Radio Havana Cuba-11 de abril 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 11 de abril 2002 . *FIDEL AFIRMA QUE CONQUISTAS DE CUBA NA EDUCAÇÃO SÃO FRUTO DAS QUALIDADES DO POVO E SUA REVOLUÇÃO *CUBA RECHAÇA PROJETO DE RESOLUÇÃO LANÇADO PELO URUGUAI NA COMISSÃO DA ONU PARA DIREITOS HUMANOS *CÂMARA DE DEPUTADOS DA ARGENTINA E CONGRESSO DO EQUADOR PEDEM A SEUS GOVERNOS NÃO VOTAR CONTRA CUBA EM GENEBRA; MILHARES DE CHILENOS SE SOLIDARIZAM COM A ILHA *FIDEL CASTRO SE REÚNE COM PRESIDENTE DO GOVERNO BASCO *AUTORIDADE NACIONAL PALESTINA SOLICITA PRESENÇA DE FORÇAS INTERNACIONAIS NOS TERRITÓRIOS AUTÓNOMOS *OPOSIÇÃO VENEZUELANA PROLONGA GREVE POR TEMPO INDETERMINADO *Em Foco: BÚSSOLA DA INJUSTIÇA APONTA PARA SUL . *FIDEL AFIRMA QUE CONQUISTAS DE CUBA NA EDUCAÇÃO SÃO FRUTO DAS QUALIDADES DO POVO E SUA REVOLUÇÃO Havana, 11 abr (RHC)-- O presidente Fidel Castro afirmou que um país mesmo sendo pequeno pode defender sua identidade e seus interesses nacionais como fez Cuba nestes 43 anos de Revolução. Ao falar em ato de reinauguração de cem escolas restauradas na cidade de Havana, o líder cubano frisou que as conquistas em matéria de educação foram possíveis porque houve uma Revolução, grandes ideais, um profundo processo de aprendizado e qualidades extraordinárias do povo. Fidel Castro disse que apesar das dificuldades criadas pelo desaparecimento do campo socialista europeu e o endurecimento do bloqueio, Cuba pôde garantir educação e saúde gratuítas a todos os seus habitantes e aplicar mais de 70 programas sociais porque neste país não há corrupção como há, hoje em dia, na América Latina. O presidente cubano recordou que a malversação, tão na moda em nossa região, pode ser vista como ato de genocídio porque milhares de crianças morrem por culpa dos governantes que roubam o dinheiro. "Esses, que nos tacham de não democráticos e de violadores de direitos humanos deveriam aplicar nossas experiências na questão social, baseadas na unidade do povo e seu apoio firme a uma obra revolucionária pelo bem de todos," sentenciou Fidel. Em relação ao programa de garantir, no próximo ano letivo, 20 alunos do ensino primário para cada professor em Havana, o máximo dirigente cubano explicou que envolve a restauração de mais de 700 escolas, a construção de duas mil novas salas de aula, 33 plantéis novos, e formação de 800 educadores a mais. Até agora -disse- se investiram quase oito milhões de dólares no conserto e construção de escolas, na capital, e ao finalizar o programa, o custo montará em 24 milhões. Fidel deixou claro que esse dinheiro não foi dado de presente pelo Banco Mundial, é fruto do trabalho de nosso povo heróico. Fidel Castro destacou que os programas sociais em aplicação, no país, mostram que um povo unido pode fazer muito, mesmo em situação difícil, com um sistema socialista que nos permitiu transformar em realidade sonhos impensáveis no início da luta revolucionária. *CUBA RECHAÇA PROJETO DE RESOLUÇÃO LANÇADO PELO URUGUAI NA COMISSÃO DA ONU PARA DIREITOS HUMANOS Havana, 11 abr (RHC)-- O chanceler Felipe Pérez Roque afirmou que Cuba rechaça categoricamente o projeto de resolução anticubano lançado pelo Uruguai na Comissão da ONU para os Direitos Humanos e acusou os Estados Unidos de pressionarem brutalmente a América Latina para condenar a Ilha e tratar de justificar com isto o bloqueio de quatro décadas. "A posição de Cuba é de rechaço, Cuba rechaça esta nova manobra dos Estados Unidos, à qual se prestaram o governo do Uruguai, o governo do Peru e alguns outros governos. Um comportamento como este provoca o desprezo do povo cubano e de milhões de latino-americanos e cidadãos do mundo todo, que sabem a verdade e não podem ser confundidos, e vêem em Cuba um exemplo de dignidade e de defesa da soberania nacional, um exemplo de justiça social e esforço de um povo para desfrutar todos os direitos humanos," sustentou o chanceler cubano. Em conferência de imprensa, em Havana, Pérez Roque disse que o projeto de resolução anticubano tem por objetivo ressuscitar o papel do relator, com quem Cuba não vai colaborar por tratar-se de mecanismo criado para prestar um serviço desesperado aos Estados Unidos a fim de manter sua guerra econômica à Ilha. O chanceler cubano denunciou que desde outubro passado, o departamento de Estado norte-americano vinha trabalhando para que algum país latino-americano apadrinhasse o projeto e se prestasse à farsa depois de a República Tcheca ter recusado a assumir, de novo, esse papel, que representara em anos anteriores. O ministro das Relações Exteriores afirmou que Washington tentou primeiro com o México, mas o presidente Vicente Fox recusou-se, então provou com o Peru, onde o congresso foi contra. Pérez Roque entregou à imprensa cópias de uma resolução redigida em inglês cujos termos concordam quase 100% com os do projeto uruguaio e provam a participação dos Estados Unidos. O chanceler cubano destacou que os países latino-americanos não fariam uma coisa dessas se não estivessem sob a pressão dos Estados Unidos. E agradeceu a atitude de congressos, organizações e dos povos latino-americanos que são contra essa nova manobra norte-americana. *CÂMARA DE DEPUTADOS DA ARGENTINA E CONGRESSO DO EQUADOR PEDEM A SEUS GOVERNOS NÃO VOTAR CONTRA CUBA EM GENEBRA; MILHARES DE CHILENOS SE SOLIDARIZAM COM A ILHA Havana, 11 abr (RHC)-- A Câmara de Deputados da Argentina aderiu à posição assumida antes pelo Senado, ao exigir ao governo do presidente Eduardo Duhalde que não vote contra Cuba na Comissão da ONU para Direitos Humanos, reunida em Genebra. Se for aprovado, em Genebra, documento de condenação à Ilha, continuará a política de agressão que se manifesta, principalmente, pelo prolongamento do bloqueio imposto pelos EUA a Cuba há mais de 40 anos, adverte texto dos legisladores argentinos. Em outra manifestação de apoio a Cuba, o congresso do Equador adotou resolução que pede ao governo não apoiar nenhum projeto anticubano em Genebra, em referência às manobras norte-americanas de condenar a Ilha por supostas violações dos direitos humanos. Na véspera, milhares de chilenos fizeram passeata no centro de Santiago em solidariedade a Cuba em face de eventual resolução contra o país caribenho no fórum dos Direitos Humanos de Genebra. *FIDEL CASTRO SE REÚNE COM PRESIDENTE DO GOVERNO BASCO Havana, 11 abr (RHC)-- Fidel Castro recebeu no Palácio da Revolução, em Havana, o presidente do governo Basco, Juan José Ibarreche, e aos membros de sua comitiva que finalizam visita oficial a Cuba. Ambos presidiram conversações oficiais. Antes de começar a reunião, o líder da Revolução cubana conversou com a delegação basca e cumprimentou os jornalistas que acompanham o presidente Ibarreche. Nesta quinta, foram assinados vários convênios de cooperação cubano-bascos nos campos da saúde, inclusa a biotecnologia. O secretário da Saúde do País Basco, Gabriel Iribar, declarou que o sistema de saúde cubano é excelente e seus resultados são comparáveis com os registrados em nações mais desenvolvidas do denominado primeiro mundo. Na véspera, a comitiva basca assistiu ao ato de reinauguração de cem escolas restauradas em Havana. *AUTORIDADE NACIONAL PALESTINA SOLICITA PRESENÇA DE FORÇAS INTERNACIONAIS NOS TERRITÓRIOS AUTÓNOMOS Havana, 11 abr (RHC)-- A Autoridade Nacional Palestina solicitou a presença de forças internacionais nos territórios autônomos para expulsar as tropas israelenses. O pedido foi formulado por Soraya Barquit, representante palestina na 2ª Assembléia Mundial sobre Envelhecimento, que sessiona em Madri. Barquit sublinhou que a violência israelense contra o povo palestino, sua direção e seu presidente livremente eleito, Yasser Arafat, vulnera todas as resoluções adotadas sobre o conflito no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Outras notícias informam que 30 mil palestinos da base de refugiados de Rafah, na faixa de Gaza, celebraram, nesta quinta-feira, Dia de Solidariedade a seus compatriotas de Yenin, onde o exército israelense assassinou centenas de pessoas, nos últimos dias. Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, afirmou que a ofensiva continua na Cisjordânia, apesar das pressões da comunidade internacional para que as tropas sionistas saiam das cidades palestinas. A posição de Israel foi comunicada por Sharon, em conversa telefônica, ao secretário de Estado norte-americano Colin Powell. *OPOSIÇÃO VENEZUELANA PROLONGA GREVE POR TEMPO INDETERMINADO Havana, 11 abr (RHC)-- A fim de continuar desestabilizando o governo do presidente Hugo Chávez, a oposição venezuelana decidiu prolongar a greve deflagrada na terça-feira passada por tempo indeterminado. Porém, até agora, fracassou no empenho de paralisar o país. O impugnado presidente da Confederação de Trabalhadores da Venezuela, Carlos Ortega, e o presidente da FEDECAMARAS, Pedro Carmona, decidiram ampliar a greve e pediram a intervenção das forças armadas contra o governo. Carmona disse que os empresários privados pagarãos os salários aos trabalhadores grevistas desde que estes participem de manifestações para pedir a renúncia do presidente Chávez. Por sua vez, os meios de difusão venezuelanos, a maioria ligada à oposição, exortaram à sublevação militar. E as redes de televisão privadas entraram em cadeia várias vezes para mostrar apenas as atividades contra o governo. O ministro da Defesa da Venezuela, José Vicente Rangel, denunciou que a convocação a uma greve geral por tempo indeterminado é uma espécie de levante e representa salto ao vazio para seus promotores. *Em Foco: BÚSSOLA DA INJUSTIÇA APONTA PARA SUL A bússola da injustiça só aponta para o sul. O desenvolvimento não acaba de se globalizar neste mundo. "Os dois terços da humanidade sobrevivem com menos de dois dólares/dia e o fosso entre os que têm e os que necessitam se multiplicou por três desde que se assinou a Declaração Universal dos Direitos Humanos," expressa o escritor uruguaio Eduardo Galeano. A enorme influência do hegemonismo e padronização dos valores e paradigmas do Norte, onde predominam o consumismo e a banalização do pensamento, tem por consequência o abandono do ser humano à sua sorte e diviniza o individualismo mais primitivo, uma das piores caras da globalização neoliberal. Os marginalizados, os de baixo, que a lei do mercado impede que subam, são a cada dia mais numerosos e mais excluídos do progresso. Na América Latina, o império da injustiça não consegue ocultar seu verdadeiro rosto, despojado pela cruel realidade das máscaras que os centros de poder não medem esforços em distribuir através de seus meios de comunicação, que estão em todas as partes. O livre mercado e a democracia(representativa) é a mistura perfeita para o desenvolvimento, não se cansam de repetir. De acordo com estatísticas da Comissão Econômica para América Latina e Caribe, CEPAL, 97 milhões de pessoas vivem na miséria nesta região. Assim, após quase duas décadas de imposição do Consenso de Washington, de cada cinco habitantes do subcontinente, um vive mergulhado na miséria. A América Latina se mutila no topo mundial da desigualdade nas rendas e nas oportunidades de seus habitantes. A diferença de rendas entre a elite dos ricos e a maioria dos pobres condiciona o acesso à educação, aos serviços de saúde, ao mercado do trabalho e a outros benefícios materiais e culturais. A onda de protestos, panelaços, descontentamento, frustração e incerteza que se manifestam com maior ou menor força do rio Bravo à Patagônia têm suas raízes mais profundas na injusta ordem, ou melhor, desordem imperante. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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