Radio Havana Cuba-29 de janeiro 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 29 de janeiro 2001 . *ENCONTRO SOBRE GLOBALIZAÇÃO E PROBLEMAS DE DESENVOLVIMENTO COMEÇA EM HAVANA *PAÍSES LATINO-AMERICANOS TRIBUTAM HOMENAGEM A JOSÉ MARTI *DEPUTADOS DE CEM PAÍSES, REUNIDOS EM PORTO ALEGRE, REJEITAM PLANO COLÔMBIA *REUNIÃO CUBA-JAPÃO SOBRE COMÉRCIO BILATERAL *DEPUTADO DO PARLAMENTO IRANIANO DE VISITA NA ILHA Comentario: *POSSÍVEL INÍCIO DE RECESSÃO NOS ESTADOS UNIDOS ALARMA TODA A ECONOMIA MUNDIAL . *ENCONTRO SOBRE GLOBALIZAÇÃO E PROBLEMAS DE DESENVOLVIMENTO COMEÇA EM HAVANA O 3º Encontro Internacional sobre Globalização e Problemas de Desenvolvimento começou no Palácio das Convenções de Havana com a participação de 300 experts, que avaliarão a economia mundial durante cinco dias. O Prêmio Nobel de Economia, Rober Solow, deu palestra, hoje, sobre os princípios gerais do desenvolvimento econômico e o papel dos economistas cubanos na comunidade mundial. A reunião é prestigiada por altos representantes do Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio, Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe e Associação Latino-Americana de Integração, entre outras instituições. *PAÍSES LATINO-AMERICANOS TRIBUTAM HOMENAGEM A JOSÉ MARTI Em numerosos países latino-americanos, tributou-se homenagem, em 28 de janeiro, ao Herói Nacional de Cuba José Marti por ocasião de seu aniversário de nascimento 148, em Havana. Colocaram-se flores nos bustos que honram a memória de Marti, em Quito, Santiago do Chile, Buenos Aires, São Domingos e várias cidades mexicanas, entre elas Mérida e Veracruz. Na homenagem em Quito, o presidente da Fundação Guayasamin, Pablo Guayasamin, destacou que as idéias de Marti têm plena vigência para o continente. "Os sonhos de Marti -sublinhou- só puderam se concretizar na Cuba de Fidel Castro, livre do caos de uma América flagelada pela corrupção e as injustiças." *DEPUTADOS DE CEM PAÍSES, REUNIDOS EM PORTO ALEGRE, REJEITAM PLANO COLÔMBIA Reunidos no âmbito do Foro Social Mundial, que sessiona até amanhã na cidade brasileira de Porto Alegre, 500 deputados de cem países externaram categórico rechaço ao Plano Colômbia, e tacharam o mesmo de "ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos da nação sul-americana." Documento aprovado pelo Foro Parlamentar Mundial adverte que a intervenção norte-americana na Colômbia afeta toda a América do Sul e todos os democratas do mundo, e os povos devem ser cientes dos perigos que ameaçam sua liberdade, segurança e independência. Os deputados condenaram a violência policial na Suiça contra os manifestantes antiglobalização, e a defesa do neoliberalismo no Foro Econômico Mundial de Davos. O Presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, ao fazer uso da palavra no Foro Parlamentar, em Porto Alegre, deixou claro que a suposta flexibilização do bloqueio norte-americano a seu país é uma farsa e uma manobra do governo de Washington. Igualmente, sustentou que a contribuição de Cuba para o Foro é sua maneira peculiar de adaptar-se a um mundo globalizado sendo una nação bloqueada e sem vínculos com o FMI. *REUNIÃO CUBA-JAPÃO SOBRE COMÉRCIO BILATERAL O ministro de governo cubano Ricardo Cabrisas chegou a Tóquio capitaneando delegação que participará da 11ª reunião das Conferências Econômicas Cuba-Japão, que sessionará nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro. Cem representantes de mais de 50 empresas, instituições e bancos de ambas as nações, assim como entidades governamentais ligadas às relações econômico-comerciais dos dois países estarão presentes no encontro. Ao desembarcar em Tóquio, Cabrisas se avistou imediatamente com o vice-chanceler japonês, Riohiro Araki. Ambos disseram estar determinados a impulsionar os vínculos. *DEPUTADO DO PARLAMENTO IRANIANO DE VISITA NA ILHA Mohamad Nobart Haguigui, chefe da direção econômica do Parlamento do Irã, chegou a Havana de visita de trabalho. O legislador participa do 3º Encontro Internacional sobre Globalização e Problemas de Desenvolvimento, que sessiona na capital cubana. Falando para a imprensa, o deputado destacou a importância do encontro para continuar a luta contra a globalização e conseguir maior integração entre as nações do Terceiro Mundo. Economistas cubanos e estrangeiros de diversas correntes estão reunidos, em Havana, até o dia dois de fevereiro para examinar o panorama econômico mundial e arquitetar políticas alternativas para enfrentar o neoliberalismo. . Comentario: *POSSÍVEL INÍCIO DE RECESSÃO NOS ESTADOS UNIDOS ALARMA TODA A ECONOMIA MUNDIAL Há várias semanas, a Reserva Federal dos Estados Unidos, a entidade que controla a circulação monetária desse país, as taxas de juros de empréstimos bancários e outras regulações da economia, vem admitindo abertamente a desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto. Se isso continuar por dois trimestres consecutivos, começará uma recessão econômica que, inevitavelmente, repercutirá na economia munidal. Alguns experts acreditam em que as possibilidades de recessão já são de 45%. Trata-se do primeiro encolhimento econômico nos Estados Unidos depois de uma década de prosperidade, a mais estável em muito tempo. Os países que se deixaram invadir pela globalização econômica neoliberal, aconselhada, sob pressão norte-americana, pelo Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, estão sentido os efeitos negativos dessa política e acompanham, ansiosos, as informações que se publicam diariamente sobre o perigo de uma crise econômica, da que praticamente não escaparia ninguém. A pouca confiança do consumidor, a debilidade dos setores produtivos, os elevados preços do combustível e a queda nos preços das ações, que já se percebe nas bolsas de valores, serão as causas principais da primeira contração econômica deste século e do 3º milênio, garantem os analistas. O índice de confiança do consumidor, nos Estados Unidos, baixou mais do que durante a crise financeira global de 1998. O setor produtivo vem experimentando contrações há quase sete meses. Existem experts confiantes na saída rápida deste problema, mas já são minoria os que se aventuram a opinar a respeito. Vale recordar as advertências do Presidente Fidel Castro sobre a fragilidade da atual economia mundial, baseada na especulação com o dinheiro, a que poderia explodir com uma recessão em cadeia em toda a economia mundial. O acontecido ao longo da última década indica claramente que a política econômica regida pelo poder comercial e financeiro dos Estados Unidos, aplicada por meio das instituições que controlam a economia mundial, tem efeitos negativos e está criando preocupante inquietação social, principalmente na América Latina, onde primeiro se sentem, não as melhores, mas sim as piores consequências de qualquer problema que apareça na economia norte-americana. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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