Radio Havana Cuba-09 de marco 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 09 de marco 2001 . *ALARCÓN CONDENA AGRESSIVIDADE NORTE-AMERICANA CONTRA OS POVOS DE CUBA E IRAQUE *DESTACAM IMPORTANTE PAPEL DA MULHER CUBANA NA SOCIEDADE *MULHERES LATINO-AMERICANAS REIVINDICAM SEUS DIREITOS E DENUNCIAM AS INJUSTIÇAS *2º ENCONTRO CUBA-ESTADOS UNIDOS SOBRE SISTEMAS DE URGÊNCIAS MÉDICAS *EMBAIXADOR MEXICANO EM HAVANA FAZ DECLARAÇÕES SOBRE AS RELAÇÕES BILATERAIS *TURISMO CUBANO CRESCERÁ NOS PRÓXIMOS TRÊS ANOS Comentario: *CUBA É UM BASTIÃO DA LUTA CONTRA O NARCOTRÁFICO NO CARIBE MAS NÃO ADMITE NENHUMA CERTIFICAÇÃO: SEU COMPROMISSO E COM O BEM DA HUMANIDADE . *ALARCÓN CONDENA AGRESSIVIDADE NORTE-AMERICANA CONTRA OS POVOS DE CUBA E IRAQUE O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, condenou em Beirute a agressividade norte-americana contra os povos cubano e iraquiano e sublinhou a necessidade de unidade internacional para combatê-la. Durante encontro com seu colega libanês Nabil Berri, o dirigente cubano afirmou que a única maneira de sair vitoriosos diante de um inimigo tão poderoso é a unidade. Alcançar esse propósito é um dos objetivo principais da viagem que realiza Alarcón por cinco países do Oriente Médio. No 3º dia de sua visita ao Líbano, o presidente do Parlamento cubano se deslocou ao povoado de Qana, onde Israel massacrou, faz alguns anos atrás, mais de cem civis durante bombardeio aéreo. Ao evocar aqueles dias, Alarcón externou admiração pelo povo libanês e confiança em que o resto das terras usurpadas por Israel será recuperado. *DESTACAM IMPORTANTE PAPEL DA MULHER CUBANA NA SOCIEDADE A presidente da Federação de Mulheres Cubanas, Vilma Espin, parabenizou as mulheres cubanas pelo seu trabalho de vanguarda na batalha de idéias que trava o povo e destacou o lugar que ocupam no desenvolvimento do país, onde 66% da força técnica média e superior são mulheres. Ao falar no ato pelo Dia Internacional da Mulher, acontecido ontem no memorial Ernesto Che Guevara, na cidade de Santa Clara, Espin ressaltou o trabalho das mulheres na agricultura, das mais de 80 mil brigadistas sanitárias, assistentes sociais e o desempenho das 174 casas de orientação à mulher e à família. A presidente da Federação de Mulheres Cubanas recebeu as chaves da cidade de Santa Clara em reconhecimento à sua participação da luta revolucionária, seus mais de 40 anos na direção da FMC e seu trabalho pela integração das cubanas à nova sociedade, que abriu as portas para sua emancipação. *MULHERES LATINO-AMERICANAS REIVINDICAM SEUS DIREITOS E DENUNCIAM AS INJUSTIÇAS Diversas associações e instituições latino-americanas aproveitaram o Dia Internacional da Mulher para reivindicar os direitos das mulheres e denunciar as injustiças que sofrem. No Brasil, o Movimento dos Sem-Terra mobilizou mais de 40 mil mulheres em atos de protesto contra a política econômica neoliberal do governo em, pelo menos, 17 capitais de estado. Na Argentina, houve passeata até a Plaza de Mayo, em frente à sede do governo, para exigir a cessação da violência e da pobreza, mais empregos e em apoio aos direitos reprodutivos. O Presidente venezuelano Hugo Chávez assistiu, em Caracas, ao ato central pelo Dia Internacional da Mulher, onde disse que só através de uma verdadeira revolução pode a mulher ocupar o lugar que lhe corresponde na sociedade. Na maioria dos países centro-americanos, milhares de mulheres saíram às ruas em passeata para exigir respeito aos seus direitos e protestar contra a discriminação praticada contra elas. *2º ENCONTRO CUBA-ESTADOS UNIDOS SOBRE SISTEMAS DE URGÊNCIAS MÉDICAS O 2º Encontro Cuba-Estados Unidos sobre sistemas de urgência médica começa hoje, em Havana, com a participação de especialistas cubanos e de 11 conceituados cientistas norte-americanos procedentes de Los Angeles, Michigan, Baltimore e Boston. A oficina viabilizará a troca de experiências sobre primeiros auxílios no caso de traumas de crâneo e tórax, danos por compressão e casos de desastres, assim como síndromes coronárias, falhas do coração e embolismo pulmonar. O ministério da Saúde cubano impulsiona programa de urgências médicas, emergências e terapias de alto nível em quase todas as províncias do país. *EMBAIXADOR MEXICANO EM HAVANA FAZ DECLARAÇÕES SOBRE AS RELAÇÕES BILATERAIS O embaixador mexicano em Havana, Ricardo Pascoe, afirmou que existem vastas perspectivas de aprofundar as relações entre México e Cuba. Pascoe, que assistiu à mesa-redonda sobre os preparativos do 18º Congresso da Central de Trabalhadores de Cuba, manifestou interesse em conhecer o processo de debates do movimento operário cubano. "Sempre tive muito a ver com os processos sindicais," declarou Pascoe, que faz alguns anos foi secretário-geral do Sindicato Independente de Trabalhadores da Universidade Autônoma Metropolitana. O embaixador destacou as históricas relações entre o movimento operário de ambos os países, e disse ter certeza de que estes vínculos podem se ampliar. *TURISMO CUBANO CRESCERÁ NOS PRÓXIMOS TRÊS ANOS Cuba calcula receber, no ano 2005, mais de três milhões de turistas estrangeiros, revelou o ministro do Turismo Ibrahim Ferradaz à revista "Prisma," editada em Havana. Anunciou que a Ilha terá à disposição dos visitantes, nessa data, de 50 mil a 52 mil capacidades de alojamento, ou seja, 15 mil a mais do que hoje. Nos últimos dez anos o crescimento médio anual do fluxo turístico foi de 19% e o aumento das capacidades 11%. Agora-disse o ministro- queremos diversificar os mercados e estamos fazendo grande promoção na Suíça, Áustria, Bélgica, Holanda, Chile, Brasil, China, Japão e Rússia. Atualmente, os primeiros emissores de turistas a Cuba são o Canadá, Alemanha, Itália, Espanha, França, Reino Unido, México e Argentina. . Comentario: *CUBA É UM BASTIÃO DA LUTA CONTRA O NARCOTRÁFICO NO CARIBE MAS NÃO ADMITE NENHUMA CERTIFICAÇÃO: SEU COMPROMISSO E COM O BEM DA HUMANIDADE Cuba não aparece na lista de 23 países, preparada por Washington para certificar ou não seu comportamento na luta contra o narcotráfico neste hemisfério. Ao governo revolucionário não lhe interessam os ditados dos Estados Unidos em relação ao narcotráfico e seu provável vínculo com outro assunto que pretenda desconsiderar a independência e a soberania total de Cuba. Nos dias em que estava preparando a lista, o Departamento de Estado declarou que Cuba não é um país relevante no trânsito de drogas para os Estados Unidos, mas continua sendo uma preocupação para as agências antinarcóticos do governo de Washington. Esta afirmação pretende ignorar até a geografia regional onde se situa a grande potência, o principal mercado dos entorpecentes no mundo. A idéia da declaração é não admitir o muito que fez durante anos para impedir que seu território, a apenas 90 milhas de distância dos EUA, seja usado como ponte pelos contrabandistas que buscam o mercado mais rico para a droga. A nota norte-americana acrescenta que a preocupação baseia-se na falta de informação oficial sobre o consumo interno de drogas em Cuba e sua possível utilização para o tráfico. Washington sabe muito bem que Cuba é provavelmente o país onde menos drogas ilícitas se consomem em todo o hemisfério ocidental. Desde a vitória da Revolução, as drogas, que procediam principalmente dos Estados Unidos, foram totalmente erradicadas e perseguido seu tráfico interno ou para o exterior, com maior dedicação que muitos outros países, inclusos os Estados Unidos, minados por essa epidemia social. As autoridades norte-americanas insistem em ignorar o trabalho das autoridades cubanas neste aspecto e tentam não ver o resto da obra social feita em Cuba desde a vitória da Revolução em 1959. Por isso, se enganaram sempre em relação a este país ao longo de mais de quatro décadas, mantendo-o bloqueado com intenções subversivas e genocidas. As autoridades cubanas sempre estiveram dispostas a cooperar com as norte-americanas na luta contra o narcotráfico, mas estas últimas não quiseram nem sequer assinar acordo com Cuba a respeito, apesar de terem se beneficiado do trabalho desinteressado da Ilha. Dizem que não tem informação, e mentem com cinismo porque até oficiais cubanos foram voluntariamente aos EUA para depor como testemunhas contra narcotraficantes capturados pelas autoridades cubanas. Procurem os governantes ianques outro pretexto mais fiável, o que seria difícil, para colocar em dúvida a integridade em Cuba. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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