Radio Havana Cuba-02 de novembro 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 02 de novembro 2001 . *PRESIDENTE FIDEL CASTRO FALA HOJE SOBRE A SITUAÇÃO INTERNACIONAL E A CRISE ECONÔMICA MUNDIAL *PRÊMIOS DA FEIRA INTERNACIONAL DE HAVANA *FURACÃO MICHELLE AMEAÇA PORÇÃO OESTE DE CUBA *BOMBAS DE FRAGMENTAÇÃO CHOVEM SOBRE COLINAS DE CABUL, KANDAHAR, MAZAR-I-SHARIF *MILHARES DE PESSOAS PROTESTAM NO PAQUISTÃO CONTRA A GUERRA *SUBIDA RECORDE DO DESEMPREGO NOS EUA *ARGENTINOS NÃO ACREDITAM NO PACOTE DE EMERGÊNCIA DE FERNANDO DE LA RÚA *APRESENTADAS PROVAS NO JULGAMENTO DE TRÊS CIDADÃOS GUATEMALTECOS EM HAVANA Comentario: *BOMBARDEIOS SELVAGENS CONTRA O AFEGANISTÃO CONTINUAM SEM RESULTADOS CONCRETOS . *PRESIDENTE FIDEL CASTRO FALA HOJE SOBRE A SITUAÇÃO INTERNACIONAL E A CRISE ECONÔMICA MUNDIAL Havana,2 novembro(RHC)-- O presidente Fidel Castro fala hoje às 18h (hora local) por rádio e televisão sobre a atual situação internacional, a crise econômica e a maneira em que Cuba pode ser afetada. *PRÊMIOS DA FEIRA INTERNACIONAL DE HAVANA Havana, 2 novembro(RHC)-- Os prêmios de qualidade, design e publicidade da 19ª Feira Internacional de Havana serão entregues hoje. Concorrem mais de 1650 firmas de 60 países que continuarão promovendo seus produtos até o próximo domingo. Reportagem do jornal cubano Granma destaca a presença de quase 1 200 empresas estrangeiras na Feira de Havana, uma prova do interesse do empresariado mundial no mercado cubano, que goza de prestígio dada sua seriedade e segurança para os investimentos e cooperação. Em coletiva de imprensa em Havana, Pierre Pringuet, diretor-geral da firma francesa Pernor Ricard, parceira comercial de Cuba na comercialização mundial do famoso rum Havana Club, revelou que a taxa média de crescimento anual do lendário rum cubano é de 26% de 1995 ao 2000, o que lhe permitiu entrar no seleto grupo das marcas milionárias. Particular transcendência teve na Feira de Havana, a presença de 64 empresas da Federação Russa, que ostenta crescimento de 50% em relação à sua participação no ano 1999. *FURACÃO MICHELLE AMEAÇA PORÇÃO OESTE DE CUBA Havana, 2 novembro(RHC)-- O furacão Michelle, situado a cerca de 400 quilômetros a sudeste de Cuba, tem trajetória errante em direção norte-noroeste e desloca-se lentamente a cinco quilômetros por hora, acompanhado por copiosas chuvas. Diante do perigo para Cuba, o governo adotou medidas. Cento e 30 mil pessoas, a maioria estudantes, tiveram de abandonar certos lugares na porção oeste da Ilha e mais de 500 turistas hospedados em Cayo Largo foram levados a Varadero. A velocidade dos ventos de Michelle é de 120 quilômetros/hora. O furacão deve afetar as províncias do oeste e centro de Cuba no fim de semana provocando, também, fortes chuvas nas Ilhas Caimán e Jamaica. Ao passar pela América Central, Michelle ocasionou grandes enchentes na Costa Rica, Nicarágua e Honduras, com saldo de doze mortos, 26 desaparecidos e consideráveis prejuízos materiais. *BOMBAS DE FRAGMENTAÇÃO CHOVEM SOBRE COLINAS DE CABUL, KANDAHAR, MAZAR-I-SHARIF Havana, 2 novembro(RHC)-- Bombardeiros pesados norte-americanos B-52 continuam saturando de bombas de fragmentação as colinas de Cabul, Kandahar e a estratégica cidade de Mazar-I.Sharif, tentando liquidar a linha defensiva dos talibãs no norte do Afeganistão. Segundo notícias veiculadas no Paquistão, os aviões jogaram milhares de toneladas de bombas na planície de Somali e nas colinas Tutakhan, a norte da capita afegã, onde a onda expansiva das explosões estremeceu prédios distantes da linha de frente. O cônsul talibã na cidade paquistanesa de Carachi, Rahmalulah Kakased, denunciou que os Estados Unidos utilizaram armas químicas em seus bombardeios contra o Afeganistão, nas últimas semanas. Em declarações à televisão catariana Al Jazeera, o diplomata confirmou que o máximo líder do Taleban, o mulá Omar, e o saudi Osama Bin Laden estão gozando de boa saúde apesar dos bombardeios norte-americanos. *MILHARES DE PESSOAS PROTESTAM NO PAQUISTÃO CONTRA A GUERRA Havana, 2 novembro(RHC)-- Milhares de pessoas saíram às ruas da cidade paquistanesa de Quetta para protestar contra os bombardeios norte-americanos, e nas principais avenidas de outras cidades se apostaram policiais para impedir novas manifestações. Em Islamabad também se soube que 1 200 guerreiros de tribos paquistanesas entraram no Afeganistão para lutar ao lado dos talibãs contra os Estados Unidos. Outras notícias confirmam que o Japão mandará seis navios, quatro aviões e 1 100 homens ao Oceano Índico em missão de apoio logístico às tropas norte-americanas que bombardeam Afeganistão há 27 dias sob o pretexto de lutar contra o terrorismo. *SUBIDA RECORDE DO DESEMPREGO NOS EUA Havana, 2 novembro(RHC)-- O departamento de Trabalho dos EUA informou que a taxa de desemprego no país aumentou 5,4% no mes de outubro, subida recorde em um mes, nos últimos 21 anos. Os 415 mil trabalhadores demitidos são uma prova a mais dos efeitos devastadores dos atentados de 11 de setembro na economia norte-americana, que está à beira da recessão. *ARGENTINOS NÃO ACREDITAM NO PACOTE DE EMERGÊNCIA DE FERNANDO DE LA RÚA Havana, 2 novembro(RHC)-- Jornais argentinos ligados a setores financeiros não acreditam no plano de emergência anunciado na véspera pelo presidente Fernando de la Rúa para sair da grave crise econômica. Entremente, a taxa risco-país subiu na sexta-feira para mais de 2 500 pontos, número nunca antes registrado e o mais alto do mundo. Para o jornal Âmbito Financeiro, trata-se de uma chamada audaz de última tentativa para evitar a cessação total de pagamentos. O plano poderia até ter chance se não fosse truncado pelo lado político, o que é habitual na Argentina. Em referência ao programa de emergência, o jornal Buenos Aires Econômico assina um artigo intitulado "De la Rúa disfarça a cessação de pagamentos e reza para que o mercado acredite nele". O primeiro mandatário da Argentina divulgou o plano que prevê, entre outros, rebaixa de juros da volumosa dívida nacional de quatro bilhões de dólares e o refinanciamento a empresas endividadas. *APRESENTADAS PROVAS NO JULGAMENTO DE TRÊS CIDADÃOS GUATEMALTECOS EM HAVANA Havana, 2 novembro(RHC)-- Provas documentais foram apresentadas nesta sexta-feira no julgamento de três cidadãos guatemaltecos, em Havana. Os três queriam explodir bombas em lugares públicos, principalmente em hotéis da capital cubana no ano de 1998. As provas contra Nadel Kamal Musalam, Yazid Fernandez Mendoza e Maria Elena González Mesa de Fernández contêm fortes indícios de sua conexão com a terrorista Fundação Nacional Cubano-Americana, com sede em Miami. As investigações demonstram que os indiciados, todos confessos, foram recrutados por Francisco Chávez Abarca, criminoso diretamente ligado a Arnaldo Monzon Plasencia e Luis Posada Carriles, que está detido no Panamá por costurar atentado para matar o presidente cubano Fidel Castro. No primeiro dia da vista oral e pública, a Promotoria solicitou sentenças de 20 e 30 anos de cadeia para os réus. Estes declararam, na véspera, terem recebido em Cuba atendimento médico, serviços religiosos e direito de comunicação com seus familiares, e bom tratamento na prisão. Comentario: *BOMBARDEIOS SELVAGENS CONTRA O AFEGANISTÃO CONTINUAM SEM RESULTADOS CONCRETOS Finaliza a quarta semana de ataques aéreos conjuntos dos dois exércitos mais poderosos do mundo, Estados Unidos e Grã-Bretanha, contra um dos países mais atrasados do ponto vista tecnológico e de infra-estrutura urbana, sem que possam mostrar ao mundo outra coisa senão os corpos mutilados de crianças inocentes. Com certeza, essas crianças massacradas pelas bombas não tiveram nem idéia da existência dessas potências e seu primeiro contato com a denominada tecnologia de ponta, em seu formato de guerra, foi também o último. Não sobreviveram para contar a experiência. Essas imagens, e as de humildes casas de barro e pedra destruídas, são tudo que atingiram após 27 dias de ataque, durante os quais lançaram mais de quatro mil bombas, em espiral de erros e horrores, que estão minando o apoio que tiveram nos primeiros dias. A consciência da humanidade está acordando e as capitais e principais cidades européias têm sido teatro de grandes manifestações, dezenas de milhares de pessoas pedindo o fim de uma vigança atroz, que está deixando pequena a tragédia de 11 de setembro passado. Não se sabe até quando vai durar a força da aliança militar contra o Afeganistão, mas as pressões contra o governo trabalhista britânico, dentro e fora do país, estão começando a ter efeito e o leveram até a falar para a nação e tentar explicar o que está se passando na guerra. Alguns experts, como o coronel Terence Taylor, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, com sede em Londres, afirmam que a ineficácia militar demonstrada nos ataques aéreos, derivados da ineficiência dos serviços de inteligência, estão minando as relações entre os aliados. O próprio comandante da marinha real britânica, Roger Lane, declarou à BBC que não serão enviadas tropas ao Afeganistão até que se saiba claramente quais são os alvos. Por sua vez, nos Estados Unidos, o entusiasmo também se esfria e segundo enquete do jornal The New York Times, apenas 25% dos entrevistados pensa que a guerra vai muito bem, 58% acha que vai bem e 13% julga que vai mal. Embora o apoio à guerra seja majoritário, sobretudo devido à intensa campanha de propaganda, a queda é evidente. Não é preciso dizer que sobre esta situação paira o fantasma da guerra do Vietnã, que será maior se houver uma campanha por terra e ninguém poderá adiantar qual será a reação dos norte-americanos se começarem a desembarcar os cadáveres de seus soldados. Ainda que o dano já está feito, sempre há tempo para o bom senso, e não viria mal se a opinião pública mundial apoiasse a paz para por fim a uma aventura que só pode trazer desgraças à humanidade. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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