RHC Weekend-13 de outubro 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit RHC Weekend - Resumo de noticias - 13 de outubro 2001 . *FIDEL SE REÚNE COM MINISTRO-SECRETÁRIO DA PRESIDÊNCIA DO BRASIL *150 MIL CUBANOS PEDEM CESSAÇÃO DA GUERRA E DE TODAS AS INJUSTIÇAS DO MUNDO *CENTENAS DE MORTOS PELOS BOMBARDEIOS NO AFEGANISTÃO *PROTESTOS CONTRA A GUERRA ENDURECEM *DOIS PRÊMIOS CARACOL PARA FIDEL CASTRO POR SUA CONTRIBUIÇÃO À CULTURA *NOVO SECRETÁRIO DO PARTIDO COMUNISTA EM SANTIAGO DE CUBA *LÍDER PALESTINO YASSER ARAFAT SE REUNIRÁ EM LONDRES COM O PREMIER BLAIR *FIM DO HORÁRIO DE VERÃO EM CUBA *Comentario: PSICOSE . *FIDEL SE REÚNE COM MINISTRO-SECRETÁRIO DA PRESIDÊNCIA DO BRASIL Havana, 13 de outubro (RHC)-- O presidente Fidel Castro se reuniu com o ministro-secretário da Presidência do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira e o acompanhou ao terminal aéreo da capital ao concluir a visita do funcionário brasileiro. Nunes Ferreira esteve aqui seis dias, durante os quais percorreu o pólo turístico de Varadero, a zona petrolífera do litoral norte de Havana, instituições educacionais e sociais da capital cubana e participou de uma reunião governamental empresarial entre os dois países. O encontro analisou, entre outros assuntos, o memorando de entendimento ligado à dívida externa da Ilha com o Brasil, as possibilidades de comercialização de medicamentos e produtos da indústria farmacêutica cubana. Falando para a imprensa, Nunes Ferreira frisou que as relações entre Cuba e o Brasil são excelentes em todos os campos e se baseiam no respeito mútuo, como corresponde a países soberanos e independentes. Interrogado sobre a situação internacional, disse que a comunidade mundial deve lutar contra o terrorismo, mas não com ações que coloquem em perigo a paz no planeta. E destacou que 66% dos brasileiros reprovam a agressão militar dos Estados Unidos e Grã-Bretanha contra o Afeganistão. *150 MIL CUBANOS PEDEM CESSAÇÃO DA GUERRA E DE TODAS AS INJUSTIÇAS DO MUNDO Havana, 13 de outubro (RHC)-- A solidariedade ao agredido povo do Afeganistão, sob o fogo norte-americano e britânico desde o último dia 7, e o fim da guerra e de todas as injustiças no mundo foi o lema da tribuna aberta que congregou, neste sábado, na cidade de Bayamo, mais de 150 mil cubanos. As vozes dos oradores clamaram por justiça, também, para os cinco compatriotas que permanecem encarcerados em Miami e exigiram que sejam condenados os terroristas Luis Posada Carriles e seus cúmplices, ora detidos no Panamá. A tribuna aberta foi prestigicado pelo segundo secretário do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, e outros dirigentes do governo e de organizações políticas e de massas. *CENTENAS DE MORTOS PELOS BOMBARDEIOS NO AFEGANISTÃO Havana, 13 de outubro (RHC)-- Mais de 300 civis mortos, a maioria mulheres, crianças e idosos, ocasionaram os bombardeios dos EUA no Afeganistão nos últimos seis dias. Neste sábado, as forças aeronavais dos EUA bombardearam o aeroporto e os arredores de Cabul, a capital, e alvejaram a aldeia de Qala Meer Abas, onde as bombas provocaram a morte de quatro pessoas e feriram oito. Em Candahar, unidades navais dispararam mísseis cruizer e aviões de combate jogaram bombas na cidade, suposto esconderijo do líder supremo talibã, o mulá Mohamad Omar. Segundo a imprensa paquistanesa, vários membros da família de Omar morreram durante os ataques, entre eles seu padrasto, uma de suas mulheres e três filhos. O general Richard Meyers, chefe do estado maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, disse que os bombardeios são o prelúdio de uma ação sobre o terreno, indício claro de que vão atacar por terra. Meyers não deu nenhum detalhe sobre como e quando será lançado o ataque terrestre contra o Afeganistão. *PROTESTOS CONTRA A GUERRA ENDURECEM Havana, 13 de outubro (RHC)-- Dezenas de milhares de pessoas saíram neste sábado às ruas da Alemanha em manifestações em favor da paz e contra a guerra dos EUA ao Afeganistão. Os maiores protestos aconteceram em Berlim e Stuttgart e foram convocados por organizações estudantis e juvenis, grupos pacifistas e o movimento antiglobalização. Aos gritos "Queremos Paz" e "Não à Guerra", milhares de pessoas se manisfetaram também em Londres, a capital britânica, contra os bombardeios ao Afeganistão. Os manifestantes mandaram mensagem ao premier Anthony Blair e ao presidente George Bush para que párem imediatamente os ataques. A imprensa no Marrocos tachou de "genocídio" o que estão fazendo os Estados Unidos no Afeganistão e denunciou que os bombardeios não fazem distinção entre alvos militares e civis. A luta contra o terrorismo não justifica a violência contra uma população indefesa, afirma o jornal Opinião. Por sua vez, o Bayane al Yaom manifesta preocupação com o futuro de outros países que Washington acusa de terroristas. O ex-premier afegão Guilbuddin Hekmatyar, que vive no Irã, vaticinou para os norte-americanos um segundo Vietnã no Afeganistão. *DOIS PRÊMIOS CARACOL PARA FIDEL CASTRO POR SUA CONTRIBUIÇÃO À CULTURA Havana, 13 de outubro (RHC)-- A Associação de Cinema, Rádio e Televisão da União de Escritores e Artistas de Cuba concedeu dois prêmios Caracol ao presidente Fidel Castro por sua contribuição para o desenvolvimento da Cultura. "Porque seus belos sonhos fazem parte de nossa cultura e Universidade para Todos é um deles", assinala um dos diplomas concedidos a Fidel. Noventa e cinco obras foram premiadas pela Associação de Cinema, Rádio e Televisão da UNEAC, na 23ª edição do Prêmio Caracol. Entre as obras mais premiadas aparecem "A sombrinha amarela", "Somos Cuba", "Entre corpo e alma", e "Andoba", e como instituições as mais destacadas foram Rádio Arte, Vídeo Arte e a emissora Rádio Progresso. *NOVO SECRETÁRIO DO PARTIDO COMUNISTA EM SANTIAGO DE CUBA Havana, 13 de outubro (RHC)-- Juan Carlos Robinson foi liberado de suas funções como primeiro secretário do Comitê Provincial do Partido Comunista em Santiago de Cuba, atendendo proposta do Bureau Político da organização partidária cubana, que externou seu reconhecimento ao grande esforço e dedicação do dirigente e a seu trabalho durante sete anos em meio às complexas e difíceis condições do período especial na Ilha. Robinson ocupará outro cargo no aparato auxiliar do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, e será substituído por Misael Enamorado, que é membro do Bureau Político do partido e era até então seu primeiro secretário na província de Las Tunas, no leste cubano. Pedro Jiménez Espinosa ocupará a máxima direção do Comitê Provincial do Partido Comunista de Cuba em Las Tunas. *LÍDER PALESTINO YASSER ARAFAT SE REUNIRÁ EM LONDRES COM O PREMIER BLAIR Havana, 13 de outubro (RHC)-- O líder palestino, Yasser Arafat, se reunirá na próxima segunda-feira, em Londres, com o premier britânico Anthony Blair para discutir a crise internacional gerada pelos atentados do mes de setembro nos EUA e a situação atual criada pela guerra Washington contra o Afeganistão, da qual participa a Grã-Bretanha. As vias para reanimar o processo de paz entre israelenses e palestinos também serão analisadas. Nas últimas horas, o exército israelense entrou com guindastes na aldeia cisjordaniana de Deir Yasir para demolir um prédio onde supostamente se apostavam pistoleiros. A escolinha primária ao lado ficou seriamente afetada.Fontes governamentais de Israel, citadas pela rádio local, sustentam que Tel Aviv aliviará o bloquio à Gaza e Cisjordânia, ainda que manterá a política de extermínio seletivo de cidadãos palestinos nesses territórios autônomos. As fontes disseram que Israel abre as fronteiras para facilitar aos Estados Unidos a formação da coalizão antiterrorista. *FIM DO HORÁRIO DE VERÃO EM CUBA Havana, 13 de outubro (RHC)-- No dia 28 de outubro cessará o horário de verão em Cuba, estabelecido no mes de março. O horário normal do meridiano 75 de Greenwich volta, atrasando os relógios uma hora. *Comentario: PSICOSE Os norte-americanos são vítimas de dois tipos de psicose, a gerada pelo medo às represálias de Osama bin Laden pelos ataques ao Afeganistão e a que provêm das fileiras do governo, empenhado em restringir as liberdades civis. A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou novas leis que proporcionam às autoridades federais maiores espaços de poder para vigiar e reprimir os cidadãos suspeitos de estarem ligados ao terrorismo. O anteprojeto de lei "patriótico" reduz os requisitos que devem cobrir as autoridades para mandar grampear os telefones e prender imigrantes suspeitos à primeira vista. Embora as duas versões da lei, aprovadas em separado pela Câmara de Representantes e o Senado, devam ser harmonizadas, é quase certo que os Estados Unidos terão brevemente novos mecanismos destinados a reduzir as liberdades civis, um velho mito dessa sociedade. As autoridades norte-americanas suspeitam de tudo e de todos, e não simplesmente de um pedestre com feições de árabe. Isto fica provado com a proibição de proporcionar periodicamente informação aos legisladores sobre assuntos de inteligência. O tema é tão sensível que o governo decidiu retomar as sessões só depois de os congressistas terem prometido cumprir o juramento que lhes impede repetir a terceiros o que escutaram nas sessões informativas, para evitar vazamentos. A Casa Branca também ditou pautas à imprensa que especificam os limites da objetividade, agora em mãos dos meios oficiais e não dos editores das redes de rádio, televisão, jornais e revistas. Entrementes, o presidente George Bush e seus principais colaboradores insistem em levantar o fantasma de eventuais represálias terroristas. O discurso oficial é que o país corre perigo e esperam-se novos atentados, advertências suficientes para desencadear o pânico. Muitas pessoas se recusam a viajar em avião. O número de passageiros permanece de 25 a 50% debaixo dos níveis de 11 de setembro. Os cidadãos também esquivam os metrôs porque têm medo das bombas ou ataques químicos, outros não pegam taxi para evitar encontro com motorista de origem árabe. Assim, vão se transformando em reféns dos anúncios oficiais. Não estamos querendo dizer que os EUA renunciem à vigilância e deixem de tomar medidas de precaução, mas outra coisa é exagerar o pânico e potenciar a psicose em um país conturbado pelos condenáveis ataques terroristas de 11 de setembro. A tendenciosa campanha governamental tem por objetivo afirmar as operações militares na Ásia Central, justificar seu prolongamento e minimizar o desgaste que produz o aumento do número de civis, vítimas dos mísseis e bombas lançados contra o Afeganistão. Porém, a psicose e o pânico são maus conselheiros sobretudo se vira hábito alarmar a população e perseguí-la com medidas restritivas de suas possibilidades de realização pessoal. 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