RHC Weekend-02/03 de fevereiro 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit RHC Weekend - Resumo de noticias - 02/03 de fevereiro 2002 . *FIDEL CASTRO DESTACA ESFORÇOS DE CUBA PARA EVITAR GRANDE EPIDEMIA DE DENGUE *PRESIDENTE DO MÉXICO VICENTE FOX CHEGA NO DOMINGO DE VISITA A CUBA *QUINZE MIL CUBANOS EM TRIBUNA ABERTA RECHAÇAM AGRESSÕES DOS EUA *SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA ARGENTINA DECLARA "CORRALITO" ILEGAL *DIRIGENTE DAS FARC AFIRMA QUE A ORGANIZAÇÃO CONTESTARÁ AGRESSÃO MILITAR APOIADA PELOS EUA *ARGENTINA NÃO DEVE VOTAR CONTRA CUBA NA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS HUMANOS, RECLAMAM DEPUTADOS PERONISTAS *CUBA NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL DE PORTO ALEGRE *ELEIÇÕES GERAIS NA COSTA RICA *FEIRA INTERNACIONAL DO LIVRO EM HAVANA E OUTRAS CIDADES *Comentario: ELEIÇÕES NA COSTA RICA . *FIDEL CASTRO DESTACA ESFORÇOS DE CUBA PARA EVITAR GRANDE EPIDEMIA DE DENGUE Havana, 2 fevereiro (RHC)--O presidente Fidel Castro destacou que toda a campanha que se realiza em Havana contra o mosquito Aedes Aegypti é para evitar uma grande epidemia, porque esse inseto é um perigoso agente transmissor não só da dengue, mas também da febre amarela, que está reaparecendo em alguns países. No meu entendimento - disse Fidel - estamos na presença da dengue tipo 1. O problema dessa doença é que consiste em quatro vírus. E recordou que a epidemia de dengue, introduzida em Cuba, no ano 1981 ocasionou mais de 100 mortos, principalmente crianças, e havia mais de 350 mil pessoas contagiadas. O líder cubano falou na véspera, durante mesa-redonda nos estudios da televisão cubana que analisou o desdobramento da atual campanha de erradicação do mosquito Aedes Aegypti. Na fala, Fidel explicou que até agora só morreram duas pessoas, mesmo assim não se pode diminuir a intensidade do combate contra o mosquito até que o índice de infestação, em toda a capital, seja tão baixo que não ofereça perigo. O presidente cubano recordou que em 1997 houve pequeno surto em Santiago de Cuba, rapidamente controlado. Em novembro de 2000 se detectaram em Havana casos de dengue assintomática, e imediatamente se reforçaram as ações contra o mosquito Aedes Aegypti. O mandatário cubano sublinhou que tinha entrado pessoalmente na batalha porque sua responsabilidade é zelar pela população. E recordou que uma epidemia podia ser mais catastrófica do que a passagem de um furacão. Face a um pico de 1 200 casos de dengue na capital cubana entre setembro e outubro do ano passado, se convocou a doutora Elia Rosa Lemus, expert no controle desta epidemia, para que inspecionasse as zonas mais afetadas da cidade, comentou Fidel. "Estamos cortando tudo, estamos cortando as larvas, a retirada dos mosquitos e deixamos o vírus sem hospedagem. Temos todas as forças necessárias para continuar. Temos que ganhar esta batalha contra o mosquito de uma vez por todas para que não se repita esta situação," sentenciou. Fidel Castro afirmou que a doença desaparecerá da capital e de todos os outros lugares. A dengue, aqui, não será endêmica. Estamos orgulhos dos jovens estudantes que aderiram a esta batalha, frisou. "O período especial nos ensinou poupar. A dura prova a que nos submeteu a vida nos ensinou muitas coisas, e este país será muito melhor do que antes, vai administrar muito melhor todos os recursos e será o país socialmente de mais cultura, socialmente o mais desenvolvido do mundo. Um povo educado, e isso quer dizer muitas coisas," ponderou Fidel. *PRESIDENTE DO MÉXICO VICENTE FOX CHEGA NO DOMINGO DE VISITA A CUBA Havana, 2 fevereiro (RHC)--O presidente do México Vicente Fox afirmou sentir-se contente com sua viagem a Cuba, neste domingo. "Assumirei com prazer a visita para fortalecer uma relação que completa cem anos," frisou. Em entrevista à agência de noticias Prensa Latina, Fox tratou diversas questões relativas à sua viagem a Havana e se pronunciou sobre os vínculos bilaterais que completarão seu primeiro centenário, em maio. Para Fox, as relações entre o México e Cuba são sólidas e se fortalecerão com o encontro presidencial em Havana. Adiantou que vai examinar com o presidente Fidel Castro temas globais para fixar posições comuns e evitar que divergências possam prejudicar os valiosos vínculos. O mandatário mexicano manifestou interesse em revigorar as relações com Cuba nos campos diplomático, político, econômico e comercial, e estimular os investimentos mexicanos na Ilha. *QUINZE MIL CUBANOS EM TRIBUNA ABERTA RECHAÇAM AGRESSÕES DOS EUA Havana, 2 fevereiro (RHC)--Quinze mil cubanos do município Sandino, na província de Pinar del Rio, exigiram a libertação de seus cinco compatriotas encarcerados injustamente nos EUA por defenderem seu povo do terrorismo. O ato foi prestigiado pelo segundo secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba Raúl Castro e os Comandantes da Revolução Juan Almeida, Ramiro Valdés e Guillermo Garcia. Vozes de crianças, jovens e adultos se ergueram para condenar a nova conspiração contra Cuba, arquitetada pelos EUA, e apoiada com submissão total pelas autoridades da Argentina, que pretende condenar a Ilha por supostas violações dos Direitos Humanos. É paradoxal que o maior violador dos direitos humanos no mundo, o governo dos EUA, e as autoridades de um país cujas imagens de repressão ao povo percorrem o mundo nos últimos dias, a Argentina, estejam conspirando contra Cuba, ressaltaram os oradores. Estudantes, trabalhadores, intelectuais, cientistas, militares e representantes de organizações políticas e de massas também rejeitaram a assassina lei de Ajuste Cubano, as reacionárias leis Helms Burton e Torrichelli e a criminosa guerra econômica da Casa Branca contra Cuba. Igualmente, exigiram a cessação do bloqueio e externaram determinação de continuar a batalha de idéias, que aparece sintetizada no Juramento de Baraguá: apoio total do povo cubano à continuidade do processo revolucionário. Cuba só quer paz para construir uma sociedade mais justa e feliz. *SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA ARGENTINA DECLARA "CORRALITO" ILEGAL Havana, 2 fevereiro (RHC)--Suprema Corte de Justiça da Argentina declarou o curralzinho, ou restrição de saques dos bancos, medida inconstitucional, o que obrigou o presidente Eduardo Duhalde a adiar o anúncio de seu programa econômico e declarar feriado bancário na segunda e terça-feira. Segundo o tribunal, as restrições financeiras violam o direito à propriedade privada, portanto, são contrárias à Constituição. Tal decisão coloca em aperto o governo, que vê evaporar a estratégia econômica delineada para os próximos dias. Com o ditame, os poupadores podem sacar todos os seus depósitos dos bancos. Isto, no entendimento dos analistas, provocará a quebra do sistema financeiro, pois não existem os fundos necessários no país para cobrir as obrigações. *DIRIGENTE DAS FARC AFIRMA QUE A ORGANIZAÇÃO CONTESTARÁ AGRESSÃO MILITAR APOIADA PELOS EUA Havana, 2 fevereiro (RHC)--Julián Corrado, comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, declarou à imprensa, na cidade brasileira de Porto Alegre, que a guerrilha de seu país dará resposta apropriada caso o governo dos EUA apóie ofensiva militar contra ela. Corrado, que participa do 2º Fórum Social Mundial, assegurou que havia ameaça de Washington apoiar ofensivas militares contra os grupos guerrilheiros colombianos, e disse sentir-se preocupado pelas consequências desse projeto para a população civil. *ARGENTINA NÃO DEVE VOTAR CONTRA CUBA NA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS HUMANOS, RECLAMAM DEPUTADOS PERONISTAS Havana, 2 fevereiro (RHC)--Deputados da bancada peronista apresentaram projeto de resolução, na que reclamam ao governo argentino não votar a favor de resolução que condene Cuba na Comissão da ONU para os Direitos Humanos, informaram à Rádio Havana Cuba fontes de imprensa do país sul-americano. Jorge Obei, deputado pela província de Santa Fé, vice-presidente da bancada justicialista, insistiu na necessidade de a Argentina reconquistar a decisão soberana de seus atos de política exterior. Obei afirmou que mais uma vez a Argentina modificou sua histórica posição neutra nestes assuntos e aderiu às condenações à Ilha. É fundamental que o nosso país seja neutro, frisa o projeto de resolução. *CUBA NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL DE PORTO ALEGRE Havana, 2 fevereiro (RHC)--O sociólogo argentino Atílio Boron, que participa do Fórum Social Mundial de Porto Alegre, declarou que sim, outro mundo é possível, Cuba o demonstra com fatos irrefutáveis como seus sistemas de educação e saúde. Em todos os cenários do Fórum, que congrega mais de 60 mil pessoas de 150 países, tremulam bandeiras cubanas, faixas de solidariedade aos patriotas presos nos EUA reclamando sua libertação, e se organizam espontaneamente atos de amizade com a Revolução e o povo da Ilha. A Associação Cultural José Marti, do Rio Grande do Sul,distribuiu milhares de exemplares de um jornal que reproduz, na íntegra, mesa-redonda nos estúdios da televisão cubana sobre a crise na Argentina e a política submissa à Washington da chancelaria desse país, acontecida em Havana no último 30 de janeiro. A resistência cubana de mais de 40 anos de agressões praticadas pelos Estados Unidos também é destacada por simpatizantes e amigos da Ilha. *ELEIÇÕES GERAIS NA COSTA RICA Havana, 2 fevereiro (RHC)--Os costa-riquenhos maiores de 18 anos e com direito ao voto elegerão, no domingo, seu presidente, dois vice-presidentes, 57 deputados e 501 regedores municipais. Segundo meios locais, Abel Pacheco, do Partido Unidade Social-Cristã, Rolando Araya, do Partido Libertação Nacional e Ottón Solís, do Partido Ação Cidadã, são os principais candidatos para ocupar a presidência. Pesquisas apontam para segundo turno. *FEIRA INTERNACIONAL DO LIVRO EM HAVANA E OUTRAS CIDADES Havana, 2 fevereiro (RHC)--"É uma festa da inteligência e da amizade," disse o embaixador francês em Cuba, Jean Levy, em referência à 11ª Feira Internacional do Livro, que abrirá suas portas no dia 7 de fevereiro em Havana e se estenderá a outras cidades do país, durante um mes. A Feira é o mais transcendente acontecimento do tipo em Cuba e, neste ano, será dedicada à França e ao conceituado intelectual cubano Miguel Barnet, Prêmio Nacional de Literatura 1994. Dezessete cidades serão subsedes do evento, entre elas Santiago de Cuba, no leste cubano, onde estará presente grupo de escritores franceses que assistirá a mesas-redondas sobre a marcante influência francesa na cultura cubana, principalmente nessa região e na província central de Cienfuegos. *Comentario: ELEIÇÕES NA COSTA RICA Nos últimos 50 anos, o poder político na Costa Rica tem sido couto exclusivo dos partidos Libertação Nacional (PLN) e Unidade Social-Cristã (PUSC). Esse monopólio bipartidarista na denominada "Democracia mais antiga da América Latina" poderia se quebrar no domingo se uma terceira força, o emergente Partido Acão Cidadã (PAC), ganhar os primeiros pleitos gerais do século XXI. Oficialmente há treze candidatos disputando a presidência, porém, segundo as mais recentes pesquisas de opinião, só o psiquiatra Abel Pacheco, 68 anos, do governamental PUSC, o engenheiro Rolando Araya, 54 anos, do PLN, e o economista Otton Solís, 47 anos, o chamado "fenômeno" do PAC, têm chances de ganhar, ainda que é bem provável que nenhum deles complete 40% dos votos exigidos legalmente e, portanto, seja necessária, pela primeira vez na história republicana costa-riquenha, um segundo turno, fixado para o dia sete de abril. Em declarações divulgadas pelo jornal "La Nación," o ex-presidente Oscar Arias, Prêmio Nobel da Paz, assegurou que "vamos inexoravelmente em direção a um segundo turno" e estimou que a peleja será entre Pacheco e Araya. Os mais de 2,2 milhões de cidadãos com direito ao voto deverão eleger, além do Chefe de Estado cuja posse está marcada para oito de maio, dois vice-presidentes, 57 deputados da Assembléia Legislativa, e autoridades de 81 municipalidades. Calcula-se que o abstencionismo será mais de 18%. A porcentagem poderá baixar ou subir dependendo do resultado do jogo da seleção nacional de futebol contra os Estados Unidos na Copa de Ouro, marcado para hoje à noite. Como de costume, os candidatos navegaram em mar de promessas norteadas a criar uma nova Costa Rica. Pacheco baseou sua plataforma em um governo de unidade nacional, integrado, segundo suas palavras, pelos melhores homens e mulheres à margem de sua militância política, e com ênfase na estabilidade macroeconômica e competitividade. Araya sublinhou que o grande desafio será construir a prosperidade e cultivar a justiça, a igualdade e a solidariedade. Solís, oposto à política neoliberal do PLN e do PUSC, prometeu que não haverá mais corrupção sem castigo exemplar e assegurou que vai despolitizar a administração para que seja eficiente. A despeito de a pequena nação centro-americana ostentar um dos mais elevados índices de Desenvolvimento Humano na América Latina (ocupa o 41º lugar no mundo de acordo com o Programa da ONU para o Desenvolvimento), a economia está estagnada faz dois anos, a dívida interna queima 35% das receitas do Estado (a dívida externa monta em 3,3 bilhões de dólares), as exportações (banana, café, micros) despencaram notavelmente no 2001 e a inflação superou os 10%. A taxa de desemprego é de 6%, e a pobreza castiga 20% dos quase quatro milhões de habitantes do país. Para o presidente do Banco Central, Eduardo Lizano, a situação, neste ano, será tão delicada ou mais do que no ano 2001. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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