RHC Weekend-06 de outubro 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit RHC Weekend - Resumo de noticias - 06 de outubro 2001 . *FIDEL CASTRO RECLAMA DOS EUA FIM DO TERRORISMO CONTRA CUBA *ISRAEL ATACA BASE DE REFUGIADOS PALESTINO EM GAZA *TALIBÃ ABRE FOGO CONTRA AVIÃO QUE SOBREVOA CABUL *CUBA OFERECE AJUDA AO BRASIL NO COMBATE À DENGUE *AIDS: PRINCIPAL CAUSA DE MORTE DE ADULTOS NA ÁFRICA *EX-PREMIER JAPONÊS FINALIZA VISITA A CUBA *Comentario: O DILEMA ARGENTINO . *FIDEL CASTRO RECLAMA DOS EUA FIM DO TERRORISMO CONTRA CUBA Havana, 6 de outubro (RHC)--Um milhão de cubanos se congregaram, neste sábado, na Praça da Revolução da capital, liderados pelo presidente Fidel Castro e dirigentes do Partido Comunista e das organizações juvenis e de massas, para tributar homenagem aos mártires de Barbados e clamar por justiça, contra o terrorismo e contra a guerra. Ao fazer uso da palavra, na tribuna aberta, Fidel Castro recordou que nesta mesma praça, há 25 anos, tributamos homenagem póstuma aos que morreram por consequência de um brutal ato de terrorismo, cometido contra um avião de passageiros cubano, que explodiu em vôo perto de Barbados com 73 pessoas a bordo: 57 cubanos, 11 guianeses e cinco norte-coreanos. Naquela ocasião - disse Fidel - ninguém compartilhou nossa dor, nem houve graves crises políticas, nem reuniões na ONU, nem graves perigos de guerra, Poucos compreenderam, no mundo, o significado daquela ação de destruir em vôo um avião civil cubano com 73 pessoas a bordo. "Seria cego não olhar os erros para tornar a repetí-los," frisou Fidel, determinar quais são as causas das grandes tragédias humanas, guerras, que poderiam ter sido evitadas. Não tem porquê gente inocente morrer em nenhum lugar do planeta. "Convocamos a este ato como tributo e homenagem aos irmãos mortos há 25 anos, mas é também expressão de solidariedade às milhares de pessoas inocentes que morreram em Nova York e Washington e de condenação ao brutal crime cometido contra elas, buscando caminhos que levem à eliminação real e duradoura do terrorismo, à paz, e não à sangrenta e interminável guerra," explicou o líder cubano. Na luta contra o terrorismo em escala mundial, na que estamos comprometidos a participar junto às Nações Unidas e com a comunidade internacional, sublinhou, temos o direito de exigir a cessação do terrorismo contra Cuba. A guerra econômica que castiga nosso povo há mais de 40 anos, uma ação genocida e brutal, também deve cessar. Nossos irmãos mortos em Barbados - destacou Fidel Castro - não são apenas mártires, e sim símbolos na luta contra o terrorismo. Erguem-se como gigantes, hoje, na batalha para varrer da face da terra esse repugnante método, que tanta dor tem ocasionado ao país e tanto fez sofrer o povo cubano. "O sacrifício de suas vidas não foi em vão," garantiu Fidel e deixou claro que a injustiça começa a tremer ante um povo enérgico e viril, que há 25 anos, chorou de dor, e hoje chora de emoção e orgulho ao recordá-los. No ato de homenagem aos mártires de Barbados, estavam presentes delegados do Congresso Latino-Americano de Jornalistas, que começa na próxima segunda-feira, representantes de partidos e organizações revolucionárias amigos de Cuba, o corpo diplomático credenciado em Havana e familiares dos cinco cubanos injustamente presos em Miami. Hassán Pérez, presidente da Federação Estudantil Universitária, sublinhou: "Estamos aqui para tributar homenagem e exigir justiça aos nossos mártires de Barbados, cujas vidas foram apagadas pelos que pretenderam, durante mais de quatro décadas, derrubar esta revolução pelos humildes e para os humildes. "Os assassinos que estão detidos devem responder por todas as vítimas que nos fizeram em Barbados e noutros países," sentenciou o dirigente juvenil. Carlos Marti Brenes, presidente da União de Escritores e Artistas de Cuba, afirmou que o império foi arrogante, porque ao invés de castigar os culpados do crime de Barbados, se dedicou a fomentar o terrorismo, entrementes, nosso país continuava trabalhando e criando pacíficamente, estabelecendo alternativa de cultura e paz. Cláudia Felipe Torres, presidente da comissão organizadora do Congresso da Federação de Estudantes do Ensino Médio, disse ter assistido convocada pela mais humana qualidade de um revolucionário, a de sentir como própria a injustiça cometida contra qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. A injustiça - sublinhou - está tremendo por Barbados, Vieques e Palestina, por Washington e Nova York, e parece que também tremerá por Cabul. *ISRAEL ATACA BASE DE REFUGIADOS PALESTINO EM GAZA Havana, 6 de outubro (RHC)--Dois palestinos ficaram feridos durante ataque do exército israelense à base de refugiados de Breh, no sul de Gaza, onde duas casas e uma delegacia de polícia foram destruídas. Outras notícias informam sobre a ocupação de quatro localidades em Hebron, onde morreram, na véspera, sete palestinos e 150 ficaram feridos. *TALIBÃ ABRE FOGO CONTRA AVIÃO QUE SOBREVOA CABUL Havana, 6 de outubro (RHC)--Baterias anti-aéreas talibãs abriram fogo contra um avião que sobrevoava Cabul, capital do Afeganistão, informou o ministério da Defesa sem mais detalhes. Entretanto, o premier britânico Anthony Blair finalizava na Índia sua viagem por diversos países em busca de apoio à suposta coalizão de Washington contra o terrorismo. Em Nova Delhi, Blair sustentou que a resposta ao terrorismo será dirigida contra alvos concretos. A Índia oferecera aos EUA ajuda diante de um possível ataque militar ao Afeganistão, país que hospeda o saudi Osama bin Laden, acusado por Washington de ser o mentor dos atos terroristas contra Nova York e Washington. Os Estados Unidos continuam mandando tropas, aviões e navios de guerra para atacar o Afeganistão com a ajuda de países aliados. Blair deixou claro que a ação continuará até que se completem os objetivos traçados, mas não revelou quais eram. O líder supremo talibã, o mulá Mohamed Omar, mandou soltar a jornalista britânica Ivon Dadly, detida sem documentos no Afeganistão quando atravessava a fronteira vestida segundo costumes locais. *CUBA OFERECE AJUDA AO BRASIL NO COMBATE À DENGUE Havana, 6 de outubro (RHC)--Cuba oferecerá asessoramento médico, profissional e técnico no combate à dengue na cidade brasileira de Niterói e no vizinho município de São Gonzalo, com base em convênio assinado na sexta-feira. O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira e o embaixador cubano no Brasil, Jorge Lezcano, assinaram o convênio que dará sustento legal à cooperação. O prefeito de Niterói foi o primeiro a implantar no Brasil a experiência cubana do Médico da Família, que se espalhou pelo país e inspirou outros programas de atendimento primário. *AIDS: PRINCIPAL CAUSA DE MORTE DE ADULTOS NA ÁFRICA Havana, 6 de outubro (RHC)--A AIDS se tornou a principal causa de morte de adultos na África, conferiu recente relatório da Organização MundIal da Saúde, divulgado em Genebra. Walker Oladapo, representante da OMS na Uganda, explicou que entre as crianças, a málaria continua sendo a primeira doença fatal nesse continente. *EX-PREMIER JAPONÊS FINALIZA VISITA A CUBA Havana, 6 de outubro (RHC)--O ex-premiê japonês Ryutaro Hashimoto finaliza visita de três dias a Cuba com o propósito de fortalecer as relações entre os dois países. O influente político do governamental Partido Liberal Democrata fechou a viagem com uma visita à praia de Varadero, na província de Matanzas, e ao museu Hemingway, nesta capital.Na sexta-feira, Hashimoto e a ministro cubana para o Investimento Estrangeiro e a Colaboração Econômica, Marta Lomas, assinaram três projetos de colaboração entre os dois países. Na quinta-feira passada, foi recebido pelo presidente Fidel Castro. *Comentario: O DILEMA ARGENTINO Hoje em dia, os argentinos estão diante de um dilema com disjuntivas realmente sombrias. De um lado, a desvalorização do peso, o que significaria a morte da denominada conversibilidade, lei que garante a paridade de um por um entre a moeda nacional e o dólar norte-americano. Do outro, a dolarização, ou seja, a eliminação da moeda prórpia, um dos símbolos da soberania de um país. Tudo indica que o governo de Fernando de la Rúa optará pela segunda alternativa, ainda que se especula em torno de uma eventual terceira opção: novas medidas de ajuste (outro pacotão). Para muitos analistas, nem a desvalorização nem a dolarização resolverão a profunda recessão econômica que flagela a nação, há quatro anos. Para além da conversibilidade não tem nada, afirmou o economista Jorge Avila, do Centro de Estudos Macroeconômicos (CEMA), ao advertir que não há espaço para desvalorizar o peso. Avila prognosticou que neste ano se registrará a maior contração da economia argentina desde 1990, acompanhada por evasão de capitais, estes indispensáveis para sustentar o "um por um." Segundo Cláudio Lozano, economista referente da Corrente de Trabalhadores Argentinos, o debate entre desvalorização e dolarização é improdutivo porque não resolve os problemas, e sim traz à tona "como dividir o excedente para beneficiar os bancos, os exportadores ou as empresas privatizadas." Se o governo ficar com a política de déficit zero - cuja primeira condição é o pagamento dos compromissos da dívida externa e, depois, dos gastos internos- o custo social continuará crescendo e a estabilidade sobre a corda bamba. A situação social em várias províncias já pode ser considerada explosiva. O índice de risco país, que mede a confiança dos investidores, está batendo recorde, entrementes, o mercado da bolsa recuou até cifras cotadas no ano 1991. E, como pano de fundo da crise, as eleições legislativas do próximo 14 de outubro, que poderiam mudar o mapa político do país. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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