Radio Havana Cuba-26 de Abril 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 26 de abril 2001 . *FIDEL DENUNCIA CANALHADAS DOS ESTADOS UNIDOS PARA ENVOLVER GOVERNOS LATINO-AMERICANOS E EUROPEUS NAS RESOLUÇÕES CONTRA CUBA EM GENEBRA *OCLAE DESTACA PAPEL DE RÁDIO HAVANA CUBA NA DIFUSÃO DA LUTA DOS ESTUDANTES LATINO-AMERICANOS *CUBA É UM EXEMPLO PARA O MUNDO NO CAMPO DA EDUCAÇÃO Comentario: *FIDEL COMENTA SEUS ENCONTROS COM O PRIMEIRO-MINISTRO JEAN CHRETIEN . *FIDEL DENUNCIA CANALHADAS DOS ESTADOS UNIDOS PARA ENVOLVER GOVERNOS LATINO-AMERICANOS E EUROPEUS NAS RESOLUÇÕES CONTRA CUBA EM GENEBRA Ao falar ontem, nos estudios da televisão cubana, o Presidente Fidel Castro garantiu que não tinham futuro as canalhadas dos Estados Unidos para envolver governos europeus e latino-americanos nas resoluções contra Cuba na Comissão da ONU para os Direitos Humanos. Durante a habitual mesa-redonda, Fidel Castro ponderou que, como em Kosovo, Europa sentiu-se de novo muito humilhada em Genebra ao ter sido arrastada à infame aventura anticubana dos Estados Unidos. Segundo o presidente cubano, a política belicosa da Casa Branca preocupa o Velho Continente, principalmente seu denominado Escudo Nuclear Total e a linguagem de guerra fria utilizada contra a Rússia e a China. A Europa também se indignou, disse, com a decisão de Washington de não ratificar os acordos de Kyoto para diminuir o efeito estufa. Fidel Castro censurou a dupla moral assumida por nações européias que garantem ser contra o bloqueio econômico a Cuba, mas, ao mesmo tempo, apoiaram em Genebra a resolução arguida pelos EUA para mantê-lo. Em outro momento da mesa-redonda, Fidel Castro recordou as posições assumidas pela América Latina na Comissão da ONU para os Direitos Humanos, e denunciou, em primeiro lugar, a Argentina que chegou ao ponto de acompanhar os Estados Unidos na busca de votos a favor da resolução anticubana. Fidel Castro se referiu às brutais pressões dos EUA para conseguir que a Guatemala aderisse à resolução, e declarou-se convencido de que o presidente Alfonso Portillo teve a intenção de se abster na votação. Em carta endereçada a Portillo antes do acontecido em Genebra, Fidel renovara que a solidariedade e a colaboração de Cuba à Guatemala não seria afetada independentemente da posição que assumisse esse país na Comissão da ONU para os Direitos Humanos. Em relação à Costa Rica, que também votou contra Cuba, Fidel Castro disse que nesse país há muita gente digna, mas seus governos têm sido muito pró-norte-americanos e toleram, em seu território, uma sucursal da máfia anticubana, dona até de jornais e estações de rádio. Fidel Castro agradeceu ao México, Colômbia, Equador, Peru e Brasil sua abstenção em Genebra, e externou sua profunda gratidão ao povo e presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por terem se colocado, sem hesitação, ao lado de Cuba. Procure EM FOCO para se informar sobre as palavras do Presidente Fidel Castro em relação ao Canadá. *OCLAE DESTACA PAPEL DE RÁDIO HAVANA CUBA NA DIFUSÃO DA LUTA DOS ESTUDANTES LATINO-AMERICANOS A OCLAE, Organização Continental Latno-Americana de Estudantes, entregou a condecoração "Onze de Agosto" à Rádio Havana Cuba em reconhecimento ao papel que desempenhou durante quatro décadas na difusão da luta dos estudantes da região, assim como a realidade do Terceiro Mundo. O presidente da OCLAE, Yosvani Diaz, aproveitou a ocasião para externar o rechaço dos estudantes latino-americanos às manobras sujas dos EUA na Comissão da ONU para os Direitos Humanos. No ato, por ocasião do 40º aniversário de fundação da emissora, a diretora Milagro Hernández disse que Rádio Havana Cuba sempre foi um veículo para falar sobre o que temos, o que queremos e o que sonhamos nós, os povos do Sul. Assistiram ao encontro trabalhadores da emissora e fundadores, assim ouvintes latino-americanos. Igualmente, dentro das atividades pelo 40º aniversário de Rádio Havana Cuba, um grupo de convidados estrangeiros, ouvintes, amigos de Cuba e trabalhadores da emissora, visitou o complexo de exposições EXPOCUBA, nesta capital. Guynet Morili, responsável pela programação para as Américas de Rádio Canadá Internacional, leu mensagem de amizade aos trabalhadores. Morili disse que completar 40 anos é uma notável realização e qualificou a emissora de ondas curtas de Cuba como a voz da amizade no mundo. *CUBA É UM EXEMPLO PARA O MUNDO NO CAMPO DA EDUCAÇÃO Elisabeth Khawajkie, funcionária da UNESCO, afirmou na cidade cubana de Sancti Spíritus que Cuba é um exemplo para o mundo no campo da educação ao ter erradicado o analfabetismo há quarenta anos. Esse mal- observou- continua castigando ainda 900 milhões de pessoas no planeta. Khawajkie preside em Sancti Spiritus o 9º Seminário Nacional de Escolas Associadas à UNESCO. . Comentario: *FIDEL COMENTA SEUS ENCONTROS COM O PRIMEIRO-MINISTRO JEAN CHRETIEN Durante mesa-redonda, nos estudios da televisão cubana, ontem, o Presidente Fidel Castro relembrou a visita do premier canadense Jean Chretien a Havana, em 1998, e as condições que tentou impor a Cuba para que retornasse ao que ele denominava "a grande família hemisférica." Nessa ocasião, explicou Fidel Castro, o primeiro-ministro do Canadá lhe entregou uma lista de presos por atividades contra-revolucionárias, de interesse para os serviços de inteligência dos EUA, que pediam indulto para esses inimigos de Cuba. Igualmente, Jean Chretien tinha exortado a Ilha a assinar o Convênio da ONU sobre Feitos Econômicos, Sociais e Culturais e o Tratado sobre minas anti-pessoais, em relação aos quais Havana tem reservas conceptuais. Quanto à lista de contra-revolucionários, que tinha trazido o premier do Canadá, Fidel Castro lhe explicou que era humilhante para Cuba porque se tratava de mercenários a serviço dos Estados Unidos, pagos por esse país para tentar destruir o projeto sócio-político e econômico da Revolução Cubana. Quanto ao convênio da ONU, o máximo dirigente cubano frisou que seu país tem reservas no que se refere ao direito das pessoas de fundarem sindicatos e organizações porque tal preceito, sob as condições de país bloqueado que vive Cuba, serviria de arma e pretexto para tentar dividir e atomizar o movimento operário cubano. Expliquei a ele - disse Fidel- que em um país socialista como Cuba, os trabalhadores manuais e intelectuais estão congregados em seus respectivos sindicatos como classe revolucionária, que compartilha o poder com o resto do povo. Desse primeiro encontro, o presidente cubano recordou que Chretien o qualificou de "discussão excelente," e segundo Fidel tinha imperado uma atmosfera cálida e amistosa entre ambos, apesar dos assuntos áridos analisados. Fidel Castro também se referiu a um segundo encontro com Chretien, durante sua visita a Havana, quando ambos trataram outros importantes temas do acontecer mundial como a influência negativa da extraterritorial lei norte-americana Helms-Burton sobre as relações internacionais. Naquela ocasião, o primeiro-ministro canadense recordou que seu país foi um dos que rejeitaram a lei norte-americana, que endurece o bloqueio a Cuba. Também conversaram sobre a criação da ALCA-Área de Livre Comércio das Américas. A respeito, Fidel Castro disse que era preciso ver quais seriam as consequências para os países latino-americanos e caribenhos. Durante a conversa com Chretien, o Chefe de Estado cubano também comentou que o êxito da Europa e a vitória do euro face ao dólar norte-americano eram convenientes para a América Latina, isso porque era melhor que existissem várias potências mundiais, e não uma só, da qual dependessem todos os países. Em relação ao tratado de minas anti-pessoais, Fidel Castro explicou a Chretien que não se podia deixar de levar em conta a agressão permanente dos Estados Unidos contra Cuba em todos os aspectos e recordou que a Ilha não tinha armas nucleares, nem bombas, nem mísseis inteligentes que ocasionavam danos catastróficos ao ser humano. Na abordagem de outros assuntos, como a situação no Haiti, nessa época, e partindo da pobreza imperante nesse país, Fidel Castro sugeriu a Chretien a possibilidade de criar um programa de cooperação em várias esferas como a saúde, através do qual a Ilha forneceria médicos e o Canadá os recursos financeiros. Sem pensá-lo, Chretien sugeriu a Fidel Castro a participação de Cuba em uma suposta colaboração humanitária nas nações vítimas de conflitos bélicos, onde os países ricos como o Canadá colocariam o dinheiro e Cuba o pessoal humano. Fidel Castro manifestou ter tido a forte impressão de que queriam alugar os cubanos como mercenários. E teve a sensação de injúria ao recordar o espírito de sacrifício de um povo que se enfrentava a uma intensa guerra econômica; e perguntou-se se alguém queria aproveitar-se disso para utilizar-nos em missões semelhantes. O líder da Revolução recordou que Cuba presta colaboração aos países do Terceiro Mundo, sem se intrometer nos seus assuntos internos e em benefício de seus povos. Por exemplo, o Programa Integral de Saúde para América Central, organizado pela Ilha, surgiu para aliviar os sofrimentos das vítimas dos furacões que castigaram a região há dois anos e, mais tarde, se propagou a outras nações latino-americanas e caribenhas. Fidel Castro sublinhou que, hoje, trabalham no Haiti, por exemplo, 469 médicos e Cuba, juntamente com a França e o Japão, participa de campanha de vacinação no Haiti, que permitirá imunizar em cinco anos 95% da população. Ao resumir os resultados de ambos os encontros com o primeiro-ministro canadense, Fidel Castro lamentou que Jean Chretien não tivesse entendido bem os princípios da Revolução cubana e tentasse justificar a exclusão de Cuba da 3ª Cúpula das Américas, acontecida em Quebec, à qual o governo de Havana nunca pediu assistir, e muito menos para assinar tratado neoliberal como o da ALCA. Fidel Castro insistiu em que Cuba não assinaria nunca um pacto de anexação com os Estados Unidos, que será o resultado final da criação da Área de Livre Comércio das Américas para os países pobres do hemisfério. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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