Radio Havana Cuba-15 de dezembro 2000 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 15 de dezembro 2000 . *PRESIDENTE DA RÚSSIA TRIBUTA HOMENAGEM A JOSÉ MARTI *FIDEL CASTRO ENCERRA 5º CONGRESSO DOS ECONOMISTAS CUBANOS *PRIMEIRA COMISSÃO MISTA CUBANO-VENEZUELANA SESSIONA EM HAVANA *FESTIVAL INTERNACIONAL DO CINEMA NOVO LATINO-AMERICANO DE HAVANA ENTREGA HOJE PRÊMIOS CORAL *TRIBUNA ABERTA DE VINTE MIL CUBANOS PARA RECLAMAR FIM DA GUERRA ECONÔMICA DOS EUA CONTRA A ILHA *CUBA CONSIDERA PASSO IMPORTANTE SUA ADMISSÃO NO GRUPO ACP *Comentario: PERSPECTIVAS DAS RELAÇÕES CUBANO-RUSSAS . *PRESIDENTE DA RÚSSIA TRIBUTA HOMENAGEM A JOSÉ MARTI O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, tributou homenagem, hoje, ao Herói Nacional cubano José Marti, depositando flores no seu monumento, na Praça da Revolução de Havana. Putin também visitou nesta sexta-feira o Instituto de Engenharia Genética e Biotecnologia, centro dotado da mais alta tecnologia científica, e logo depois viajou à praia de Varadero, na província de Matanzas. Na véspera, o dirigente russo, acompanhado por Fidel Castro e o general de Exército e Ministro das Forças Armadas Revolucionárias, Raúl Castro, depositou coroa de flores no memorial do Soldado Soviético, nas imediações de Havana. Ao concluirem as conversações oficiais, ontem, Vladimir Putin disse estar muito satisfeitos com os resultados e com a assinatura de uma declaração conjunta e cinco convênios bilaterais. A declaração conjunta afirma a intenção de ambas as partes de continuarem colaborando para a criação de um sistema estável , justo, equilibrado e democrático de relações internacionais, baseado na multipolaridade e na participação de todos os países da solução dos problemas atuais. Os Chefes de Estado de Cuba e Rússia externaram satisfação com o nível atingido no diálogo político e nos contatos bilaterais e destacaram as possibilidades de potenciar ostensivamente as relações e o intercâmbio bilateral. Os dois países também assinaram vários acordos, convênios e protocolos em matéria de assistência jurídica, causas penais e civis, para evitar imposto dobro e sonegação de pagamento dos impostos sobre as rendas e o capital, para o intercâmbio comercial no quinquênio 2001-2005, de cooperação em medicina e saúde, e para o preparo de uma coleção de documentos por ocasião do centenário do estabelcimento das relações entre os dois países, no ano de 2002. Todos os documentos confirmam a vontade de ambas as partes de impulsionar as relações em todos os aspectos, sobre bases novas e a partir dos laços de amizade existentes entre os dois povos, e os pontos de vista comuns nos assuntos mais importantes da palestra internacional. *FIDEL CASTRO ENCERRA 5º CONGRESSO DOS ECONOMISTAS CUBANOS O Presidente Fidel Castro afirmou que a Associação de Economistas de Cuba pode contribuir muito para a formação de uma cultural integral da população, num mundo de globalização neoliberal e de investimento estrangeiro direto. O líder cubano presidiu, em Havana, o encerramento do 5º Congresso dos Economistas Cubanos, onde se anunciou que a economia cubana crescerá 5,6% neste ano, apesar da queda dos preços do açúcar e aumento do valor do petróleo. Na fala, Fidel Castro disse estar convencido de que o século XXI vem com mais problemas do que o atual devido ao armamentismo, à globalização neoliberal e à deterioração do meio ambiente. "O neoliberalismo levou os países a vender tudo, a aumentar a dívida externa, e as instituições financeiras internacionais impõem condições leoninas para renegociar as dívidas ou dar créditos novos. Tudo isso gera descontentamento e torna os governos impopulares", ponderou o chefe de estado cubano. Hoje, os governos só conseguem governar os povos com repressão, com gases lacrimogêneos, o que demonstra, frisou, para onde leva o neoliberalismo. *PRIMEIRA COMISSÃO MISTA CUBANO-VENEZUELANA SESSIONA EM HAVANA A primeira Comissão Mista Cubano-Venezuelana, que sessiona em Havana, fortalece as relações entre os dois países, sustentou o vice-presidente de Cuba, Carlos Lage na abertura da reunião. A delegação cubana é presidida pela ministro para o Investimento Estrangeiro e a Colaboração Econômica, Marta Lomas, e a venezuelana pela ministro de Produção e Comércio, Luisa Romero. A Comissão analisará as ofertas de Cuba e os pedidos da Venezuela nos campos da ciência, finanças, turismo, esportes e educação. A minstro cubana, Marta Lomas, observou que a colaboração se concretiza a apenas 45 dias da assinatura do Convênio Integral de Cooperação pelos Presidentes de Cuba e da Venezuela, em Caracas. *FESTIVAL INTERNACIONAL DO CINEMA NOVO LATINO-AMERICANO DE HAVANA ENTREGA HOJE PRÊMIOS CORAL Doze dias de projeções, debates, oficinas e seminários finalizam hoje com a entrega dos prêmios Coral do 22º Festival Internacional do Cinema Novo Latino-Americano de Havana. A cerimônia oficial da entrega dos prêmios será no teatro Karl Marx. Várias instituições que co-patrocinam o Festival já entregaram seus louros, entre elas Rádio Havana Cuba, que premiou a fita Tinta Roja do realizador peruano Francisco Lombardi. *TRIBUNA ABERTA DE VINTE MIL CUBANOS PARA RECLAMAR FIM DA GUERRA ECONÔMICA DOS EUA CONTRA A ILHA Vinte mil cubanos do município de Aguada de Pasajeros, na província de Cienfuegos, reclamarão, neste sábado, a eliminação das leis de Ajuste Cubano, Helms-Burton e Torricelli, e a cessação do bloqueio e da guerra econômica dos EUA contra Cuba. Igualmente, exigirão a aplicação da justiça ao terrorista Luis Posada Carriles e seus cúmplices criminosos detidos no Panamá por tentarem matar o Presidente Fidel Castro recentemente. *CUBA CONSIDERA PASSO IMPORTANTE SUA ADMISSÃO NO GRUPO ACP Cuba considera passo importante para suas relações com o Sul a decisão tomada na quinta-feira, em Bruxelas, pelo Conselho de Ministros do Grupo ACP (África-Caribe-Pacífico) de admití-la como membro pleno da organização. O ministro de Governo, Ricardo Cabrisas, explicou que a decisão não surpreendeu, isso porque o grupo de nações caribenhas vinha trabalhando com esse propósito fazia tempo e nas duas últimas reuniões de cúpula do ACP já tinham sido tomadas as previsões necessárias com essa finalidade. O ministro cubano destacou que as mudanças introduzidas nesses encontros objetivam que os trabalhos e enfoques do Grupo ACP não se limitem às suas relações com as ex-metrópoles da UE, mas se estendam aos vínculos gerais Norte-Sul a fim de impulsioná-los entre os próprios países da organização. Cabrisas recordou que Cuba faz parte do Grupo do Caribe e sustenta relações estreitas com seus membros. E salientou a posição firme e digna dos países caribenhos contra o bloqueio imposto à Ilha pelos EUA, há 40 anos, defendendo Cuba como parte integrante do Caribe. Comentario: *PERSPECTIVAS DAS RELAÇÕES CUBANO-RUSSAS Em breve encontro com os jornalistas, em Havana, os presidentes de Cuba, Fidel Castro, e da Rússia, Vladimir Putin, abordaram vários temas ligados às relações bilaterais e à visita do mandatário russo à Ilha. Putin sublinhou que os propósitos da viagem foram cumpridos. "Decidimos dar um novo impulso à solução das questões acumuladas nos últimos anos... devemos entender, de forma clara e concreta, quais são as perspectivas de nossas relações, e quais são os problemas antigos, escolher os pontos de coincidência mais interessantes e desenvolver amplamente a colaboração. Estou convencido de que os encontros entre dirigentes russos e cubanos vão contribuir para resolver essas tarefas. Por isso, reitero que estamos plenamente satisfeitos com o que foi alcançado neste momento do processo de trabalho conjunto em Havana," afirmou o presidente Vladimir Putin. Por sua vez, ao responder pergunta em torno da eventual colaboração entre Rússia e Cuba para diminuir os efeitos negativos da globalização, o presidente Fidel Castro referiu-se à Declaração Conjunta assinada durante a visita de Putin, a qual prevê trabalhar a fim de encaminhar as potencialidades que oferece a globalização em benefício de todos os países. Fidel sublinhou que o caráter neoliberal assumido pela globalização atual agrava as desigualdades, e faz que a ordem internacional seja injusta e insustentável, e o mundo ingovernável. "Contra isso deve-se lutar," apontou. Quanto ao equilibrio entre as relações econômicas e políticas que pretendem desenvolver Cuba e Rússia, Fidel disse que não se preocupa com isso. "Não temos preocupação, porque há uma grande disposição por ambas as partes de trabalhar pelo fortalecimento das relações, e pelo desenvolvimento das relações econômicas entre os dois países, sobre bases reais e condizente com as conveniências mútuas," indicou. Mais adiante, Vladimir Putin respondeu uma pergunta em torno da unipolaridade existente no mundo atual. "Estamos convencidos de que nenhum monopólio pode existir no mundo contemporâneo, opinião compartilhada pela maioria da comunidade internacional. Nesse ponto temos o apoio de todos os países da América Latina, inclusa Cuba, e consideramos que essa interação ativa em torno dessa questão vai contribuir para criar uma cultura mundial construtiva, com perspectivas para o século XXI," apontou o presidente russo. O chefe de Estado cubano coincidiu com seu convidado, e disse que a unipolaridade é o problema principal que a humanidade enfrenta no limiar do novo milênio, e a construção de um mundo multipolar é o desafio mais importante. Fidel externou sua confiança no desenvolvimento das relações entre Cuba e Rússia. "Penso que se abrem grandes perspectivas para desenvolver as relações entre Rússia e Cuba, que recebem um impulso especial a partir da visita do presidente Putin, que representou para o nosso país uma grande honra," indicou Fidel Castro. Ontem, Fidel e Putin assinaram em Havana uma declaração conjunta, que espelha os assuntos abordados nas conversações oficiais e sublinha o alto grau de coincidência na avaliação de temas e princípios que normam as relações entre os Estados. O texto reconhece a vigência dos postulados da Carta das Nações Unidas, e ratifica a intenção das duas partes de continuar colaborando na criação de um sistema estável, justo, equilibrado e democrático nas relações internacionais, baseado na multipolaridade e na participação de todos os países da solução dos problemas atuais. Sublinha a inconsistência das tentativas de aplicar concepções como a ingerência humanitária e soberania limitada para justificar ações unilaterais de grupos ou blocos, passando por cima da ONU, e destaca a necessidade de aprimorar o potencial do máximo organismo mundial, condizente com os princípios de sua fundação. O texto da Declaração Conjunta, assinada por Fidel e Putin, reconhece a necessidade de trabalhar em conjunto para alcançar o desarmamento geral e completo, sob um controle internacional estrito e efetivo, e externa o apoio de Cuba aos esforços da Rússia encaminhados a manter o Tratado de Defesa Antimíssil. Ambas as partes reiteraram a condenação ao bloqueio econômico, comercial e financeiro mantido contra Cuba pelos EUA nas últimas quatro décadas. O documento inclui um convite do presidente Putin a seu homólogo cubano, Fidel Castro, para uma visita oficial a Rússia. (c) 2000 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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