Radio Havana Cuba-09 de abril 2002 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 09 de abril 2002 . *CHANCELER PERUANO NEGA ENVOLVIMENTO DE SEU PAÍS EM MANOBRAS DOS EUA PARA CONDENAR CUBA EM GENEBRA *TROPAS ISRAELENSES INVADEM HEBRON E MATAM DOIS PALESTINOS *RECONSTRUÍDAS MAIS DA METADE DAS CASAS AFETADAS PELO FURACÃO DE NOVEMBRO, EM CUBA *COMUNIDADE JUDAÍCA RECORDA VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO *MEXICANOS TRIBUTAM HOMENAGEM PÓSTUMA A MARIA FÉLIX *PROBLEMAS DA VELHICE NÃO PODEM SER SOLUCIONADOS COM INJUSTA ORDEM ECONÔMICA INTERNACIONAL, SUSTENTA CUBA *ENCARCERAMENTO DOS CINCO CUBANOS NOS EUA VIOLA ABERTAMENTE SEUS DIREITOS HUMANOS *PRESIDENTE DO PARLAMENTO CHINÊS FINALIZA VISITA AO JAPÃO *Em Foco: RAÍZES DO MEDO . *CHANCELER PERUANO NEGA ENVOLVIMENTO DE SEU PAÍS EM MANOBRAS DOS EUA PARA CONDENAR CUBA EM GENEBRA Havana, 9 abr (RHC)-- "Peru não é fantoche de ninguém, não propos, nem realiza consultas com países da América Latina para condenar Cuba na Comissão da ONU para Direitos Humanos", declarou nesta terça-feira o chanceler peruano Diego Garcia Sayán. "O Peru não admite nem admitirá pressões, venham de onde vierem", enfatizou o chanceler, e deixou claro que o governo peruano não se presta a um jogo geopolítico, do qual não faz nem fará parte jamais. As declarações de Diego Garcia, feitas a emissora radiofônica RPP, de Lima, desmentem vínculo de seu governo com documento anticubano, que circula na Comissão da ONU para Direitos Humanos, em Genebra, e que os Estados Unidos dizem ter sido redigido pelos peruanos. Por sua vez, grêmios dos Estados Unidos, e outras organizações e personalidades da Argentina, México e Chile aderiram ao crescente movimento internacional em rechaço às manobras dos Estados Unidos para condenar Cuba na Comissão da ONU para Direitos Humanos, que sessiona em Genebra. Grêmios operários norte-americanos e a Associação Nacional de Advogados estão promovendo abaixo-assinados que serão endereçados ao chanceler mexicano Jorge Castañeda. As missivas sugerem a Castañeda que ao invés de aderir às manobras anticubanas de Washington, deveria mesmo é se preocupar com os abusos cometidos contra emigrantes latino-americanos nos Eua. Em declaração enviada à imprensa, Jorge Lavandero, senador chileno pela Democracia Cristã, rechaçou qualquer movimento de seu partido, ou do governo para condenar Cuba na questão dos direitos humanos. Em outra carta, a ser publicada nesta quarta-feira, mais de 120 personalidades mexicanas e de outras nações latino-americanas exortaram o presidente Vicente Fox a se opor à manobra de condenar Cuba por supostas violações dos direitos humanos. A Câmara de Importadores da Argentina mandou carta ao presidente Eduardo Duhalde solicitando que não vote contra Cuba, e repudiou qualquer ação contra a Ilha arquitetada pelos Estados Unidos no fórum de Genebra. *TROPAS ISRAELENSES INVADEM HEBRON E MATAM DOIS PALESTINOS Havana, 9 abr (RHC)-- Dois palestinos foram assassinados pelo exército israelense na cidade de Hebrón, invadida com tanques algumas horas depois de as tropas sionistas terem saído de Tulkarem e Kalkilia por pressões exercidas pelos Estados Unidos. Outros seis palestinos foram mortos na base de refugiados de Yenin, bombardeado por helicópteros no 12º dia da ofensiva militar de Israel. Por sua vez, 10 soldados israelenses morreram em Yenin, onde a maioria da população resiste apesar dos bombardeios e fogo de artilharia. No Cairo, capital do Egito, se informou oficialmente que o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, se reunirá em Ramallah com o líder palestino Yasser Arafat dentro de sua missão atual no Oriente Médio que se centra em convencer as partes a voltarem a negociar. Soube-se que o presidente egípcio, Hosni Mubarak, pedirá a Powell providências imediatas para tirar as tropas de Israel dos territórios palestinos. *RECONSTRUÍDAS MAIS DA METADE DAS CASAS AFETADAS PELO FURACÃO DE NOVEMBRO, EM CUBA Havana, 9 abr (RHC)-- Cinquenta e um por cento das casas destruídas pelo furacão de novembro, em Cuba, já foram reconstruídas ou restauradas. O vice-presidente Carlos Lage, em declarações à imprensa, disse que se reforçará o trabalho para completar o plano de entrega das moradias novas ou renovadas dentro do menor prazo possível para as famílias prejudicadas. O devastador furacão, que castigou oito das 14 províncias cubanas, destruiu total ou parcialmente 165 mil casas. Os moradores afetados se hospedaram em casas de familiares, ou em prédios viabilizados pelo governo à espera da restauração de seus lares, que corre por conta do Estado cubano. *COMUNIDADE JUDAÍCA RECORDA VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO Havana, 9 abr (RHC)-- A comunidade judaíca de Israel recorda nesta terça-feira as vítimas do Holocausto em meio à guerra de extermínio que praticam seus soldados nos territórios palestinos, onde em apenas 12 dias mataram duzentas pessoas. A população de Israel fez pausa de dois minutos em centros de trabalho e as sirenes dos estabelecimentos ulularam para se unir à jornada de recordação dos seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. *MEXICANOS TRIBUTAM HOMENAGEM PÓSTUMA A MARIA FÉLIX Havana, 9 abr (RHC)-- Milhares de mexicanos acorreram ao Palácio das Belas Artes, na capital, para dar o último adeus a Maria Félix, a famosa estrela de cinema, que morreu na véspera, no dia em que completava 88 anos. O presidente Vicente Fox, sua mulher, ministros, funcionários e numerosos atores, atrizes, pintores e intelectuais também tributaram homenagem póstuma à deusa do cinema mexicano, em seu velório. Os restos de Maria Félix foram levados hoje à tarde ao Panteão Francês para cremação. Meios de imprensa da Espanha e da América Latina dedicam vastos espaços para recordar a atriz de filmes tão conhecidos como Dona Bárbara, La Cucaracha, Rio Escondido e dezenas mais. O jornal espanhol El País destaca que Maria Félix foi uma das mulheres mais belas do cinema e do século XX. *PROBLEMAS DA VELHICE NÃO PODEM SER SOLUCIONADOS COM INJUSTA ORDEM ECONÔMICA INTERNACIONAL, SUSTENTA CUBA Havana, 9 abr (RHC)-- Cuba denunciou em Madri que a maioria da população nos países do Terceiro Mundo não goza do direito de chegar à terceira idade, e responsabilizou a injusta ordem econômica internacional, que não garante a solução dos problemas da velhice. A denúncia foi feita pelo ministro cubano do Trabalho e Previdência Social, Alfredo Morales, na 2ª Assembléia Mundial sobre o Envelhecimento, que sessiona na capital espanhola sob os auspícios da ONU. O funcionário cubano advogou pela substituição das funestas receitas do Fundo Monetário Inrternacional por políticas sociais que garantam igualdade e envelhecimento com qualidade de vida, e pediu o cancelamento da dívida dos países pobres e a globalização da solidariedade. Para finalizar, recordou que Cuba cumpriu em todos os aspectos o Plano de Ação Internacional adotado em Viena, na primeira reunião sobre Envelhecimento, que aconteceu no ano de 1982. *ENCARCERAMENTO DOS CINCO CUBANOS NOS EUA VIOLA ABERTAMENTE SEUS DIREITOS HUMANOS Havana, 9 abr (RHC)-- O encarceramento e injusta condenação de cinco cubanos nos EUA viola abertamente seus direitos humanos, denunciou Otto Rivero, primeiro secretário da União de Jovens Comunistas de Cuba. Em breve escala na capital do Chile, o líder juvenil cubano declarou que seus compatriotas injustamente encarcerados nunca puseram em perigo a segurança nacional dos EUA, e recordou que, arriscando suas próprias vidas, tentaram descobrir as ações terroristas que se costuram contra a Ilha na cidade de Miami. O dirigente cubano viaja à África do Sul, e mais tarde irá à Austrália para divulgar, em todos os fóruns internacionais, e entre mais de 160 associações juvenis do mundo, a situação de seus compatriotas injustamente presos nos Estados Unidos. *PRESIDENTE DO PARLAMENTO CHINÊS FINALIZA VISITA AO JAPÃO Havana, 9 abr (RHC)-- O presidente do Parlamento da China, Li Peng, finalizou visita formal de uma semana ao Japão, cujo objetivo foi reforçar os vínculos entre as duas nações. A visita ocorreu por ocasião do 30º aniversário do reatamento das relações diplomáticas entre Pequim e Tóquio. *Em Foco: RAÍZES DO MEDO A indústria do medo, ironiza o escritor uruguaio Eduardo Galeano, merece o prêmio ao "Dinamismo da Economia". "Hoje em dia se privatiza tudo, também se privatiza a ordem. A delinquência cresce e assusta. No Brasil, por exemplo, as empresas privadas de segurança são um exército cinco vezes mais numeroso do que as forças armadas", assegura Galeano. E continua: "Somando os empregados legais e os ilegais, chegam a um milhão e meio. Este é o setor mais dinâmico da economia no país mais injusto do mundo. Uma implacável cadeia produtiva: o Brasil produz injustiça, que produz violência, que produz medo, que produz trabalho". Durante os últimos quinze anos, uma espécie de síndrome do crescimento foi se instalando na América Latina. É uma pena que essa tendência obrigue às violações dos direitos elementares da metade dos quase 500 milhões de habitantes desta região do mundo. Não é preciso pensar muito para encontrar uma evidência reveladora dessa propensão ao exagero mutilador. Basta abrir os olhos à violenta realidade que estremece o subcontinente. O aumento da violência na América Latina tem proporções de epidemia, cada dia pior à medida que crescem, também, a pobreza e a desigualdade, "conquistas" inquestionáveis do modelo econômico neoliberal implantado quase sem exceção a sul do rio Bravo. Por exemplo, poderíamos mencionar a média de homicídios diários, cerca de 15 para cada cem mil pessoas na América Latina, uma taxa considerada insustentável. Poderia parecer incongruente que a violência se alastre pela América Latina depois de ter acabado o sangrento episódio das ditaduras militares, que, em nome da segurança pública, praticaram com elevadíssimo rigor a arte de matar. Ao invés de condená-la de verdade e ajudar a freá-la, os que mandam neste mundo medem a violência em termos econômicos, a fim de esconder, no custo monetário, as causas do fracasso da tirania do mercado livre. Recentemente, o Banco Mundial investigou e tirou a conclusão de que a América Latina poderia elevar 25% a renda de seus habitantes se conseguisse baixar a violência ao nível da Europa. O Banco Inter-Americano de Desenvolvimento estima que a violência custa à América Latina cerca de 15% de seu Produto Interno Bruto. A instituição assegura que esse flagelo é o maior empecilho do desenvolvimento econômico da região. Com tantos argumentos tortos não é de se admirar que tratem de nos convencer de que a violência não é fruto da injustiça, e sim do mau comportamento ou da idiossincrasia. (c) 2002 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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