Radio Havana Cuba-28 de fevereiro 2001 (delayed) Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 28 de fevereiro 2001 . *CHANCELERES DE CUBA E CHINA SE REÚNEM EM PEQUIM *DELEGAÇÃO DE ESTUDANTES VENEZUELANOS VISITA CENTROS SOCIAIS DE HAVANA *CUBA E GRÉCIA ASSINAM PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO *FÓRUM DE SÃO PAULO EXORTA MANTER POSIÇÃO DIGNA EM RELAÇÃO A CUBA NA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS HUMANOS Seccion de Comentario: *PROCESSO DE PAZ NO ORIENTE MÉDIO TEM POUCAS CHANCES COM O PREMIER ARIEL SHARON *OFENSIVA EDUCATIVA E CULTURAL EM CUBA . *CHANCELERES DE CUBA E CHINA SE REÚNEM EM PEQUIM O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, e seu colega da China, Tang Jiaxuan, se reuniram nesta quarta-feira em Pequim e examinaram diversos temas de interesse bilateral. Ambos salientaram as boas relações entre Havana e Pequim, impulsionadas pela visita do presidente chinês Jiang Zemin a Cuba, em 1993, e a do Chefe de Estado cubano Fidel Castro à China, em 1995. Durante o encontro, Pérez Roque elogiou as conquistas da China na construção do socialismo e agradeceu o apoio do país asiático à Ilha durante nove anos consecutivos ao votar a favor da Resolução antibloqueio norte-americano apresentada por Cuba nas Nações Unidas. Desde sua chegada à China, o chanceler cubano percorreu várias províncias e se entrevistou com empresários, dirigentes e funcionários. Pérez Roque está finalizando viagem pela Ásia com escalas na Malásia, Cingapura, Vietnã, China e por último Japão. *DELEGAÇÃO DE ESTUDANTES VENEZUELANOS VISITA CENTROS SOCIAIS DE HAVANA A delegação de estudantes da Universidade Central da Venezuela, de visita em Cuba, percorreu hoje centros sociais de Havana. Divididos em grupos, os mais de duzentos jovens visitaram o Cardiocentro do hospital pediátrico William Soler, o clínico cirúrgico Hermanos Ameijeiras, o Centro Internacional de Restauração Neurológica e o de Reabilitação "La Pradera." Igualmente, estiveram numa escola de incapacitados físico-motores e na de Assistentes Sociais. Falando para a imprensa, membros da delegação estudantil da Venezuela agradeceram o trabalho humanitário dos médicos cubanos durante a catástrofe natural que castigou o estado venezuelano de Vargas. *CUBA E GRÉCIA ASSINAM PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO Cuba e Grécia assinaram protocolo da 2ª sessão da comissão mista para a Colaboração Econômica cujo objetivo é ampliar os acordos já existentes na educação, saúde, turismo, meio ambiente, pesca e transporte. No ato, o vice-ministro grego de Economia Yiannis Zafiropoulos, destacou o compromisso de seu país em apoiar o programa integral de saúde que oferecem médicos cubanos na África subsaariana. "Para a Grécia são muito importantes as relações políticas e econômicas entre os dois países," sublinhou. *FÓRUM DE SÃO PAULO EXORTA MANTER POSIÇÃO DIGNA EM RELAÇÃO A CUBA NA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS HUMANOS O Grupo de Trabalho do Fórum de São Paulo exortou os governos latino-americanos a manterem posição digna em relação a Cuba na Comissão da ONU para os Direitos Humanos. Integrado por partidos de esquerda da América Latina e o Caribe, o grupo rejeitou durante recente reunião em Havana o suborno e a chantagem exercidos pelos EUA para que a resolução anticubana seja aprovada em Genebra. A chamada foi feita principalmente aos primeiros mandatários da Argentina, México, Guatemala, Costa Rica, Colômbia, Peru, Brasil, Uruguai e Equador. . Seccion de Comentario: *PROCESSO DE PAZ NO ORIENTE MÉDIO TEM POUCAS CHANCES COM O PREMIER ARIEL SHARON Após prolongadas e difíceis negociações entre o governo israelense e a Autoridade Nacional Palestina sob os auspícios do governo norte-americano encabeçado pelo presidente William Clinton, o processo parece ter sido cortado bruscamente com a chegada ao poder, em Israel, do ex-general Ariel Sharon. O novo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez uma chamada tímida à retomada das conversações de paz no Oriente Médio e dá a impressão de que tenciona apoiar o general Sharon na sua anunciada e esperada política dura e agressiva contra os palestinos. O presidente norte-americano já mostrou os dentes ao continuar os ataques aéreos contra o Iraque, provavelmente com a mesma idéia do pai, o outro Bush, quando lançou a Guerra do Golfo no começo da década de 90. Bush filho tornou a escaldar a atmosfera na zona do Golfo com novos bombardeios e mortes entre a população civil iraquiana. Apesar de o Reino Unido ter participado dos ataques, a política agressiva e opressiva contra o Iraque já não tem o apoio da maioria dos que se envolveram naquele crime internacional. A Guerra do Golfo não foi outra coisa senão uma demonstração de poder militar para intimidar o resto do mundo, como aconteceu no final da Segunda Guerra Mundial, quando os norte-americanos testaram suas primeiras bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. No Iraque, foram testados os mais modernos meios de destruição para verificar sua eficiência. Ainda recordamos as cenas televisionadas, que mostravam a precisão dos projetis lançados do ar contra alvos na terra. Os iraquianos eram meros alvos naquelas práticas de tiro e puseram quase todas as vítimas. Foi uma das guerras mais covardes da história. O atual presidente dos EUA insistiu, durante a campanha eleitoral, que suas relações internacionais se baseariam em posições de força. Uma explicação a mais do conhecido projeto de escudo antimíssil para proteger o território de seu país caso haja nova guerra. Quer destruir mas não ser destruído. Acontece que nenhum sistema defensivo pode garantir impunidade total. Além do mais, com sua política de hegemonia total, baseada na submissão do resto da humanidade, chegará o momento em que o perigo para a grande potência poderia estar em seu próprio ventre e escudo algum evitaria os problemas domésticos. A situação no Oriente Médio vai de mal a pior. Os palestinos vêm afastar-se a possibilidade de os israelenses se aterem aos requisitos do processo de paz. Sabem que vão continuar a colonização do território árabe, a repressão selvagem dos protestos da Intifada e provavelmente nem toquem no assunto de devolver algum as Colinas do Golã, arrebatadas à Síria. O panorama é cada vez mais sombrio. *OFENSIVA EDUCATIVA E CULTURAL EM CUBA A grande batalha do povo cubano na defesa de suas conquistas sociais e com os olhos postos no futuro engloba a ofensiva educativa e cultural com a participação da população, meios de difusão e o talento acumulado durante mais de quatro décadas de obra revolucionária. Já começou a instrução pública nos meios de difusão, principalmente na rádio e televisão, onde professores experientes ministram aulas de redação e interpretação literária, espanhol e inglês, e importantes aspectos das manifestações da arte para todos os interessados em chegar a interpretar e julgar a obra universal das artes. É um fenômeno sem precedentes e poderia ser muito útil para qualquer país cujo governo queira realmente elevar os valores subjetivos de seus povos na educação e desenvolvimento cultural. Em Cuba, a tarefa é muito mais viável porque trata-se de um país socialista que tem à disposição todos os recursos da nação e os administra em benefício real e direto do povo. Por isso, Cuba pôde, desafiando agressões e incompreensões há mais de quatro décadas, realizar uma obra educacional e de saúde de transcendência histórica. O país já conta com centenas de milhares de profissionais nas mais diversas esferas do saber e começou a desenvolver uma comunidade científica capaz, hoje, de criar medicamentos novos da maior importância, como a vacina contra a meningite do tipo B, que salvou a vida de muitas crianças dentro e fora da nação. Cuba ostenta um dos índices mais baixo do mundo em mortalidade infantil, melhor até que de alguns países altamente desenvolvidos. Por isso, Cuba também pode prestar colaboração e ajuda desinteressadas a outros povos do Terceiro Mundo, mergulhados no atraso e na pobreza. Uma das mais recentes tarefas deste processo de colaboração internacionalista desenvolve-se na República do Haiti com a organização de uma campanha de alfabetização em idioma creóle por rádio, o que permite chegar às massas analfabetas. A criação de uma impressionante força médica, com mais de 66 mil médicos graduados em universidades cubanas, como professores e especialistas científicos e técnicos, já se manifesta em muitos países subdesenvolvidos com resultados significativos. Agora, potencia-se o talento nacional para engrandecer essa obra e desenvolvê-la com maiores projeções para dentro e fora, o que constitui um exemplo concreto e ativo que, algum dia, será seguido por outros povos. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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