do planeta, que não se decidiu a por fim à tão brutal e cínico comportamento. Nas últimas horas, aviões F-16 e helicópteros Apache, fabricados e vendidos pelos Estados Unidos, assim como transportes blindados e tanques de guerra têm sido utilizados para bombardear e ocupar diferentes regiões de Gaza e Cisjordânia, com saldo de pelo menos 80 pessoas feridas e centenas de casas destruídas. Tudo isso em retaliação ao lançamento, no domingo, de dois mísseis Kasem 2, de alcance limitado, contra o território israelense. Até onde se permitirá a este velho repressor levar seu ódio contra os palestinos? Até quando a Casa Branca continuará medindo com duas varas sua hipócrita concepção de terrorismo? A resposta está com as pessoas decentes que vivem no planeta. Se morrer gente inocente aqui, no Oriente Médio, ou em qualquer lugar, e esse crime ficar impune, os culpados seremos todos nós. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. Todos os direitos reservados. ================================================================= NY Transfer News Collective * A Service of Blythe Systems Since 1985 - Information for the Rest of Us 339 Lafayette St., New York, NY 10012 http://www.blythe.org e-mail: nyt@blythe.org ================================================================= rhc-por-11099 2002-Feb-11 23:51:49