RHC Weekend-01 de abril 2001 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba Weekend - Resumo de noticias - 01 de abril 2001 . *GIGANTESCO GIRÓN ESPERA AOS PLANOS IMPERIALISTAS CONTRA A ILHA, SUSTENTA FIDEL *CONFERÊNCIA DA UNIÃO INTERPARLAMENTAR COMEÇA NO DOMINGO, EM HAVANA *CUBA DENUNCIA EM GENEBRA APOIO DOS EUA AOS TERRORISTAS *RICARDO ALARCÓN PROGNOSTICA ENDURECIMENTO DA POLITICA ANTICUBANA DE WASHINGTON *Comentario: POLÍTICA IMPERIALISTA DOS ESTADOS UNIDOS . *GIGANTESCO GIRÓN ESPERA AOS PLANOS IMPERIALISTAS CONTRA A ILHA, SUSTENTA FIDEL O Presidente Fidel Castro afirmou, neste sábado, que nada nem ninguém poderá conter o destino do povo cubano: nem as armas, nem as mentiras nem a demagogia. Ao falar perante mais de duzentos mil cubanos congregados no município Playa, na capital cubana, Fidel Castro garantiu que a Ilha estraçalhará as metiras e as concepções de seus inimigos, e estes continuarão sofrendo uma derrota atrás da outra. O líder da Revolução insistiu em que a 19 dias do 40º aniversário da derrota sofrida pelos invasores procedentes dos Estados Unidos nas areias de Playa Girón (Baía dos Porcos) se atreve a prognosticar que um gigantesco Girón espera aos planos imperialistas contra a Ilha. Em outra parte de seu discurso de 22 minutos, Fidel Castro dirigi-se às milhares de pessoas congregadas ironizando que esse é o povo "escravizado," cujos direitos humanos reclama, em Genebra, o governo dos Estados Unidos, em referência à campanha anticubana de Washington na comissão da ONU para os Direitos Humanos. O Chefe de Estado cubano recordou que esse suposto governo democrático que deseja condenar Cuba é o mesmo que roubou as eleições presidenciais de novembro passado nos EUA. Cuba, frisou Fidel Castro, continua defendendo suas idéias apesar dos mais de 40 anos de bloqueio, invasões e guerra. O líder cubano denunciou a política de rapina dos países desenvolvidos no mundo e criticou principalmente a decisão do governo dos EUA de não respeitar o compromisso de Kyoto para reduzir os gases poluentes. Igualmente, condenou a decisão unilateral de Washington de quebrar acordos vitais para a paz mundial com a construção de um escudo antimíssil, que levará a uma corrida armamentista. Fidel Castro também disse que o povo da Ilha pode se sentir orgulhoso da responsabilidade histórica adquirida na sua longa luta pela independência e recordou o conceito do Herói Nacional José Marti: "Pátria é Humanidade," vivido por Cuba dia-a-dia. "Os cubanos não renunciarão nunca à sua luta para trazer toda a justiça à nossa Pátria," sentenciou Fidel Castro e se referiu à batalha de idéias que se trava, hoje, na Ilha para elevar a cultura geral integral da população. *CONFERÊNCIA DA UNIÃO INTERPARLAMENTAR COMEÇA NO DOMINGO, EM HAVANA No domingo, será aberta a 105ª Conferência da União Interparlamentar no Palácio das Convenções de Havana congregando 1 500 deputados de todos os cantos do mundo, durante sete dias. O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, disse que para Cuba é uma honra sediar a Conferência pela segunda vez em vinte anos e sublinhou que seu país fará tudo para que seja bem-sucedida. Fundada em 1889, a UIP é a instituição política multilateral mais antiga do mundo e tem a sede em Genebra. *CUBA DENUNCIA EM GENEBRA APOIO DOS EUA AOS TERRORISTAS Cuba denunciou mais uma vez na Comissão da ONU para os Direitos Humanos o apoio dos EUA a grupos terroristas que operam baseados nesse país. Mercedes de Armas, representante cubana, disse que só a presença do terrorista de origem cubana Luis Zúñiga, como membro da delegação nicaraguense, no salão, era uma violação e permitir que fale nos debates é uma falta de respeito às resoluções aprovada por essa entidade da ONU em edições anteriores. Antes de se retirar do salão, de Armas explicou a trajetória terrorista desse contrarrevolucionário de origem cubana, que disfarçado de funcionário nicaraguese pelos EUA, está fazendo campanha contra Cuba em Genebra para conseguir a condenação da Ilha por supostas violações dos direitos humanos. O procurador guatemalteco dos Direitos Humanos, Julio Arango, pediu ao seu governo não apoiar a resolução anticubana em Genebra. "Se algum país respeita os direitos econômicos e sociais de seu povo, esse é Cuba," sentenciou o funcionário guatemalteco. *RICARDO ALARCÓN PROGNOSTICA ENDURECIMENTO DA POLITICA ANTICUBANA DE WASHINGTON O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, declarou em Havana que a nomeação de Otto Reich para secretário de estado adjunto para Assuntos Inter-Americanos, é uma clara expressão do endurecimento da política anticubana de Washington. "O pior é o que significa essa indicação para toda a América Latina, porque trata-se não só de um membro da máfia anticubana de Miami, mas também de um sujeito envolvido na operação ilegal Irã-contras," explicou Alarcón. Falando para a imprensa, o presidente do Parlamento cubano manifestou que a nomeação de Otto Reich é uma mensagem clara do pouco respeito que o governo de George Bush dispensa à América Latina. Esse sujeito- frisou Alarcón- não poderá aplicar outra política senão a da prepotência e da ignorância. *Comentario: POLÍTICA IMPERIALISTA DOS ESTADOS UNIDOS Durante a conferência acadêmica "Girón: 40 anos depois," o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, revelou que antes da vitória da Revolução Cubana, preparava-se, nos Estados Unidos, uma fórmula para intervir em Cuba sem muita dor de cabeça ao governo norte-americano. Em Cuba, apesar de existir uma grande corrente patriótica que serviu, mais tarde, ao processo, não teriam ocorrido as mudanças, que foram trazidas pelo movimento revolucionário deflagrado por Fidel Castro. A vitória da Revolução sobre a oposição fabricada pelos EUA, mudou de repente as condições do movimento e avançou-se rapidamente por caminhos próprios, totalmente cubanos, com a participação direta das melhores forças que se revelaram à época. Os propósitos ultrapassaram tudo que podiam imaginar as autoridades norte-americanas, Estavam acostumadas ao tratamento burocrático e confiaram demais nos mecanismos que tinham criado para isso. As declarações de Alarcón completaram os alegados de algumas contrapartes norte-americanas que quiseram se limitar aos acontecimentos de 1961, sem aprofundar na história das relações entre ambos os países desde o século passado. A fala do Presidente Fidel Castro, que mergulhou em detalhes que os visitantes não conheciam bem, conseguiu furar a cortina que se quis estender sobre a conferência para limitá-la aos fatos da invasão, sua preparação e desdobramento. Atuou-se em todas as conspirações e agressões acontecidas neste país, em todas as agressões que continuam sendo perpetradas contra Cuba com os mesmos propósitos e intenções, mas com menos razões do que nunca. A atitude predominante em todos os visitantes, historiadores, pesquisadores históricos, antigos funcionários norte-americanos que tiveram a ver com os acontecimentos da invasão e suas consequências, até antigos combatentes da brigada 2506, que realizou a ação diretamente, foi a de escutar Fidel e fazer perguntas. Nenhum deles fez importantes revelações a respeito e limitaram-se a ouvir o dirigente revolucionário nas suas análises e conclusões. Nenhum deles tentou justificar ideologicamente as ações realizadas pelo seu governo contra Cuba. Não obstante, a conferência foi uma boa oportunidade para conhecer melhor o processo em torno das ações de Girón. Nenhum deles colocou circunstância alguma que pudesse colocar em dúvida o dito por Fidel Castro ou por seus colaboradores. (c) 2001 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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