Radio Havana Cuba-12 de junho 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 12 de junho 2001 . *REUNIÃO SOBRE SITUAÇÃO PALESTINA COMEÇA EM HAVANA *PRESIDENTE GEORGE BUSH INICIA GIRO EUROPEU EM MEIO A PROTESTOS *PARTIDO COMUNISTA DE CUBA E A OLP ASSINAM ACORDO DE COOPERAÇÃO POLÍTICA *ASSOCIAÇÃO DE EMPRESÁRIOS CUBA-CARICOM SERÁ CONSTITUÍDA DURANTE FEIRA EXPOCARIBE *ADVOGADO ARGENTINO SUSTENTA QUE EUA PARTICIPARAM DO TRÁFICO ILEGAL DE ARMAS *EUROPEUS JULGAM QUE O PROTOCOLO DE KYOTO DEVE SER ASSINADO MESMO SEM A PARTICIPAÇÃO DOS EUA *MÉDICOS CUBANOS COMBATERÃO SURTO DE DENGUE NO EQUADOR *DELEGAÇÃO MÉDICA CUBANA PARTICIPA DE CONFERÊNCIA INTERNACIONAL NOS EUA *CORREDOR CUBANO GANHA GRANDE PRÊMIO DE ATLETISMO EM ATENAS Comentario: *VIAGEM DO PRESIDENTE DOS EUA A EUROPA TENCIONA CONVENCER SEUS PARCEIROS DA NECESSIDADE DO ESCUDO ANTIMÍSSEIS . *REUNIÃO SOBRE SITUAÇÃO PALESTINA COMEÇA EM HAVANA A reunião da ONU para América Latina e o Caribe sobre Palestina foi aberta hoje no Palácio das Convenções de Havana. O encontro é auspiciado pelo Comitê da ONU para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do povo Palestino e o ministério das Relações Exteriores de Cuba. *PRESIDENTE GEORGE BUSH INICIA GIRO EUROPEU EM MEIO A PROTESTOS O Presidente dos Estados Unidos, George Bush, foi recebido nesta terça-feira, em Madri, pelos reis da Espanha Juan Carlos e Sofia, e mais tarde conversou em Toledo com o Chefe do Governo espanhol José Maria Aznar sobre temas de interesse bilateral. O primeiro mandatário norte-americano realiza giro por nações européias, que envolve também a Bélgica, Suécia, Polônia e Eslovênia. Meios de imprensa comentam que as autoridades espanholas tentarão manter o primeiro mandatário norte-americano afastado de Madri para evitar que veja as grandes manifestações de protesto contra a política de seu país, principalmente em frente à embaixada de Washington na capital. *PARTIDO COMUNISTA DE CUBA E A OLP ASSINAM ACORDO DE COOPERAÇÃO POLÍTICA O Partido Comunista de Cuba e a Organização de Libertação da Palestina assinaram em Havana acordo de cooperação política, que engloba o intercâmbio de informação, fortalecimento das relações bilaterais e concordância de posições nos fóruns internacionais. O acordo foi assinado nesta capital por Ricardo Alarcón, membro do Bureau Político do Partido Comunista de Cuba, e Farouk Kaddoumi, chefe do Departamento Político da Organização de Libertação da Palestina, que participa desde hoje da Reunião Latino-Americana e Caribenha da ONU sobre a Situação na Palestina. Alarcón renovou a tradicional posição de Cuba de apoio à luta do povo palestino pelo estabelecimento de seu próprio estado, com Jerusalém a capital, e pela volta de todos os palestinos às suas terras de origem. Anteriormente, o também ministro das Relações Exteriores da Autoridade Nacional Palestina sustentou conversações oficiais com o chanceler cubano, Felipe Pérez Roque. Na ocasião, Kaddoumi agradeceu a solidariedade ao povo árabe, renovada pelo Presidente Fidel Castro em seu recente giro por países da África, Ásia e o Oriente Médio. *ASSOCIAÇÃO DE EMPRESÁRIOS CUBA-CARICOM SERÁ CONSTITUÍDA DURANTE FEIRA EXPOCARIBE A Associação de Empresários Cuba-Caricom será constituída durante a Feira de Negócios Expocaribe 2001, que começa na próxima semana na cidade de Santiago de Cuba com a participação de representantes de 44 países. Importantes empresários e personalidades do mundo dos negócios, que também querem fortalecer os vínculos com a Associação e Indústria do Caribe, prestigiarão igualmente com sua presença a 10ª edição de Expocaribe. *ADVOGADO ARGENTINO SUSTENTA QUE EUA PARTICIPARAM DO TRÁFICO ILEGAL DE ARMAS O advogado argentino Ricardo Monner Sans afirma estar convencido da participação do governo norte-americano no tráfico ilegal de armas à Croácia e ao Equador, caso em que está envolvido o ex-presidente Carlos Menem.Segundo o jurista, é impossível que a venda de mais de 6 500 toneladas de armamento tenha acontecido sem que os Estados Unidos a encorajassem e utilizassem Menem no papel de terceira parte. Para avivar as suspeitas, em dois de junho passado, Carlos Menem, que se encontra em prisão domiciliar, insinuou a um canal de televisão local, que Washington tinha conhecimento da operação. Menem foi detido por ordens do juíz federal Jorge Urso como suposto chefe de uma associação ilícita de tráfico de armas à Croácia e ao Equador, operação que se realizou mediante três decretos assinados pelo ex-presidente e vários de seus ministros aparentando que os lotes se dirigiam ao Panamá e à Venezuela. *EUROPEUS JULGAM QUE O PROTOCOLO DE KYOTO DEVE SER ASSINADO MESMO SEM A PARTICIPAÇÃO DOS EUA Mais de 80% dos cidadãos europeus são partidários de que seus governos ratifiquem o Protocolo de Kyoto sobre a eliminação de gases que provocam o efeito estufa, mesmo sem a participação dos Estados Unidos, cujo governo recusa-se a firmá-lo. Segundo pesquisa de opinião feita por uma organização ecologista em vários países da União Européia, as nações desse continente estão convencidas da necessidade de assinar o acordo e estimam que podem atingir seus objetivos sem custos adicionais. O acordo de Kyoto compromete os países industrializados a diminuir as emissões de gases do efeito estufa para proteger o clima do planeta, mas o presidente norte-americano George Bush alega que o Protocolo não está em consonância com os interesses de seu país. Sua posição contradiz a dos governos europeus. *MÉDICOS CUBANOS COMBATERÃO SURTO DE DENGUE NO EQUADOR Novo grupo de médicos cubanos viajará nos próximos dias ao Equador para potenciar a ajuda a esse país no combate ao surto de dengue que apareceu nas últimas semanas, anunciou em Havana o ministro cubano da Saúde Pública, Carlos Dotres. De volta do Equador, onde Cuba presidiu reunião para analisar a situação atual da dengue nos países andinos, Dotres recordou que a presença dos técnicos e especialistas cubanos têm sido sistemática durante muitos anos em todas as nações que os necessitaram. O ministro cubano afirmou que durante o encontro, no Equador, pôde constatar que os estragos ocasionados pelo mosquito aedes aegypti na região latino-americana são muito sérios e provavelmente serão piores. *DELEGAÇÃO MÉDICA CUBANA PARTICIPA DE CONFERÊNCIA INTERNACIONAL NOS EUA Voltou a Havana delegação médica cubana, capitaneada pelo Professor Rodrigo Álvarez Cambras, depois de participar da 4ª Conferência Internacional de Trauma do Esporte, nos Estados Unidos. Álvarez Cambras, diretor do Complexo Científico-Ortopédico Internacional "Frank País," de Havana, deu palestras durante o evento sobre contusões de tornozelo e cotovelo em atletas, e apresentou técnicas pessoais para seu tratamento que ocasionaram profunda impressão entre os presentes. A delegação capitaneada pelo doutor Álvarez Cambras visitou as cidades de Minneápolis e Saint Paul, e o Medicine and Trauma Center, onde conversou com seu diretor, o Professor David Fischer, sobre as possibilidades de colaboração na pesquisa. A modalidade de cooperação será acertada durante a visita de uma delegação dessa instituição a Havana, no mes de novembro. *CORREDOR CUBANO GANHA GRANDE PRÊMIO DE ATLETISMO EM ATENAS O cubano Anier Garcia, campeão olímpico dos 110 metros com barreiras em Sydney, ganhou o Grande Prêmio de Atletismo em Atenas e igualou a melhor marca mundial do 2001. Garcia, 25 anos, registrou 13,3 segundos na sua primeira apresentação ao ar livre, nesta temporada, depois de conquistar medalha de prata no Mundial sob teto de Lisboa, em março último. Garcia é corredor mais veloz da modalidade nesta temporada junto ao norte-americano Dawane Wallace. Comentario: *VIAGEM DO PRESIDENTE DOS EUA A EUROPA TENCIONA CONVENCER SEUS PARCEIROS DA NECESSIDADE DO ESCUDO ANTIMÍSSEIS Há poucos dias, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, fracassou em suas gestões para convencer os chanceleres dos países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), reunidos na Hungría, das vantagens do famoso escudo antimísseis, uma espécie de guarda-chuva nuclear com o qual o presidente George Bush pretende cobrir de costa à costa o território dos EUA. Washington ofereceu compartilhar seus benefícios, estendendo-o até algumas nações européias, entre elas a França, o Reino Unido e a Alemanha. Contudo, nenhum deles mordeu o anzol, e a França, agora, é o país que menos confia nessa sinistra idéia norte-americana. O presidente francês, Jacques Chirac, defendeu uma iniciativa européia contra a proliferação de mísseis, e advertiu sobre as conseqüências de uma eventual retirada do Tratado ABM. Chirac ratificou suas reservas quanto ao projeto dos EUA, e anunciou seu propósito de relançar, em nível político, os esforços em prol da não proliferação nuclear, na Cúpula Comunitária de Gotemburgo, prestes a começar. Os demais aliados não foram tão claros, até agora, em sua oposição, mas se sabe que não concordam com a idéia de Washington. A explicação mais usada, na hora de se opor ao projeto, é a necessidade ou conveniência de evitar uma nova corrida armamentista, que poderia chegar a um nível pior do que quando existia a então União Soviética. Por outro lado, a política exterior norte-americana pretende engolir a América Latina com a criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), que já está gerando fortes reações no continente. Os EUA tencionam incluir na ALCA todas as nações da América Latina, menos Cuba, tão logo o presidente George Bush obtiver a aprovação do Congresso. A Europa sabe muito bem que Washington está tratando de afastá-la do mercado latino-americano, para ver-se livre de qualquer concorrência nesta região. O famoso projeto do escudo antimísseis não parece guardar relação direta com a idéia da ALCA, porém, os únicos mísseis que poderiam ameaçar os EUA seriam os europeus, nações que tem esse tipo de arma e a capacidade militar para enfrentar eventualmente a política norte-americana. Washington terá de esclarecer suas verdadeiras intenções com este escudo, que o protegeria de uma arma, que seus verdadeiros adversários não tem. Criar um projeto de defesa dessa magnitude, a um custo tão alto, não pode ser justificado pela ameaça de uma dúzia de mísseis procedentes de países do Terceiro Mundo, que não tem capacidade real para esse tipo de ação nem poderiam enfrentar militarmente a superpotência. Isso parece exagêro. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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