RHC Weekend-21 de Abril 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit RHC Weekend - Resumo de noticias - 21 de Abril 2001 . *PRESIDENTE FIDEL CASTRO ENVIA MENSAGEM DE APOIO E SOLIDARIEDADE AOS MANIFESTANTES CONTRA A CÚPULA DAS AMÉRICAS *PROTESTOS CONTRA A CÚPULA DAS AMÉRICAS *CEM MIL CUBANOS EXIGEM EM TRIBUNA ABERTA ELIMINAÇÃO DO BLOQUEIO E DAS LEIS ANTICUBANAS DOS EUA *CUBA E O ESTADO VENEZUELANO DE VARGAS ASSINAM ACORDO DE COLABORAÇÃO Comentario: *AIDS NA ÁFRICA *SHOW ANTICUBANO EM GENEBRA . *PRESIDENTE FIDEL CASTRO ENVIA MENSAGEM DE APOIO E SOLIDARIEDADE AOS MANIFESTANTES CONTRA A CÚPULA DAS AMÉRICAS O Presidente Fidel Castro transmitiu, em nome do povo de Cuba, mensagem de simpatia e admiração aos manifestantes que protestam contra a Cúpula das Américas, na cidade canadense de Quebec. A missiva do líder cubano se refere à reunião que decorre nessa cidade em busca do injusto e desigual acordo para a criação da ALCA, Área de Livre Comércio das Américas, uma tentantiva de formar mercado único continental de Alaska a Patagônia. Fidel Castro comenta as imagens televisivas que mostram a brutal repressão das autoridades canadenses contra os manifestantes. "É uma vergonha!" frisa Fidel Castro. E elogia o comportamento corajoso e herócio dos que, em Quebec, lutam pelos direitos políticos e econômicos dos povos da América Latina e o Caribe. Na mensagem, Fidel Castro destaca que assim tratam seus próprios povos, os governos que tentam enganar o mundo chamando-se defensores dos direitos humanos. Assim tencionam desacarregar suas consciências- disse o líder cubano- pelos milhões de crianças, mulheres, adultos e idosos que podendo se salvar, morrem a cada ano vítimas de doenças e da fome, e avisou que não poderão manter a ordem injusta imposta por eles mesmos à humanidade. "Transmitimos a todos a nossa solidariedade total," disse o presidente Fidel Castro, e sublinhou que Cuba apoiava-os e abraçava-os com fraternidade. *PROTESTOS CONTRA A CÚPULA DAS AMÉRICAS Apesar das manobras norte-americanas de marginalizá-la, Cuba está presente dentro e fora do recinto da Cúpula das Américas, em Quebec. O Presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso e o Primeiro-Ministro de Barbados, Owen Seymour, sustentaram que ninguém deve ser excluído da construção de uma comunidade hemisférica, e chamaram a incorporar Cuba como membro pleno da região. Nas ruas de Quebec, dezenas de milhares de pessoas protestam contra o neoliberalismo e a criação da Área de Livre Comércio das Américas, ALCA, e numerosas faixas exibem slogans a favor de Cuba, proclamando-a um exemplo para o mundo. Sexta-feira à noite, os manifestantes conseguiram derrubar uma parte do muro que cerca o recinto onde estão reunidos os participantes da Cúpula e se enfrentaram à polícia que os reprimiu com cacetetes e bombas de gases lacrimogêneos. A cidade de Quebec está praticamente em estado de sítio. Na abertura da Cúpula das Américas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, externou ceticismo quanto aos resultados da ALCA e disse que levaria os acordos da reunião a plebiscito. *CEM MIL CUBANOS EXIGEM EM TRIBUNA ABERTA ELIMINAÇÃO DO BLOQUEIO E DAS LEIS ANTICUBANAS DOS EUA Com o mesmo espírito e determinação de luta dos combatentes de Girón, que derrotaram há 40 anos a invasão mercenária, cem mil cubanos se congregaram neste sábado, na cidade de Cienfuegos, para condenar a resolução anticubana imposta no começo da semana pelo governo norte-americano e seus cúmplices, em Genebra, e exigiram a eliminação da Lei assassina de Ajuste Cubano, a derrogação das leis Helms-Burton e Torricheli, a cessação do bloqueio genocida e da guerra econômica contra a nação cubana. Igualmente, reclamaram a aplicação da justiça a Luis Posada Carriles e ao resto dos terroristas detidos no Panamá, onde planejavam atentar contra a vida do Presidente Fidel Castro, em novembro passado, durante a Cúpula Ibero-Americana.O ato foi presidido pelo vice-presidente Rául Castro e outros dirigentes da Revolução. *CUBA E O ESTADO VENEZUELANO DE VARGAS ASSINAM ACORDO DE COLABORAÇÃO Cuba e o estado venezuelano de Vargas assinaram acordo de colaboração por ocasião da visita do governador desse estado, Antonio Rodriguez, a Havana. O documento engloba assessoramento técnico e profissional em caso de desastres naturais, intercâmbio científico e técnico e de capacitação em vários campos, ao espírito do Convênio Integral de Cooperação entre Cuba e a Venezuela, assinado em outubro passado pelos presidentes Fidel Castro e Hugo Chávez. O governador de Vargas finaliza hoje sua visita à Ilha. Por sua vez, no domingo, parte a delegação naval venezuelana depois de vários dias de estadia na Ilha. Os venezuelanos sustentaram encontros nas academias Naval Granma e das Forças Armadas Revolucionárias General Máximo Gómez. . Comentario: *AIDS NA ÁFRICA Na África subsaariana, mais de 25 milhões de pessoas estão condenadas à morte pela AIDS. Um milhão de crianças na faixa etária de 0 a 14 anos carregam o vírus e mais de 12 milhões perdem um, ou seus dois pais vítimas da doença. Há países, como Botsuana, onde mais de um terço da população adulta (35%) está contagiado. Entretanto, no Zimbábue e Suazilândia, o índice de aidéticos é de 25%. No Lesoto, 23% e na África do Sul, Namíbia e Zâmbia, perto de 20%. Mais de 17 milhões de africanos morreram desde que começou a epidemia, há pouco mais de 20 anos. Cerca de quatro milhões eram crianças. Parece absurdo, mas a AIDS ameaça exterminar o ser humano no continente africano. Para evitar o destino fatal, o governo da África do Sul, onde de cada nove habitantes um tem o vírus da AIDS, decidiu enfrentar a expansão da enfermidade, uma atitude coerente com a obrigação dos Estados de proteger a vida de seus cidadãos. Nesta direção, o governo de Thabo Mbeki aprovou uma lei que permite a produção nacional de medicamentos contra a AIDS, de marcas estrangeiras, por preços acessíveis. Porém, segundo as leis da democracia imposta por Wall Street e suas sucursais como padrão universal, o respeito dos direitos de patente é mais importante do que o respeito do direito à vida. Imediatamente as multinacionais farmacêuticas protestaram e entraram com processo contra as autoridades sul-africanas, Na Suprema Corte do país começou batalha judicial cujo desfecho, nesta semana, chamou a atenção do mundo. As duas partes chegaram a um acordo e as multinacionais retiraram a acusação apresentada por 39 companhias farmacêuticas. Foi uma vitória para os milhões de doentes não só na África do Sul, mas também no mundo todo. O fim do litígio abre a porta para os aidéticos começarem a receber tratamento apropriado, levando em conta que os preços dos denominados coquetéis antiretrovirais devem baixar das nuvens.Atualmente, cada paciente precisaria desembolsar mais de 1 200 dólares por ano para se medicar. Com a possibilidade de fábricar os medicamentos, a quantia poderia baixar a 40 dólares. Só no ano passado, ma África do Sul morreram 250 mil pessoas de AIDS ao não receber tratamento médico necessário devido ao elevado custo dos medicamentos. De qualquer maneira, as multinacionais não perderam muito dinheiro, até porque investem apenas 20% de seus lucros na pesquisa. Muitos dos colossos da indústria farmacêutica mundial acumulam benefícios superiores aos de várias nações. Segundo Banco Mundial, os lucros embolsados pela Merk Sharp and Dome equivalem ao Produto Interno Bruto da República Democrática do Congo. Por sua vez, os laboratórios de Pfizer igualam o PIB da Etiópia e os da Bristol Myers Squibb são similares ao PIB do Gabão. Por isso, alguns julgam que a decisão tomada pelas companhias farmacêuticas na África do Sul tem a ver com a melhora de sua imagem, seriamente afetada pela intransigência assumida. Vale recordar que destinam à publicidade de 30 a 39% dos lucros embolsados. A batalha ganha pelo governo da África do Sul, em um mundo de injustiças e desamor, é um raio de esperança. *SHOW ANTICUBANO EM GENEBRA O repúdio dos povos da América Latina às infames manobras dos Estados Unidos, seus aliados e lacaios contra Cuba em Genebra, renova uma solidariedade intacta e reconhecimento total à obra feita pela Revolução em matéria de direitos humanos. Durante mesa-redonda acontecida ontem nos estudios da televisão local, prestigiada pelo Presidente Fidel Castro, analistas cubanos criticaram os governos entreguistas da Argentina, Uruguai, Guatemala e Costa Rica, que acompanharam os EUA na sua cruzada contra a Ilha, mas, frisaram, isto não impedirá que os nossos povos continuem unidos. Em relação à manobra anticubana dos Estados Unidos em Genebra, o chanceler cubano Felipe Pérez Roque denunciou as fortes pressões e ameaças exercidas por Washington e seus aliados sobre países africanos, por exemplo Camarões e Madagascar, para quebrar sua posição de votar a favor de CubaPérez Roque sublinhou que Washington viu-se obrigado a dobrar suas pressões sobre outras nações africanas, como Senegal, Níger e a República Democrática do Congo, bem assim as latino-americanas, entre elas Guatemala, ao perceber algumas horas antes do show do dia 18, que não dispunha dos votos necessários para condenar Cuba. Mesmo assim, frisou Pérez Roque, a vitória dos EUA foi pírrica, sofreram uma derrota moral porque 60% dos membros da Comissão da ONU para os Direitos Humanos, integrada por 53 países, não acompanhou os EUA na manobra cujo único propósito é justificar sua política de bloqueio e de guerra suja contra Cuba. O chanceler cubano explicou que o exercício norte-americano contra Cuba na Comissão da ONU para os Direitos Humanos, um de seus últimos instrumentos, perdeu sua força porque todo o mundo sabe que não tem base verídica e o custo para conseguir a condenação da Ilha é cada vez mais elevado. "Cuba orgulha-se de sua história em matéria de direitos humanos, dos elevados valores de seu povo, de sua sólida unidade, de sua capacidade de resistência, de sua entrega ao trabalho, de seu espírito solidário, de sua determinação de defender a Revolução que lhe deu a independência, justiça social e dignidade nacional." Durante a mesa-redonda, Patrício Echegaray, deputado da Esquerda Unida e secretário-geral do Partido Comunista da Argentina, comentou, por telefone, o voto de apoio do governo de Buenos Aires aos Estados Unidos, gesto que indignou o povo argentino. "Quando vejo esse voto não tenho nenhuma dúvida: o governo do presidente Fernando de la Rua passou do amor platônico às relações carnais com os Estados Unidos, a maior ofensa à vontade popular." Os analistas cubanos também assinalaram que as nações européias que se alinharam junto aos EUA são, na verdade, violadoras impunes do que dizem defender e recordaram a situação atual na República Checa, Polônia, Alemanha, Grã-Bretanha, Espanha, onde se violam os direitos de povos inteiros. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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