Radio Havana Cuba-08 de maio 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 08 de maio 2001 . *PRESIDENTES CASTRO E KHATAMI SUSTENTAM CONVERSAÇÕES EM TEERÃ *EU EXCLUÍDOS DA COMISSÃO DA ONU PARA O CONTROLE DE ENTORPECENTES *CUBA RENOVA SEU DIREITO DE JULGAR TERRORISTAS PRESOS NO PANAMÁ *EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS CUBANOS NO MÉXICO *CUBA E ALEMANHA: COLABORAÇÃO NOS SETORES DA CIÊNCIA E EDUCAÇÃO Comentario: *DEMOCRACIA NORTE-AMERICANO E NEOLIBERALISMO NA AMÉRICA LATINA . *PRESIDENTES CASTRO E KHATAMI SUSTENTAM CONVERSAÇÕES EM TEERÃ O Presidente Fidel Castro, que chegou ontem a Teerã procedente da Argélia, foi recebido nesta terça-feira pelo presidente da República Islâmica do Irã Seyed Mohamed Khatami, em solenidade oficial no palácio presidencial. Ambos passaram revista à companhia de cerimônias formada em sua honra e posaram sorridentes aos fotógrafos. Antes de iniciarem conversações oficiais deram breves declarações à imprensa. Fidel Castro disse sentir-se contente com o privilégio de visitar o Irã. "Cheguei quase 22 anos depois da vitória da revolução no Irã e para mim, e muitos do outro lado do Atlântico o Irã é uma lenda, e eu tenho o privilégio de estar nesta terra lendária," sublinhou o líder cubano. O Irã é um país de cultura milenar, ponderou Fidel Castro, tem sido um povo batalhador, inteligente e corajoso ao longo da história, e hoje está desempenhando um papel muito importante. Há pouco mais de 20 anos, o Irã tinha um papel muito triste, imposto pelo imperialismo, o papel de ser o gendarme principal do império na região do Golfo. Hoje, vejo um Irã muito diferente porque é o principal baluarte da dignidade e da independência na região." Houve uma grande mudança histórica, frisou Fidel Castro, e para mim é uma honra reunir-me com estes dirigentes, com este povo que foi capaz de dar este salto. Todos os povos progressistas e amantes da independência, todos os que queremos um mundo melhor e mais justo, vemos no Irã um amigo, um irmão.Fidel Castro e a delegação que o acompanha visitaram, mais tarde, o mausoléu do fundador da República Islâmica, o Imã Khomeini, situado a 13 quilômetros a sul de Teerã. O porta-voz da chancelaria iraniana, Hamed Reza Assefi, declarou à imprensa que durante a visita de Fidel Castro as duas nações analisarão as vias para o fortalecimento das relações políticas, comerciais, econômicas e culturais. Igualmente, serão tratados assuntos relativos ao trabalho do Grupo dos 77, presidido atualmente pela nação persa, o Movimento de Países Não Alinhados, e ações dos dois países nos organismos internacionais. *EU EXCLUÍDOS DA COMISSÃO DA ONU PARA O CONTROLE DE ENTORPECENTES Os Estados Unidos vão de mal a pior depois da derrota sofrida em Genebra ao serem excluídos da Comissão da ONU para os Direitos Humanos. Agora, acabam de ser excluídos da Comissão Internacional de Controle de Entorpecentes. Herbert Okun, candidato norte-americano estava postulado para 3º mandato consecutivo na Comissão, mas perdeu na primeira votação realizada no Conselho Econômico e Social da ONU, organismo que fiscaliza essa entidade. A Comissão para Entorpecentes, que vigia o cumprimento dos tratados da ONU sobre o tráfico de drogas, tem 13 membros, sete dos quais foram renovados nesta ocasião. *CUBA RENOVA SEU DIREITO DE JULGAR TERRORISTAS PRESOS NO PANAMÁ Analistas cubanos examinaram, ontem, em mesa-redonda, a negativa do Panamá de extraditar o terrorista Luis Posada Carriles e seus cúmplices a Cuba e chegaram a conclusão de que a Ilha tem o direito de julgá-los pelos crimes cometidos contra o país e o povo. No seu entendimento, as autoridades panamenhas sucumbiram às pressões da máfia anticubana de Miami e do governo dos EUA. O advogado constitucionalista panamenho Simión González explicou, via telefônica, que a decisão do governo do Panamá de não extraditar os terroristas foi política porque o dossiê encaminhado por Cuba, com todas as provas contra os indiciados, não admite nenhum argumento para recusar o pedido. Para o ex-presidente panamenho Aristides Royo, as autoridades de seu país cometeram grande erro com a decisão de não extraditar os terroristas. Os analistas cubanos denunciaram que se conspira no Panamá para garantir a impunidade dos quatro terroristas. Eles poderiam fugir, ser resgatados das prisões inseguras ou favorecidos por decisões legais arbitrárias. *EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS CUBANOS NO MÉXICO Exposição de produtos e serviços de Cuba foi inaugurada no México sob os auspícios da Câmara de Comércio da Ilha e a participação de mais de 60 empresários cubanos. O propósito da exposição é mostrar as possibilidades de comércio com a Ilha e o desenvolvimento da indústria, nos últimos anos. Igualmente, servirá para fortalecer a impulsionar as relações entre as duas nações. *CUBA E ALEMANHA: COLABORAÇÃO NOS SETORES DA CIÊNCIA E EDUCAÇÃO As autoridades de Cuba e Alemanha tencionam potenciar a colaboração nos setores da ciência e educação. Com este propósito veio à Ilha o diretor das Relações Internacionais do ministério da Educação alemão Herman Muller-Solger. A delegação esteve aqui durante sete dias e sustentou encontros com funcionários de diversos ministérios e entidades cubanas. As duas partes analisaram a colaboração entre universidades, instituições científicas e empresas. . Comentario: *DEMOCRACIA NORTE-AMERICANO E NEOLIBERALISMO NA AMÉRICA LATINA Alguns dias depois de se instalar no Salão Oval da Casa Branca, George W. Bush afirmou que o século XXI será o "Século das Américas." E, para colocar a primeira pedra dessa "nova" relação entre os Estados Unidos e seus vizinhos do sul do hemisfério, o ex-governador do Texas decidiu visitar o México antes do que o Canadá, como era tradicional. (Os três países integram o denominado Tratado de Livre Comércio, pacto que Washington tenciona estender ao continente todo). Qual é o motivo da nova política da Casa Branca? Bush foi claro ao assinalar que o futuro dos Estados Unidos "não pode se separar do futuro dos nossos vizinhos na América Latina e o Canadá," todos ligados por idéias compartilhadas e livre comércio desde o Ártico até o Cabo Horn. Em outras palavras: um hemisfério onde o ideal de governo seja o modelo de democracia norte-americano, e o neoliberalismo imponha sua lei no comércio. Sem dúvida, a América Latina, pátio traseiro natural dos Estados Unidos, é uma região chave na concepção geopolítica de Washington dirigida a criar as bases que garantam uma sólida posição de liderança mundial no século XXI. Durante a 3ª Cúpula das Américas, na cidade canadense de Quebec, Bush disse abertamente, "Quando transportamos produtos ao exterior, melhorando a vida de milhões de pessoas, exportamos, também, a liberdade. O livre comércio trouxe maior liberdade política e liberdade pessoal." Só que na América Latina ninguém aprecia essa "liberdade" que acompanha os produtos Made in USA. Pelo contrário, a pobreza corrói a fraca democracia, que se equilibra numa corda bamba. Vale recordar, também, que desde 1998, os investimentos europeus na região têm sido maiores do que os dos EUA e das 25 empresas com maiores capitais na América Latina, 14 são do Velho Continente e apenas 11, norte-americanas. O aumento do intercâmbio comercial (exportações e importações) entre os EUA e a América Latina criaria também novas oportunidades de emprego na União Americana, o que resulta muito importante para a superpotência, sobretudo nestes tempos de estagnação econômica. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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