Radio Havana Cuba-21 de maio 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 21 de maio 2001 . *FIDEL AFIRMA QUE CUBA SOBREVIVEU 40 ANOS DE BLOQUEIO E AGRESSÕES DADO O CONSENSO DO POVO EM FAVOR DA REVOLUÇÃO *CHEGAM MAIS MÉDICOS CUBANOS À VENEZUELA *INVESTIMENTOS CUBANOS NO TURISMO Comentario: *POLÍTICA EXTERIOR DA ADMINISTRAÇÃO REPUBLICANA DARÁ MUITAS DORES DE CABEÇA AOS EUA . *FIDEL AFIRMA QUE CUBA SOBREVIVEU 40 ANOS DE BLOQUEIO E AGRESSÕES DADO O CONSENSO DO POVO EM FAVOR DA REVOLUÇÃO O Presidente Fidel Castro afirmou que a Revolução Cubana sobreviveu 42 anos de bloqueio e outras agressões da potência mais poderosa da história, porque existe real democracia representativa e participativa e um sólido consenso do povo a favor de seu projeto político e sócio-econômico. Em entrevista concedida ao canal de televisão catariano Al-Ezra, durante sua visita ao país árabe, Fidel Castro recordou que, em Cuba, nunca se utilizou a força contra o povo. Nunca se dispersou uma manifestação, nem se utilizaram gases lacrimogeneos, nenhuma pessoa foi arrastada pelas ruas como se vê praticamente todos os dias nas denominadas democracias do ocidente. Diante da campanha de desinformação sobre o modelo político cubano, o presidente Fidel Castro explicou que, em Cuba, há eleições nas que o povo e não o partido indica os candidatos em reuniões de moradores de bairro, e dessas reuniões participa mais de 95% dos eleitores. Enquanto isso, nos que criticam a democracia cubana, principalmente Estados Unidos, só vota 50% dos eleitores, porque os candidatos eleitos pelos partidos não representam os interesses da maioria da população. O líder cubano frisou que nos EUA, que se consideram os campeões da democracia, não se aplicam conceitos básicos da democracia, por exemplo, liberdade, igualdade e fraternidade. E denunciou que os milhões de cidadãos desse país que não sabem ler nem escrever e vivem nos guetos negros e latinos, não podem falar nem participar do governo. Ao responder o que se passará em Cuba quando ele não estiver fisicamente, Fidel Castro disse ter a esperança de que o país será cada dia melhor, e recordou que ao sair vitoriosa a revolução havia 30% de analfabetos e, hoje, é zero por cento, a educação média é de nona série e o país ostenta uma grande cultura política. Quanto à situação econômica atual de Cuba, o Presidente Fidel Castro comentou que fala-se muito nos problemas do país, mas não se diz mundo afora que a Ilha suporta um terrível bloqueio econômico, é agredida e perseguida, submetida à guerra política, econômica, ideológica, mesmo assim, os Estados Unidos não puderam dobrá-la. "Nas campanhas para desmoralizar nosso sistema político não dizem que Cuba ostenta o mais elevado número per cápita de médicos e professores no mundo, apesar das constantes agressões norte-americanas," frisou o líder cubano. Em outras declarações à televisão de Catar, Fidel Castro ponderou que o Fundo Monetário Internacional era o instrumento do colonialismo e do saque dos povos. Quanto à classe operária atual, estimou que continuará desempenhando um papel importante no desafio que impõe a globalização neoliberal. Na abordagem de aspectos relativos à situação de violência no Oriente Médio, Fidel Castro defendeu solução política séria e justa, e manifestou indignação com o genocídio que comete Israel contra o povo palestino. Na entrevista, transmitida no domingo pela televisão cubana, o Chefe de Estado cubano também comentou outros conflitos anteriores nessa região, por exemplo a guerra entre o Irã e o Iraque, que enfraqueceu a causa árabe e a do Islã, e a guerra do Golfo, que nunca deveria ter acontecido e cujas trágicas consequências padecem, hoje, milhões de pessoas. O máximo dirigente cubano renovou sua oposição ao bloqueio imposto contra o Iraque porque é criminoso e ocasionou milhares de mortos nesse país e frisou que sentia respeito pelo heróico povo iraquiano e por toda a comunidade árabe. Fidel Castro destacou as relações de amizade entre Cuba e as nações árabes e agradeceu o voto dos paises dessa região, membros da comissão da ONU para os Direitos Humanos,contra a resolução anticubana em Genebra. Disse que tinha sido uma posição corajosa e muito solidária a Cuba, apesar das pressões e chantagens exercidas pelos Estados Unidos e seus aliados. "Com fatos, e não com palavras, se demonstram os sentimentos e isso é o que caracteriza as relações entre Cuba e o mundo árabe," pontuou o líder cubano na entrevista à televisão de Catar. *CHEGAM MAIS MÉDICOS CUBANOS À VENEZUELA Mais trinta médicos cubanos chegaram à Venezuela para reforçar o serviço prestado por outros compatriotas nas zonas rurais do país, dentro do Acordo Integral de Cooperação assinado pelas duas nações. Os médicos cubanos prestam serviços nas zonas mais necessitadas do estado de Barinas, atendendo pedido das autoridades locais. Com a chegada do novo grupo à Venezuela, elevou-se a 178 o número de membros da brigada médica cubana ali, a maioria deles trabalhando no estado de Vargas. Nesse estado venezuelano, o governo de Caracas entregou ontem a Ordem Francisco de Miranda a 86 membros da brigada médica cubana. *INVESTIMENTOS CUBANOS NO TURISMO Importantes investimentos se realizam no porto de Casilda, na província cubana de Sancti Spíritus, que permitirá receber, em breve, cruzeiros turísticos. O ministro cubano do Transporte, Álvaro Pérez, informou que a agilização das obras no porto espirituano possibilitará terminar os trabalhos no final deste ano. Casilda será, assim, o quarto ponto de escala de cruzeiros turísticos na Ilha. Os outros são Havana, Cienfuegos e Santiago de Cuba. Igualmente, permitirá a atracação de navios de maior calado procedentes de diversas partes do mundo. . Comentario: *POLÍTICA EXTERIOR DA ADMINISTRAÇÃO REPUBLICANA DARÁ MUITAS DORES DE CABEÇA AOS EUA Não se trata apenas da globalização neoliberal, que vem criando graves problemas aos países subdesenvolvidos. Há outros aspectos na política dos Estados Unidos que vão colocando esse país numa posição contrária aos interesses do mundo. O recente rechaço dos acordos de Kyoto para reduzir a poluição atmosférica desagradou profundamente muitos países, alguns ficaram calados, mas a maioria protestou contra essa atitude egoísta, levando em conta que o aparato industrial norte-americano é o maior do mundo, portanto, a maior poluição corre por sua conta. A maioria dos países entende que deve controlar as operações de suas indústrias para reduzir o envenenamento atmosférico, que está ocasionando graves danos ao ar, terra e águas subterrâneas, sem as quais não se pode produzir nada, portanto, a desgraça será universal e as consequências irreparáveis. Nas questões políticas os Estados Unidos também estão no caminho errado. Parece que estão se afastando, de propósito, das conversações de paz entre israelenses e palestinos, continuam armando Israel e apoiando-o de maneira irrestrita, favorecendo com isso a possibilidade de uma nova guerra no Oriente Médio, dirigida não só contra os palestinos, mas também contra o mundo árabe. Os palestinos ficaram isolados e cercados nos seus pequenos territórios, sem nenhuma chance para progredir. Quanto ao famoso projeto norte-americano do escudo antimíssil, que não convence ninguém, indica claramente que conhecem muito bem os perigos aos quais estão se expondo com semelhante política. Ao mesmo tempo, estão trabalhando febrilmente para que toda a América Latina apóie o processo da Área de Livre Comércio das Américas, ALCA, com o qual serão os donos da economia de todos os países do continente. O presidente George W. Bush mantém feroz política anticubana, criando condições para endurecer ainda mais o bloqueio econômico contra Cuba que leva mais de quarenta anos em pé, e prepara outras agressões anticubanas. Seu projeto é deixar Cuba sozinha neste hemisfério, isolada, bloqueada e perseguida, para obrigá-la a se render e entregar-se mansamente aos planos que o imperialismo está elaborando contra o nosso continente. Os países em desenvolvimento devem estar claros de que toda essa política só visa a anexação da América Latina, neutralizar a autoridade de seus povos e governos, estabelecer uma espécie de neocolonialismo, que lhe permita dominar ao mundo. A última palavra é dos povos em relação à ALCA. Não há direito à outra coisa. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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