Radio Havana Cuba-27 de marco 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 27 de marco 2001 . *CUBA REJEITA ACUSAÇÕES NORTE-AMERICANAS NA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS *CONVERSAÇÕES OFICIAIS CUBA-ÁFRICA DO SUL, EM HAVANA *VICE-PRESIDENTE DO COMITÊ PERMANENTE DO PARLAMENTO CHINÊS VIAJA À HAVANA *Comentario: AMÉRICA LATINA TEM DE REAGIR ANTE A GLOBALIZAÇÃO NEOLIBERAL . *CUBA REJEITA ACUSAÇÕES NORTE-AMERICANAS NA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS O chanceler Felipe Pérez Roque afirmou que Cuba está presente na Comissão da ONU para os Direitos Humanos, para externar suas verdades com as idéias justas de um povo ao qual nada e ninguém pode dobrar em seu empenho de conquistar a justiça, e ao qual agressões, bloqueios e difamações não conseguiram esmagar sua decisão ferrenha de luta, nem sua independência. Pérez Roque falou, hoje, na plenária da Comissão, em Genebra. Disse que os Estados Unidos acusam Cuba de violar os direitos humanos, mas no fundo sua preocupação é com o fato de um país do Terceiro Mundo ser capaz de escolher seu próprio destino e construir, à sua maneira, um futuro de bem-estar para todos seus filhos. Em seu discurso, o chanceler cubano rejeitou as acusações norte-americanas, tachando-as de injustificáveis, fabricadas e impostas através de pressões na Comissão da ONU para os Direitos Humanos, e um exemplo da incapacidade patológica dos Estados Unidos de aceitarem Cuba como país independente. Pérez Roque disse que após 40 anos de bloqueio genocida, ações terroristas, tentativas de subversão, planos de assassinato contra dirigentes e guerra biológica, a Comissão de Genebra se tornou o mais recente campo de batalha do governo norte-americano contra esta Ilha. Indicou que, em Cuba, os dirigentes desfilam junto ao povo nas manifestações, e externou que um relatório do Departamento de Estado norte-americano sobre a situação dos direitos humanos no mundo teve de reconhecer que em Cuba não há mortos nem desaparecidos por problemas políticos. Sublinhou que ninguém, na plenária da Comissão, poderia mencionar um só caso na Ilha de tortura, de jornalistas assassinados, de sequestro, escravidão infantil, esquadrões da morte, de avós clamando por filhos e netos desaparecidos, ou de um governo que impõe a seu povo programas de ajuste do FMI-Fundo Monetário Internacional, ou que vende as riquezas naturais do país às transnacionais. Felipe Pérez Roque falou que, em Cuba, a Revolução pertence ao povo, e não a uma elite obcecada pelo poder, e a autoridade dos dirigentes se baseia não só na eleição democrática e transparente, sem dinheiro nem corrupção, mas também na convicção do povo de que compartilham suas necessidades, sonhos e dificuldades. Em Cuba, disse o chanceler, se luta para elevar a cultura e a educação, por tornar mais eficiente o sistema político, muito mais democrático do que o dos que a acusam, e se sonha com uma sociedade mais justa e humana, na qual o homem e sua dignidade sejam o centro. O chefe da diplomacia cubana apontou que esta Ilha não aceita pressões nem ameaças, e que é hora de definições: quem acompanhar os Estados Unidos em seu proceder contra a Ilha, não tem autoridade moral para falar de direitos humanos, porque não se pode condenar o bloqueio e ser, ao mesmo tempo, cúmplice das manobras com que se tenta justificá-lo -- apontou o ministro cubano das Relações Exteriores, ao falar, hoje, na plenária da Comissão da ONU para os Direitos Humanos, em Genebra. [ El discurso Espanol de Felipe Pérez Roque esta em noticias Carib de NY Transfer: http://www.blythe.org/nytransfer-subs ] *CONVERSAÇÕES OFICIAIS CUBA-ÁFRICA DO SUL, EM HAVANA Os presidentes de Cuba, Fidel Castro, e da África do Sul, Thabo Mbeki, sustentam conversações oficiais hoje, em Havana. Está prevista a assinatura de acordos encaminhados a ampliar a cooperação bilateral nas áreas de esporte, arte e cultura, técnico-científica e serviços aéreos. Mbeki vai receber a Ordem "José Martí," a mais alta distinção outorgada pelo Conselho de Estado de Cuba. Ontem, o presidente sul-africano, acompanhado por Fidel, visitou o Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia, e outras instalações do pólo científico da capital cubana. *VICE-PRESIDENTE DO COMITÊ PERMANENTE DO PARLAMENTO CHINÊS VIAJA À HAVANA O vice-presidente do Comitê Permanente do Parlamento da China, Yiang Zhengua, viajou a Havana para participar da conferência da União Interparlamentar, a partir de primeiro de abril. A União foi fundada em 1889, com sede em Genebra, sendo a instituição política multilateral mais antiga do mundo. *Comentario: AMÉRICA LATINA TEM DE REAGIR ANTE A GLOBALIZAÇÃO NEOLIBERAL Nos últimos anos se falava que a América Latina devia recuperar-se dos grandes prejuízos do passado, e rumar por caminhos mais seguros, pelo menos para evitar um desabamento econômico e social total. Contudo, foram mantidas as mesmas regras de jogo que levaram a região ladeira abaixo, sem dar chances a eventuais processos de reaquecimento nacional. O Norte, guloso, quer engolir tudo, deixando para depois qualquer solução aos problemas regionais. Porém, essa hora talvez nunca vá chegar... será tarde demais para buscar um remédio aos males crescentes. É importante aproveitar, agora, as grandes vantagens decorrentes dos avanços na ciência e tecnologia. Se continuar pelo caminho atual, o futuro da América Latina será incerto, em meio a grandes conflitos que deixarão espaço só para resolver as necessidades mais urgentes. A América Latina devia garantir crescimentos econômicos não menores de 6 porcento. Isso é conhecido pelos principais dirigentes nacionais. Esse índice deveria ter sido garantido, para impedir que os retrocessos dos anos 80 tornassem a levar a uma década perdida. No começo deste novo século, a região pode mostrar apenas um exíguo crescimento de 3% e, em alguns casos individuais, de crescimento zero ou com tendência negativa. Por outro lado, a maioria das nações do sub-continente abriu mão de importantes faculdades e direitos econômicos. O processo de privatização, acelerado nos últimos tempos, foi lhes privando gradativamente do controle necessário sobre seus recursos. Quando avançar um pouco mais o processo atual, não terão outra opção senão esperar para ver se aparece alguma solução viável. A dívida externa abafante e crescendo sem parar vai engolir tudo, sem remédio. Alguém acha que os poderosos credores vão desistir de cobrar essa dívida, só porque estão lhes pedindo isso? O caminho está cheio de espinhos, sob a ameaça de desabamento da estrutura artificial das bolsas de valores e mercados financeiros mundiais. Os governos latino-americanos praticamente já não tem nada para privatizar, para entregar aos próprios inimigos. Chegará, então, a hora das grandes decisões, e será necessário tomá-las, seja qual for sua magnitude. Essa é a realidade atual, quando se vê uma dívida externa que sobe mais e mais, em meio ao agravamento progressivo dos problemas, hoje ainda sem solução viável. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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