Radio Havana Cuba-19 de Abril 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 19 de Abril 2001 . *CUBANOS COMEMORAM 40º ANIVERSÁRIO DA VITÓRIA EM PLAYA GIRÓN *CUBA REJEITA RESOLUÇÃO APROVADA EM GENEBRA SOB PRESSÕES E CHANTAGENS NORTE-AMERICANAS *REPÚDIO AO SHOW ANTICUBANO DOS ESTADOS UNIDOS EM GENEBRA Comentario: *VITÓRIA MORAL DE CUBA NA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS HUMANOS . *CUBANOS COMEMORAM 40º ANIVERSÁRIO DA VITÓRIA EM PLAYA GIRÓN O Presidente Fidel Castro afirmou nesta quinta-feira que nenhum acontecimento marcou tanto o destino do povo de Cuba quanto a batalha de Playa Girón. Ao presidir tribuna aberta por ocasião do 40º aniversário da primeira derrota do imperialismo norte-americano na América, Fidel garantiu que a marcha vitoriosa do povo neste 3º milênio representa a 2ª grande derrota dos Estados Unidos diante dos olhos do mundo. O Chefe de Estado cubano recordou que faz três dias comemoramos a proclamação do caráter socialista da Revolução Cubana e tributamos homenagem aos que tombaram durante o ataque traiçoiero de aviões mercenários procedentes dos EUA.Hoje, frisou Fidel Castro, comemoramos a esmagadora vitória moral de Cuba e a derrota de Washington em Genebra, e denunciou a feroz caça desencadeada pelos EUA, utilizando seus lacaios, para condenar Cuba de qualquer maneira por supostas violações dos direitos humanos. Ao relembrar os acontecimentos de faz quatro décadas atrás, durante a invasão mercenária por Playa Girón, disse Fidel Castro sentir necessidade de recordar e invocar o Herói Nacional José Marti, quando escreveu sua carta inconclusa, na que confessou que tudo que tinha feito até esse dia era para evitar, com a independência de Cuba, que os Estados Unidos caíssem com uma força a mais sobre as terras de Nossa América. A revolução retomada no ano do centenário de nascimento de Marti, recebeu a luz inspiradora de seu infinito patriotismo e soube resistir 42 anos de bloqueio, guerra econômica e outras agressões sem ceder nenhum mílimetro em seus princípios. Neste 40º aniversário da vitória em Playa Girón, o Presidente Fidel Castro jurou em nome do povo lutar até a última gota de sangue pela Pátria e pela Humanidade, e prometeu que os sacrifícios dos que tombaram de Demajagua à Girón, e dos que deram suas vidas jovens, generosas e nobres combatendo em qualquer canto da Pátria, ou em outras terras do mundo, não foram nem serão em vão."Ao recordar os mortos, que propiciaram golpe demolidor ao orgulho e prepotência do império, neste lugar cheio de simbolismos, não diremos hoje Pátria ou Morte, ou Socialismo ou Morte, vamos dizer do fundo de nossos corações Viva a Pátria! Viva o Socialismo! Com estas palavras, o Presidente Fidel Castro finalizou seu discurso no ato organizado nas históricas areias de Playa Girón. Após a fala, onze pessoas receberam a condecoração de Heróis da República de Cuba por terem servido à Revolução, à Pátria e ao Socialismo durante mais de quarenta anos. Dez mil combatentes, em representação do povo de Cuba, familiares dos que morreram naqueles dias memoráveis, correspondentes de guerra e outros convidados assistiram ao ato. *CUBA REJEITA RESOLUÇÃO APROVADA EM GENEBRA SOB PRESSÕES E CHANTAGENS NORTE-AMERICANAS O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, rejeitou categoricamente a resolução anticubana, promovida pelos EUA, que foi aprovada na quarta-feira, em Genebra, na Comissão da ONU para os Direitos Humanos. "Cuba não admite nem admitirá resolução imposta com base nas chantagens e pressões, no exercício seletivo, discriminatório e na vingança por não ter conseguido transformar a Ilha em um país dócil," sentenciou Pérez Roque. A resolução anticubana foi aprovada por 22 votos a favor, 20 contra, dez abstenções e uma ausência na Comissão da ONU para os Direitos Humanos, em Genebra. O chanceler cubano renovou as denúncias quanto às brutais pressões exercidas pelos Estados Unidos e outras potências ocidentais sobre numerosas delegações em Genebra, principalmente africanas, para que modificassem sua posição de apoio a Cuba. Felipe Pérez Roque elogiou os países que resistiram às pressões e deixou claro seu desprezo pelos que promoveram essa iniciativa injusta que fere o povo cubano. "Em Genebra, Cuba obteve vitória moral, portanto, o país não se sente condenado, mas sim acompanhado por milhões de homens e mulheres que vêem na Ilha sua esperança," afirmou. *REPÚDIO AO SHOW ANTICUBANO DOS ESTADOS UNIDOS EM GENEBRA O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, declarou à imprensa, na cidade colombiana de Cartagena das Índias, que a condenação de Cuba na Comissão da ONU para os Direitos Humanos foi politizada, e fez chamada a ter uma nova visão mundial na questão. Chávez explicou o voto da Venezuela contra a resolução anticubana e renovou a necessidade de impulsionar visão integral dos direitos humanos em nível mundial. Recordou que a recente Cúpula do Milênio definiu lutar contra a fome, a pobreza e pelo direito à vida, à educação, à saúde e à dignidade. Em Buenos Aires, centenas de pessoas se manifestaram em frente à Chancelaria para repudiar o apoio do governo da Argentina à resolução anticubana.Por sua vez, a Comissão para a Defesa dos Direitos Humanos na América Central afirmou que a condenação de Cuba em Genebra faz parte da campanha permanente dos Estados Unidos contra a Ilha por ter decidido estabelecer um sistema político diferente ao ditado de Washington. Políticos, intelectuais e jornalistas mexicanos e de outras nações latino-americanas divulgaram seu repúdio ao acontecido em Genebra e afirmaram que os Estados Unidos se valeram de governos lacaios para conseguir sua injusta condenação a Cuba. O deputado mexicano José Narro afirmou que a resolução anticubana aprovada em Genebra violenta os princípios da soberania e mostra abertamente a campanha genocida de Washington contra Cuba. Na Nicarágua, intelectuais, religiosos e membros do partido Sandinista manifestaram seu apoio a Cuba, ao tomarem conhecimento dos resultados da manobra dos Estados Unidos, e condenaram a posição servil do governo de Arnoldo Aleman, que incluiu um cubano-norte-americano na sua delegação. O sacerdote católico nicaraguense Ernesto Cardenal, disse que Cuba era o único país do mundo que não obedecia nem se dobrava diante dos desígnios dos Estados Unidos, por isso era perseguido. . Comentario: *VITÓRIA MORAL DE CUBA NA COMISSÃO DA ONU PARA OS DIREITOS HUMANOS É tamanha a diferença física entre os Estados Unidos e Cuba que ninguém poderia imaginar que a grande potência imperial, a maior da história nos campos político, econômico e militar, precisasse batalhar com todas as suas forças para conseguir a aprovação da resolução anticubana na Comissão da ONU para os Direitos Humanos. Cuba tem sido capaz de resistir com êxito durante 42 anos às agressões, às ameaças, às pressões e ao terrível bloqueio econômico imposto por Washington. Acima disso, a propaganda negativa por todos os meios possíveis de divulgação para destruir a Revolução Cubana. Esta, no entanto, apoiada por todo o povo do país, se mantém firme no seu lugar, cada vez mais forte e combativa. Pela 10ª vez, o grande império norte-americano compareceu perante a Comissão de Direitos Humanos da ONU para atacar Cuba com interesseiras mentiras sobre supostas violações dos direitos humanos na Ilha. O mundo todo conhece os fatos, sabe que em Cuba, desde a vitória da Revolução há 42 anos, jamais se cometeu uma violação dos direitos humanos. Ao contrário, é o país onde melhor foram defendidos e aplicados em benefício do povo. Cuba não pode ser acusada de ter cometido um só assassinato político, um só caso de desaparecidos, como existem dezenas de milhares no resto do continente, uma só manifestação do povo atacada por forças policiais e nenhuma outra das violações dos direitos humanos vistas em muitos países, que votaram contra Cuba na Comissão da ONU para os Direitos Humanos. Também não tínhamos visto um interesse tão marcante de Washington em condenar injustamente este país com base em acusações tão falsas e mal intencionadas, com tantas pressões, ameaças, ofertas e compromissos, quanto neste caso. País algum utilizou tantos recursos e tanta gente na Comissão dos Direitos Humanos para obter uma vitória tão pírrica. Todo esse show do grande império para obter uma vitória pálida de 22 contra 20 votos e 10 abstenções. Esta "façanha" do império será registrada, com certeza, na história das Nações Unidas. Porém não deixa de ser um aviso do que é capaz de fazer uma superpotência contra um país pequeno e subdesenvolvido do Caribe por ter se enfrentado a ela com coragem e firmeza. Os cubanos sabem muito bem do que é capaz a superpotência para atingir seus objetivos, mas, como de costume, saberão enfrentar e derrotar o império cada vez que tente agredir e ofender esta nação. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. Todos os direitos reservados. ================================================================= NY Transfer News Collective * A Service of Blythe Systems Since 1985 - Information for the Rest of Us 339 Lafayette St., New York, NY 10012 http://www.blythe.org e-mail: nyt@blythe.org ================================================================= rhc-por-9138 2001-Apr-20 01:59:24