RHC Weekend-16/17 de fevereiro 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit RHC Weekend - Resumo de noticias - 16/17 de fevereiro 2002 . *FIDEL ENCERRA ENCONTRO INTERNACIONAL SOBRE GLOBALIZAÇÃO E PROBLEMAS DO DESENVOLVIMENTO *QUINZE MIL CUBANOS EM TRIBUNA ABERTA EXIGEM FIM DAS MEDIDAS AGRESSIVAS DOS EUA CONTRA A ILHA *ALEMANHA CRITICA PLANOS AGRESSIVOS DOS EUA CONTRA IRAQUE *EXÉRCITO ISRAELENSE ASSASSINA QUATRO PALESTINOS E FERE OUTROS 16 EM GAZA E CISJORDÂNIA *PROTESTOS NÃO CESSAM NA ARGENTINA *PRESIDENTES DO BRASIL E DA ARGENTINA SE REÚNEM EM BUENOS AIRES NO DOMINGO *POLÍCIA PARAGUAIA ATACA MANIFESTAÇÕES CONTRA O GOVERNO *DIÁLOGO NACIONAL NA VENEZUELA *PREFEITO DA PROVÍNCIA EQUATORIANA DE PICHINCHA SATISFEITO COM VIAGEM A CUBA *Comentario: PARADOXOS . *FIDEL ENCERRA ENCONTRO INTERNACIONAL SOBRE GLOBALIZAÇÃO E PROBLEMAS DO DESENVOLVIMENTO Havana, 16 fevereiro (RHC)--O presidente Fidel Castro sustentou que a dívida externa latino-americana continua se multiplicando e poderia, hoje em dia, ultrapassar os 800 bilhões de dólares. O Chefe de Estado cubano encerrou, na véspera, o 4º Congresso Internacional de Economistas sobre Globalização e Problemas do Desenvolvimento, que sessionou em Havana com a participação de delegados de 50 países. O líder cubano recordou, na fala, que essa dívida começou a ser contraída sob governos tirânicos e sangrentos que não consultaram ninguém. Agora a situação é mais grave, porque as riquezas nacionais foram privatizadas e a dívida dos devedores se multiplicou e continua se multiplicando, observou. Fidel Castro comentou a preocupação dos delegados com a situação na Argentina, antigamente paradigma da globalização neoliberal e, hoje em dia, exemplo de seu fracasso mundial. Em seu discurso, Fidel criticou a posição dominante dos Estados Unidos nas instituições financeiras internacionais, onde é impossível adotar uma posição sem o seu consentimento, sem falar em que obrigaram essas instituições a mudar sua missão original em função dos interesses estratégicos norte-americanos. Fidel Castro também criticou a Organização Mundial do Comércio tachando-a de instrumento de saque e exploração em mãos dos donos do mundo. "A Humanidade está em uma etapa decisiva da história. Há um grande intercâmbio desigual, com novas formas de saque, efeitos provocados pela globalização neoliberal, que incide na ordem política, econômica, social, ética e moral," sentenciou o líder cubano ao encerrar o 4º Congresso Internacional de Economistas, em Havana. Na sessão final do encontro, a Associação Nacional de Economistas e Contadores de Cuba divulgou chamada aos colegas do mundo para que se solidarizem com os os cinco heróis cubanos injustamente encarcerados nos EUA por lutar contra o terrorismo. Economistas e profissionais das ciências sociais foram convocados ao 5º Congresso Internacional de Economistas sobre Globalização e Problemas do Desenvolvimento, que acontecerá na capital cubana de 10 a 14 de fevereiro do 2003. O texto da convocação destaca o aumento do nível científico dos sucessivos encontros. Estes, por sua vez, revelam a necessidade urgente de manter a análise contínua e o confronto sistemático das idéias para construir propostas de soluções mais adequadas aos problemas do mundo. *QUINZE MIL CUBANOS EM TRIBUNA ABERTA EXIGEM FIM DAS MEDIDAS AGRESSIVAS DOS EUA CONTRA A ILHA Havana, 16 fevereiro (RHC)--Em representação do povo de Cuba, mais de 15 mil habitantes do município Venezuela, na província de Ciego de Ávila, reclamaram em tribuna aberta, neste sábado, a libertação dos cinco heróis cubanos prisioneiros do império e exigiram a derrogação da assassina lei de Ajuste Cubano. Escolares, estudantes e trabalhadores reclamaram, também, a eliminação das leis Helms-Burton e Torrichelli, a cessação do bloqueio genocida e o fim da guerra econômica contra Cuba. Igualmente, se pronunciaram contra o terrorismo e a favor de um mundo de paz. A tribuna aberta foi prestigiada pelo 2º secretário do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, outros dirigentes nacionais, e representantes de organizações políticas e de massas. *ALEMANHA CRITICA PLANOS AGRESSIVOS DOS EUA CONTRA IRAQUE Havana, 16 fevereiro (RHC)--O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Joshka Fischer chamou a atenção dos EUA ao afirmar que a coalizão antiterrorista não é patente de corso para invadir países e muito menos de maneira unilateral. Em referência às contínuas ameaças norte-americanas contra o Iraque, Fischer destacou que até agora os Estados Unidos não apresentaram nenhuma prova de que o país árabe esteja envolvido nos atos terroristas de 11 de setembro em Nova York e Washington. O ministro alemão assegurou que todos os países europeus têm a mesma posição a respeito, e criticou o enorme aumento dos gastos de defesa dos Estados Unidos, dinheiro que faltará depois para tarefas destinadas à manutenção da paz, equilíbrio social e maior justiça nas regiões mais pobres, sentenciou. *EXÉRCITO ISRAELENSE ASSASSINA QUATRO PALESTINOS E FERE OUTROS 16 EM GAZA E CISJORDÂNIA Havana, 16 fevereiro (RHC)--Conhecido ativista do Movimento da Resistência Islâmica, Abu Saba, morreu neste sábado, na Cisjordânia, assassinado pelos israelenses. Por sua vez, o exército israelense invadiu a base de refugiados palestinos de El Bureih, no centro de Gaza, matou três habitantes e feriu 16. Em outras operações israelenses, aviões F-16 mataram dois oficiais da polícia palestina no norte de Gaza. *PROTESTOS NÃO CESSAM NA ARGENTINA Havana, 16 fevereiro (RHC)--O panelaço de milhares de argentinos sexta-feira à noite, na Praça de Maio, durou até as duas horas da manhã. Um grupo se congregou em frente à Casa de Governo, e o outro, diante do Congresso. Os manifestantes rechaçaram de novo a política econômica oficial e as medidas de restrição dos depósitos bancários. Igualmente, exigiram a demissão da Suprema Corte de Justiça e convocação a eleições. A Argentina, terceira economia latino-americana, defronta a pior crise econômica e social das últimas quatro décadas após 44 meses de recessão e moratória de sua dívida pública de 141 bilhões de dólares. *PRESIDENTES DO BRASIL E DA ARGENTINA SE REÚNEM EM BUENOS AIRES NO DOMINGO Havana, 16 fevereiro (RHC)--Os presidentes do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, e da Argentina, Eduardo Duhalde, se reúnem amanhã em Buenos Aires, antes da cúpula do Mercosul, marcada para segunda-feira. Nas últimas semanas, os dois parceiros mais importantes do bloco regional potenciaram seus negócios com crescimento das exportações. A cúpula do Mercosul deverá aprovar a criação do Instituto Monetário para avançar em direção à moeda comum, em meio a posições divergentes a respeito do fortalecimento da integração regional face às manobras norte-americanas de minimizá-la. *POLÍCIA PARAGUAIA ATACA MANIFESTAÇÕES CONTRA O GOVERNO Havana, 16 fevereiro (RHC)--Uma pessoa sofreu ferida de bala e outras quatro contusões ao atacar a polícia paraguaia 500 manifestantes que protestavam, em Assunção, contra o terrorismo de Estado e pediam o julgamento do presidente Luis González Maqui pelo recente sequestro de dois militantes de esquerda, que foram torturados durante 13 dias de cativeiro. O protesto foi convocado por partidos políticos e organizações sociais. Manifestações similares continuam ocorrendo em outras cidades paraguaias. Vários legisladores pediram, também, o julgamento político de González Maqui, pois consideram que sabia do sequestro, cometido pelos corpos repressivos paraguaios. *DIÁLOGO NACIONAL NA VENEZUELA Havana, 16 fevereiro (RHC)--As conversações iniciadas entre o governo venezuelano e o setor empresarial e financeiro são o primeiro passo do diálogo nacional que as autoridades sustentarão com todos os segmentos do país. O encontro, muito bem-sucedido segundo as informações, analisou como se comporta a aplicação das últimas medidas econômicas governamentais. Na próxima semana, continuarão as conversações com os representantes dos mais importantes bancos e indústrias, e haverá troca de idéias similar com os proprietários e diretores dos meios de difusão, até agora colocados na linha de oposição mais dura ao governo venezuelano. *PREFEITO DA PROVÍNCIA EQUATORIANA DE PICHINCHA SATISFEITO COM VIAGEM A CUBA Havana, 16 fevereiro (RHC)--Ramiro González, prefeito da província equatoriana de Pichincha, chega neste sábado a Havana para irmanar essa região com a capital da Ilha. Antes de embarcar, o chefe de governo provincial declarou que se sentia feliz com a viagem a Cuba, muito mais levando em conta que as duas nações estão ampliando seus vínculos de colaboração. González visitará centros educativos e conhecerá como se desenvolvem os programas educacionais e de saúde nas zonas rurais. *Comentario: PARADOXOS Cuba, o único país socialista no hemisfério ocidental, ostenta uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil de menores de cinco anos no mundo. Segundo o Fundo da ONU para a Infância, Cuba ocupa o 6º lugar no planeta, ao registrar nove mortes para cada mil crianças nascidas vivas, taxa que a situa junto a Hungria, Malásia, Eslováquia, Emirados Árabes Unidos e Croácia. Vale clarificar que o dado acima mencionado está errado, desatualizado, pois no ano 2001 Cuba conseguiu baixar a mortalidade infantil a 6,2 para cada mil, índice que a situa em 3º lugar no planeta, junto a nações altamente desenvolvidas como Austrália, Canadá, Bélgica, Grã-Bretanha e Nova Zelândia. O zelo do Estado cubano pela saúde dos menores é apenas a ponta visível de um grande iceberg de preocupação real e atenção multifacética a partir do princípio de que nada é mais importante do que uma criança. Na América Latina, onde o neoliberalismo impera na maioria dos países, mais da metade das crianças estão abandonadas a seu destino, à margem das promessas oficiais para mudar essa injustiça. Hoje em dia, 96 milhões de menores de idade são mera estatística da pobreza. Eles são a esperança hipotecada, a frustração de um presente órfão de oportunidades e justiça social para as grandes maiorias. A cada ano morrem 500 mil menores de cinco anos por consequência de doenças curáveis e preveníveis, como a desnutrição. Entrementes, o Primeiro Mundo gasta 17 bilhões de dólares por ano em alimentos destinados aos animais domésticos, e só nos Estados Unidos se investem oito bilhões na compra de cosméticos. Todo esse dinheiro bastaria para evitar esse "terrorismo silencioso." Ainda que pareça insólito, neste Terceiro Milênio é uma quimera em grande parte das nações do subcontinente o acesso de todos os menores à educação. Empurrados pela fome, mais de 15 milhões de crianças e adolescentes latino-americanos queimam sua inocência em infra-humanas jornadas de trabalho. O drama aumenta com a entrada das crianças no mercado informal, na mesma proporção que sobe o desemprego derivado dos programas neoliberais. E, no que se poderia chamar de o mais aberrante sucedâneo da globalização nesta zona do planeta, centenas de milhares de meninos e meninas caem, todos os ano, mas redes das máfias que controlam o negócio da prostituição. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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