Radio Havana Cuba-01 de maio 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 01 de Maio 2001 . *MILHÕES DE TRABALHADORES CUBANOS FESTEJAM O 1º DE MAIO *ALCA LEVA À ANEXAÇÃO DA AMÉRICA LATINA E O CARIBE AOS EUA, AFIRMA FIDEL *MANIFESTAÇÕES CONTRA A POLITICA NEOLIBERAL NAS CIDADES DA AMÉRICA LATINA *DESCONTENTAMENTO POPULAR NAS RUAS DAS CIDADES EUROPÉIAS E ASIÁTICAS *Comentario: REVOLUÇÃO SOCIALISTA EM CUBA PROMOVE JUSTIÇA . *MILHÕES DE TRABALHADORES CUBANOS FESTEJAM O 1º DE MAIO Perante mais de um milhão de trabalhadores que se congregaram, nesta terça-feira, na Praça da Revolução, de Havana, para comemorar o 1º de maio, encabeçados pelo presidente Fidel Castro, o secretário-geral da Central de Trabalhadores de Cuba, Pedro Ross leu a Declaração Política do recém-finalizado 18º Congresso dessa entidade. Os trabalhadores cubanos, afirma a declaração, são e continuarão sendo socialistas. Enquanto houver imperialismo, a Revolução não haverá terminado sua obra. O povo cubano não descansará até a cessação das leis norte-americanas contra Cuba, do bloqueio e das agressões. A declaração expressa o desprezo dos trabalhadores cubanos pelos lambebotas e governos vendidos e corruptos que acompanharam Washington em Genebra para condenar a Ilha. O documento, aprovado por mais de três milhões de trabalhadores cubanos, destaca que sob a guia de Fidel, serão sempre fiéis ao direito sagrado de continuar ocupando as trincheiras de vanguarda nesta batalha. Na tribuna aberta, estiveram presentes numerosas delegações convidadas de mais de 60 países. Ao longo do país, o Dia Internacional do Trabalho foi comemorado com alegria por todos os trabalhadores. *ALCA LEVA À ANEXAÇÃO DA AMÉRICA LATINA E O CARIBE AOS EUA, AFIRMA FIDEL A Área de Livre Comércio das Américas levará inexoravelmente à anexação da América Latina e o Caribe aos Estados Unidos e significará mais neoliberalismo e expoliação para os nossos povos, afirmou Fidel Castro, nesta terça-feira, na Praça da Revolução de Havana, perante mais de um milhão de cubanos, durante tribuna aberta para comemorar o Dia Internacional do Trabalho. Estamos diante de um adversário poderoso em tudo, menos em ética e idéias, sem mensagem nem respostas aos problemas que flagelam o mundo, sublinhou Fidel Castro, em referência aos EUA, e acrescentou que jamais houve tanto descontentamento e insegurança na palestra internacional quanto hoje, porque o imperialismo não pode esquivar sua própria sombra e está destinado a saquear e explorar o mundo. Na fala, Fidel ponderou que o único processo que se opôs às manobras hegemônicas de Washington foi a vitória da Revolução Cubana, em janeiro de 1959. E lembrou que todos os governos latino-americanos, exceto México, aderiram em determinado momento às tentativas para estrangular Cuba, ao expulsá-la de uma organização tão desmoralizada quanto a OEA. O que se fez naquela época com Cuba, tenta-se fazer, hoje, através da ALCA, para acabar com a integração latino-americana e a independência dos povos da região, afirmou o máximo dirigente cubano. Arrastados pelas nefastas correntes anexionistas, não é de se admirar que, desesperados pela enorme dívida externa e a dependência econômica, muitos países da região sejam levados cegamente aos mecanismos da ALCA, frisou o líder cubano. Para Cuba, é absolutamente claro que a denominada Área de Livre Comércio das Américas, nas condições, prazos, estratégias e procedimentos impostos pelos Estados Unidos, leva inexoravelmente à anexação da América Latina a esse país. Para Fidel, a associação entre a superpotência e os países pobres, subdesenvolvidos e dependentes do FMI, Banco Mundial e de outras instituições financeiras controladas por Washington, impõe tais condições de desigualdade que esses países serão engolidos pelos EUA. A América Latina continuará fazendo o papel de fornecedora de matérias-primas e mão-de-obra cada vez mais barata para o enriquecimento das grandes indústrias norte-americanas, portanto, é mera ilusão pensar que a ALCA trará abundantes postos de trabalho. Na fala perante centenas de milhares de cubanos congregados na Praça da Revolução, nesta capital, Fidel Castro explicou os riscos e os males da ALCA e, no seu entendimento, é cínico e hipócrita dar esse passo sem consultar os povos. Tenho a impressão, salientou Fidel Castro, de que a América Latina e o Caribe poderão ser devorados mas não digeridos pelo império, porque seus povos saberão renascer de suas cinzas para integrar-se e unir-se em busca de um destino melhor. Porém, acrescentou, seria muito melhor que milhões de latino-americanos e caribenhos poupassem essa etapa. "Evitemos a anexação e exijamos que governo algum possa vender uma nação pelas costas de seu povo," sentenciou o líder cubano. Não pode haver anexação se houver plebiscito, manifestou Fidel, e exortou a criar consciência do perigo que representa a ALCA e reavivar os sonhos de dignidade e liberdade de Bolívar, Juárez, Sucre, Marti e outros tantos próceres latino-americanos. "Ninguém pense que os povos ficarão de braços cruzados," disse Fidel Castro. Nós, os cubanos, daremos o primeiro passo com a participação de mais de um milhão de pessoas da primeira marcha latino-americana de protesto em frente a Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana, gritando bem alto: Anexação, não! Plebiscito, sim! Que soe bem alto e se escute em Washington! Digamos hoje junto com centenas de líderes de trabalhadores e representantes de todos os povos do mundo "Independência da América Latina, ou Morte! Ao finalizar o discurso, mais de um milhão de cubanos encabeçados por Fidel Castro participaram do Desfile do Povo Combatente em frente à Seção de Interesses dos EUA, em Havana, acompanhados por líderes sindicais de 60 países que estiveram no 18º Congresso da Central de Trabalhadores de Cuba. *MANIFESTAÇÕES CONTRA A POLITICA NEOLIBERAL NAS CIDADES DA AMÉRICA LATINA As capitais e cidades da América Latina foram teatros, neste 1º de maio, de grandes manifestações populares contra a política neoliberal de seus governos e para reclamar melhores condições sociais. Os trabalhadores protestaram na Colômbia, Paraguai, Brasil, Argentina e Bolívia contra a corrupção e exigiram a aplicação de políticas que eliminem o desemprego e respeitem os direitos do trabalho. Na América Central, milhares de trabalhadores desfilaram nas principais cidades reclamando aumentos salariais e para rejeitar os planos governamentais que prejudicam o segmento pobre da sociedade. Os principais partidos da oposição e organizações sociais da Nicarágua, El Salvador, Guatemala e Costa Rica, convocaram a comemorar o Dia Internacional do Trabalho com desfiles combativos contra a politica econômica dos governos. *DESCONTENTAMENTO POPULAR NAS RUAS DAS CIDADES EUROPÉIAS E ASIÁTICAS Manifestações com diferentes nuanças em quase toda a Alemanha caracterizaram a comemoração do Dia Internacional do Trabalho, com saldo de feridos e dezenas de detidos. Na Rússia, a privatização da terra e o novo código de trabalho, em debate no Parlamento, foram rejeitados nos atos pelo 1º de maio, acontecidos em Moscou e em quase todas as regiões da Federação. Reclamaram mais empregos e denunciaram a corrupção, a pobreza e a insegurança social, os milhares de trabalhadores que desfilaram na República Checa e Bulgária. Na Itália, os principais sindicatos do país comemoraram o 1º de maio com os olhos postos na negociação dos convênios coletivos de trabalho, que atinge sete milhões de operários. Enquanto isso, na França, os sindicatos se manifestaram nas principais cidades em atmosfera marcada pelo anúncio da eliminação de milhares de postos de trabalho por várias empresaas. No Japão e na Coréia do Sul, os trabalhadores saíram às ruas para manifestar seu descontentamento pela falta de proteção de seus direitos. Na Austrália, dezenas de manifestantes foram presos durante protestos contra a globalização neoliberal. *Comentario: REVOLUÇÃO SOCIALISTA EM CUBA PROMOVE JUSTIÇA Em Cuba há uma Revolução Socialista e justa, onde existe unidade e consenso, afirmou o Presidente Fidel Castro no encerramento do 18º Congresso da Central de Trabalhadores de Cuba, que sessionou durante três dias, em Havana, com a participação de 1 680 delegados e cerca de 600 convidados nacionais e estrangeiros Na fala, Fidel Castro ponderou que o Congresso tinha sido excelente ao ter debatido assuntos determinantes para o movimento operário, o desenvolvimento econômico do país e o aperfeiçoamento do sistema socialista. O Congresso aprovou 23 resoluções, entre elas uma de rechaço ao criminoso bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba e uma especial pelo 150º aniversário de nascimento de José Marti, para além de uma declaração de rejeição à ALCA, Área de Livre Comércio das Américas.O máximo dirigente cubano comentou os atos preparados em diversos países do mundo para o 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho, e disse que na América Latina os trabalhadores protestarão contra as políticas neoliberais, o desemprego e a corrupção. Nesta direção, Fidel sublinhou que o capitalismo neoliberal promove a sociedade selvagem. "Contrariamente ao que se passa em outras nações, os trabalhadores, em Cuba, festejarão com alegria a data e protestarão contra as pérfidas manobras dos Estados Unidos, em Genebra, e a criação da Área de Livre Comércio das Américas," expressou Fidel Castro, ontem, no ato de encerramento do 18º Congresso da Central de Trabalhadores de Cuba.Em outro trecho da fala, o líder cubano se referiu a recentes declarações do presidente do Banco Mundial, que elogiou as conquistas de Cuba nos setores da saúde e educação, e agradeceu o reconhecimento, julgando-o justo e verdadeiramente excepcional. Fidel Castro, porém, mencionou outras importantes conquistas da Revolução destacando o esporte, onde Cuba ganha mais medalhas do que todos os países latino-americanos juntos. Igualmente, disse, temos mais médicos e mais professores, e também mais bolsistas de países do Terceiro Mundo sem cobrar deles um centavo apesar de Cuba ser um país bloqueado e ter passado dez anos de período especial. Fidel recordou que durante encontro com legisladores norte-americanos, ofreceu-lhes bolsas para jovens pobres norte-americanos, descendentes de imigrantes ou da população indígena, estudarem em Cuba. O Chefe de Estado cubano anunciou novos benefícios para o povo, por exemplo, a cirurgia de acesso mínimo, a disponibilidade de medicamentos de todos os tipos para a população e um ano de licença de maternidade remunerada. O 18º Congresso da Central de Trabalhadores de Cuba reelegeu Pedro Ross Leal para secretário-geral. Na sessão final do congresso, Fidel Castro recebeu a medalha olímpica pelos direitos dos pobres, em nome dos povos de Cuba e América. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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