Radio Havana Cuba-14 de novembro 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 14 de novembro 2001 . *REUNIÃO CONTRA A ALCA EM HAVANA ANALISA AÇÕES PARA DERROTÁ-LA *DISCURSO DO CHANCELER CUBANO NA ONU APLAUDIDO PELO TERCEIRO MUNDO *CUBA CONTINUA RECEBENDO MENSAGENS DE SOLIDARIEDADE APÓS O FURACÃO *DEPUTADOS EUROPEUS DEFENDEM MELHORES RELAÇÕES ENTRE UE E CUBA *CUBA E CATAR ASSINAM ACORDO DE PROMOÇÃO E PROTEÇÃO DE INVESTIMENTOS *FESTIVAL INTERNACIONAL DO CINEMA NOVO LATINO-AMERICANO ACONTECERÁ EM HAVANA DE 3 A 13 DE DEZEMBRO Comentario: *A COOPERAÇÃO É O CAMINHO, E A COORDENAÇÃO DE AÇÕES O MÉTODO, PARA ELIMINAR O TERRORISMO . *REUNIÃO CONTRA A ALCA EM HAVANA ANALISA AÇÕES PARA DERROTÁ-LA Havana, 14 novembro(RHC)-- A necessidade de derrotar o modelo de integração que tenciona-se impor em todo o hemisfério, que levaria a anexação total de todos os países da região aos Estados Unidos, impera nas falas dos participantes do Encontro Hemisférico de Luta contra a ALCA-Área de Livre Comércio das Américas- que começou na terça-feira no Palácio das Convenções de Havana. A abertura do encontro foi prestigiado pelo presidente Fidel Castro. Mais de 600 representantes de 34 países, inclusos delegados solidários da Europa, analisam ações para conter o processo, cujo principal promotor, os EUA, quer sua entrada em vigor antes do ano 2005. Os delegados sustentam que é preciso negar-se a negociar qualquer tipo de integração com o império, que só busca a subordinação econômica e política das nações latino-americanas e caribenhas. No se entendimento, deve se criar movimento que informe aos povos a verdadeira essência do projeto ALCA, negociado em silêncio e só se soube alguma coisa a respeito ao divulgarem-se parágrafos do documento no mes de abril passado, na cidade canadense de Quebec, a partir da pressão exercida pelos povos. *DISCURSO DO CHANCELER CUBANO NA ONU APLAUDIDO PELO TERCEIRO MUNDO Havana, 14 novembro(RHC)-- O discurso pronunciado na véspera pelo chanceler cubano Felipe Pérez Roque na ONU foi longamente ovacionado. Ao concluir, numerosas delegações presentes na Assembléia Geral das Nações Unidas, principalmente de países do Terceiro Mundo, se aproximaram do ministro cubano e o parabenizaram admitindo que só Cuba pode dizer livremente tudo o que pensa, e externaram seu agradecimento a quem atribuiam que falara em nome de todos os povos. *CUBA CONTINUA RECEBENDO MENSAGENS DE SOLIDARIEDADE APÓS O FURACÃO Havana, 14 novembro(RHC)-- O governo da Coréia do Norte mandou mensagem de condolências ao presidente Fidel Castro pelos prejuízos provocados pelo devastador furacão em dias passados. Igualmente, recebemos mensagem de solidariedade de José Antonio Fernández Martinez, porta-voz do Comitê Asturiano contra o bloqueio e Solidariedade a Cuba. Na véspera, chegaram dois aviões carregados de ajuda humanitária da Rússia, enviada pelo governo de Moscou. Os aviões trouxeram alimentos para bebês, carne enlatada, e vidro para portas e janelas. Por sua vez, o México e o Belize anunciaram que vão mandar ajuda aos danificados do furacão Michelle. *DEPUTADOS EUROPEUS DEFENDEM MELHORES RELAÇÕES ENTRE UE E CUBA Havana, 14 novembro(RHC)-- Deputados europeus defenderam em Bruxelas o fortalecimento das relações entre a União Européia e Cuba através de um acordo, que poderia nascer durante o diálogo político marcado para o dia 30 de novembro. O eurodeputado espanhol Ignácio Salafranca destacou a necessidade de progredir em direção a uma forma institucional com a Ilha. Por sua vez o alemão Wolfgang Kreissl- Dorfler advogou pelas negociações para um acordo marco e sem colocar condições preliminares a Cuba. A retomada do diálogo político entre a UE e Cuba foi decidida após reunião sustentada na segunda-feira passada, em Nova York, entre o chanceler Felipe Pérez Roque, seu colega belga Louis Michel, o representante para a Política Exterior e Segurança da UE, Javier Solana, e o comissário europeu das Relações Exteriores, Cris Patten. *CUBA E CATAR ASSINAM ACORDO DE PROMOÇÃO E PROTEÇÃO DE INVESTIMENTOS Havana, 14 novembro(RHC)-- Cuba e Catar assinaram acordo de Promoção e Proteção Recíproca de Investimentos, que abre novas possibilidades para ampliar as relações econômicas e comerciais em vários campos. O documento foi assinado em Doha, capital catariana, pelo ministro de Governo de Cuba, Ricardo Cabrisas, e o ministro de Finanças, Economia e Comércio de Catar, Yousef Hussein Kamal, que preside a 4ª Conferêrencia Ministerial da Organização Mundial do Comércio, aberta nessa cidade. Cabrisas disse sentir-se honrado e privilegiado com sua visita a Catar. Para o ministro, o acordo abre novas possibilidades paras ampliar as relações econômicas e comerciais em vários campos, favorecendo especialmente as visitas de homens de negócios em busca de oportunidades, criação de joint ventures e investimento no turismo cubano. O ministro catariano também externou satisfação e recordou que entre os dois países já existem vínculos de colaboração nos setores da saúde e esporte. *FESTIVAL INTERNACIONAL DO CINEMA NOVO LATINO-AMERICANO ACONTECERÁ EM HAVANA DE 3 A 13 DE DEZEMBRO Havana, 14 novembro(RHC)-- O Festival Internacional do Cinema Novo Latino-Americano acontecerá nesta capital de 3 a 13 de dezembro. Além das tradicionais fitas latino-americanas em competição, haverá mostras européias, norte-americanas e de outros países. Em concurso, haverá três filmes cubanos: Mel para Oxúm, As noites de Constantinopla e Miradas. E na seção de ópera prima, uma obra do realizador cubano Juan Carlos Cremata, e vários filmes argentinos. O Brasil, Chile, Peru e Venezuela, e outras nações do continente, exibirão filmes no mundialmente conhecido festival. Comentario: *A COOPERAÇÃO É O CAMINHO, E A COORDENAÇÃO DE AÇÕES O MÉTODO, PARA ELIMINAR O TERRORISMO Cuba reiterou que rejeita a guerra como método para combater o terrorismo, insistiu na colaboração internacional sob a direção da ONU para eliminar esse flagelo, e exortou o governo dos EUA a deter sua campanha militar contra o Afeganistão, que tudo indica só escolheu civis inocentes como vítimas. Ao falar na terça passada, na Assembléia Geral da ONU, o chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, externou suas condolências aos povos dos EUA e da República Dominicana pelo acidente do avião da American Airlines, que caiu na segunda em Nova York. Ao se referir à guerra contra o Afeganistão, tachou-a de inútil e brutal. Pelos seus propósitos duvidosos, esta guerra não poderá jamais ser justificada do ponto de vista ético e do direito internacional. Seus responsáveis serão um dia julgados pela história. Cuba, desde o começo, se opôs a esta guerra como método absurdo e ineficaz para eliminar o terrorismo, e reitera que este conflito só vai gerar mais ódio e fazer crescer o perigo de novas ações desse caráter. Ninguém tem o direito de continuar assassinando crianças, agravando a crise humanitária e lançando à miséria e à morte milhões de refugiados afirmou Pérez Roque. De que coalizão internacional se fala, sobre o que sustenta sua legitimidade, se começou por desconsiderar escandalosamente a Assembléia Geral da ONU. Os EUA não fomentaram a colaboração internacional, e sim impuseram de maneira unilateral sua guerra, e proclamaram insolitamente que quem não aderir a ela está junto ao terrorismo afirmou o chanceler cubano, e disse que o precário apoio obtido por Washington se baseia na imposição através de ameaças e pressões. Pérez Roque condenou a postura dos EUA que, no seio do Conselho de Segurança da ONU, proclamaram que tinham o direito de atacar outros países no futuro. Este anúncio é a proclamação do direito de uma superpotência de passar por cima das fracas e incompletas normas que protegem a soberania, a segurança e os direitos dos povos. Cuba rejeita, calma e firme, essa linguagem. Só sob a liderança da ONU o terrorismo poderá ser derrotado. A cooperação, e não a guerra, é o caminho; a coordenação de ações, e não a imposição, é o método. Eliminar o terrorismo de raiz, derrotando entre outros fatores suas causas, tem de ser um de nossos objetivos, e não a afirmação hegemônica do poder de uma superpotência, tornando-nos cúmplices de sua arrogância e arbitrariedade apontou o chanceler cubano. Em seu discurso, na terça passada, na plenária da Assembléia Geral das Nações Unidas, Pérez Roque recordou que Cuba ratificou todos os instrumentos jurídicos contra o terrorismo, e apóia uma convenção geral para o combate internacional a esse flagelo, sempre que for no marco da Assembléia Geral, até hoje desconsiderada. Isso nos permitirá precisar, com exatidão, a definição de terrorismo. Deve se impedir que uns poucos interessados tratem de encaixar nessa definição o direito dos povos de lutarem pela sua autodeterminação ou contra a agressão estrangeira. Deve ser estabelecido, de forma clara, que o apoio, incitação, financiamento ou encobrimento de ações terroristas por parte de um Estado é também ato de terrorismo sublinhou o chanceler cubano. Indicou que Cuba trabalha para criar uma legislação própria contra o terrorismo, e apóia a convocatória de uma conferência internacional, condizente com a iniciativa apresentada pelo Movimento dos Países Não-Alinhados. Mais adiante, Pérez Roque apontou que a guerra contra o Afeganistão agravou mais ainda a crise econômica e social que sofre o mundo em conseqüência do neoliberalismo, e disse que é necessário freá-la, porque torna impossível o objetivo de materializar o direito ao desenvolvimento e a decisão de eliminar a pobreza. Cuba está disposta a organizar uma coalizão contra a pobreza, a fome, a ignorância, as doenças, e o flagelo da AIDS que hoje devasta o continente africano, uma coalizão pelo desenvolvimento sustentável, pela preservação do meio ambiente e contra a destruição do planeta. Cuba reclama da Assembléia Geral, do Conselho de Segurança e da ONU, encararem novamente entre suas máximas prioridades, o debate desses problemas, dos quais depende a vida de 4 bilhões e 500 milhões de habitantes do Terceiro Mundo, cujos direitos e esperanças ficaram, também, sepultados sob as torres gêmeas indicou o chanceler cubano. Disse que com o moral de ter sido vítima do terrorismo nos últimos 40 anos, com Cuba pode se contar para qualquer causa justa, mas não se pode dobrá-la pela força nem impor fórmulas absurdas ou aventuras vergonhosas. Faz muitos anos, proclamamos que para os cubanos o dilema histórico é Pátria ou Morte, daí nossa confiança e certeza de que somos, e continuaremos sendo, um povo digno, soberano e justo afirmou o chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, em seu discurso, na terça passada, perante a Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. Todos os direitos reservados. ================================================================= NY Transfer News Collective * A Service of Blythe Systems Since 1985 - Information for the Rest of Us 339 Lafayette St., New York, NY 10012 http://www.blythe.org e-mail: nyt@blythe.org ================================================================= rhc-por-29452 2001-Nov-14 23:11:42