RHC:TOP-10:DEZ NOTICIAS INTERNACIONAIS-2000 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - SPECIAL - noticias - 29 de dezembro 2000 RHC Special "TOP TEN" - DEZ NOTICIAS INTERNACIONAIS-2000 1. REPERCUSSÃO MUNDIAL DO SEQUESTRO DO MENINO ELIÁN GONZÁLEZ A opinião pública internacional acompanhou a batalha dos cubanos pelo retorno a Cuba do menino Elián González, sequestrado em Miami pela máfia anticubana e a extrema-direita norte-americana. Nos EUA, a imensa maioria da população, inclusos acadêmicos e religiosos, externou seu critério favorável à devolução da criança a seu pai e demais familiares na Ilha, ação concretizada em 28 de junho passado após sete meses de mobilização do povo e governo cubanos. 2. CRISE ELEITORAL NOS EUA Fazendo uma análise tendenciosa do resultado das eleições presidenciais nos EUA, o atual mandatário, William Clinton, atribuiu o fracasso da candidatura de Albert Gore à devolução do menino Elián a Cuba. Clinton não quis se referir às evidências de fraude na votação realizada na Flórida, onde a máfia de origem cubana desempenhou um papel decisivo para que o republicano George Bush, abocanhasse os votos eleitorais nesse estado, onde seu irmão Jeb é o atual governador. Bush foi eleito, realmente, pela Suprema Corte de Justiça, e não pelos votantes, cinco semanas depois do pleito de sete de novembro passado. A Flórida foi o estado que definiu o resultado final. A vitória, contudo, não foi eloquente, porque além do virtual empate nas preferências dos eleitores, se tornou evidente a existência de fraudes, pressões e outras manobras sujas, das quais participou a contrarrevolução de origem cubana. Os norte-americanos se cansaram das manipulações nos tribunais, do suspense quanto ao resultado final, perceberam a desmoralização do seu sistema, que sempre foi mostrado como modelo de democracia, e deram sinais ao candidato Albert Gore para que admitisse sua derrota. Talvez nunca se chegue a saber quem ganhou realmente as eleições presidenciais nos EUA. Agora se fala num processo de conciliação para, segundo afirmam, tratar de salvar o sistema. Evidentemente, não estão preocupados com a falta de credibilidade do novo presidente. 3. ISRAEL INTENSIFICA REPRESSÃO CONTRA PALESTINOS A repressão israelense contra os protestos palestinos, conhecidos como Intifada, intensificou-se a partir de 28 de setembro. Nessa data, o ultrarreacionário dirigente sionista Ariel Sharon profanou, em Jerusalém, a Esplanada das Mesquitas, um dos principais templos sagrados dos muçulmanos. Sharon percorreu o lugar acompanhado por centenas de soldados, e muitos pensam que a provocação teve o respaldo tácito do exército israelense. Os EUA continuaram fazendo seu papel de mediadores no conflito, mas como aliados abertos de Israel. Em julho passado, convocaram uma cimeira em Camp David, que fracassou estrondosamente. Ali, o premiê Ehud Barak arvorou a habitual intransigência israelense, assumindo a mesma postura numa reunião posterior, realizada em 16 de outubro no Egito. No Cairo, foram aprovados alguns acordos sem consistência. O presidente norte-americano, William Clinton, trata de obter uma vitória diplomática antes de terminar seu mandato, por isso continua buscando um ponto de diálogo entre as partes envolvidas no conflito do Oriente Médio. 4. PORTO-RIQUENHOS EXIGEM SAÍDA DA MARINHA NORTE-AMERICANA DE VIEQUES A Marinha de Guerra dos EUA retomou, no ano 2000, os exercícios militares na ilha porto-riquenha de Vieques, fazendo ouvidos moucos aos crescentes protestos dos habitantes desse território. Agentes federais norte-americanos prenderam, em 4 de maio, ativistas que protestavam em 14 acampamentos instalados em Vieques, também conhecida como Ilha Nena, mas não conseguiram frear as manifestações. Os protestos uniram a maioria da sociedade porto-riquenha, que exige o fim dos bombardeios da Marinha e a devolução das terras que ocupa. Nas eleições de sete de novembro passado, o atual governador Pedro Roselló sofreu uma derrota onerosa. Esse funcionário, corrupto e anexionista, não respaldou seus compatriotas na luta pelo fim das manobras norte-americanas em Vieques. Para o posto foi eleita Sila Maria Calderón, do partido Popular Democrático, de oposição. 5. CÚPULA DO MILÊNIO EM NOVA IORQUE O presidente cubano, Fidel Castro, fez um enérgico discurso na Cimeira do Milênio, realizada em Nova Iorque em setembro passado. A reunião, contudo, não se caracterizou por assinalar as causas de cada problema, nem por traçar soluções concretas. Convocados pela ONU, 147 chefes de Estado ou de governo participaram do encontro. No total, estavam representados 191 países, convocados para debater os assuntos mais urgentes do mundo atual. A Declaração Final estabeleceu ações insuficientes para aliviar a pobreza no Terceiro Mundo, cujos índices alarmantes foram expostos pelo presidente Fidel Castro. Cuba ofereceu mandar mais médicos à África, para combater a epidemia de AIDS-Síndrome de Deficiência Imunológica Adquirida, que atinge 25% da população do chamado continente negro. 6. TERMINA UMA DÉCADA DE GOVERNO DE FUJIMORI O presidente do Peru, Alberto Fujimori, solicitou sua renúncia em Tóquio, mas o Congresso decidiu demití-lo, colocando ponto final a um ano de instabilidade política. O escândalo desencadeado pelos manejos turvos do ex-assessor de Fujimori para assuntos de inteligência, Vladimiro Montesinos, foi um golpe duro para seu governo. O presidente garantiu que não tinha conhecimento dessas ações de Montesinos, nem de suas contas milionárias em bancos europeus. Após tentar, sem êxito, se asilar no Panamá, Montesinos retornou ao Peru e entrou na clandestinidade. Fujimori tinha sido eleito para um terceiro mandato, em maio passado, numa eleição questionada pela oposição política, que contou com o respaldo dos EUA e de grandes meios de imprensa. Outro fator levado em conta por Fujimori para abandonar a presidência foi a perda do controle político no Congresso. Justamente, o legislativo foi palco do juramento de posse de Vladimir Paniagua, como novo presidente do Peru, em 22 de novembro passado. Paniagua era o secretário-geral do partido Ação Popular, de oposição na época de Fujimori. 7. EX-DITADOR AUGUSTO PINOCHET ACUSADO DE CRIMES POLÍTICOS A justiça chilena está tratando de processar o ex-ditador Augusto Pinochet, ao encontrar uma brecha na impunidade que gozou o ex-general enquanto tinha as rédeas do poder. Pinochet retornou a Santiago em três de março, procedente da Grã- Bretanha, ao ser rejeitado o pedido de extradição feito pelo juiz espanhol Baltazar Garzón, que pretendia julgá-lo em Madri. No Chile, o juiz Juan Guzmán Tapia assumiu a complicada tarefa de tentar processar o ex-ditador, contra o qual foram apresentadas quase 200 demandas por crimes políticos. Em agosto, Pinochet teve cassada sua imunidade parlamentar, por seu envolvimento na Caravana da Morte. A decisão foi tomada pela Suprema Corte de Justiça. Contudo, os advogados de defesa conseguiram impor um habeas corpus e suspender a ordem de prisão domiciliar emitida pelo juiz Guzmán. Agora, a justiça chilena está submetendo Pinochet a exames médicos, antes de decidir se vai processá-lo ou não. 8. MEXICANOS DERROTAM O PRI NAS URNAS Após 71 anos no poder, o PRI-Partido Revolucionário Institucional- sofreu em dois de julho passado uma catastrófica derrota nas urnas, quando o candidato do partido Ação Nacional, de oposição, Vicente Fox, levou a vitória nas eleições presidenciais. Num país com quase cem milhões de habitantes, a metade vivendo na pobreza, o discurso de Fox teve um impacto positivo. Ele prometeu priorizar a assistência às pessoas carentes e resolver o conflito armado no estado de Chiapas. Ao assumir a cadeira presidencial, em primeiro de dezembro, Fox reiterou que vai lutar contra a corrupção, e garantiu que não vai privatizar a Universidade Nacional Autônoma do México. Em fevereiro passado, durante o governo de Ernesto Zedillo, o exército ocupou o maior centro universitário da América Latina para despejar os estudantes que estavam em greve, em protesto contra as tentativas de aumentar os valores da matrícula. 9. CÚPULA EM PIONGYANG PARA DIMINUIR TENSÕES NA PENÍNSULA COREANA O reencontro de parentes do Norte e Sul da península coreana, que não se viam há quatro décadas, foi o resultado imediato da histórica cimeira entre os máximos dirigentes da Coréia Democrática e do Sul, realizada em Piongyang. Em 14 de junho, os presidentes Kim Jong Il e Kim Dae Yung se reuniram na capital norte-coreana, e decidiram dar passos rumo a uma eventual reunificação da península. Ambas as partes coincidiram em que há muito o que fazer para alcançar esse objetivo, e acertaram uma série de medidas que objetivam ir melhorando, desde já, as relações bilaterais. Uma dessas ações foi a abertura de escritórios de enlace diplomático. A Declaração Conjunta, assinada em Piongyang, prevê o intercâmbio de prisioneiros de guerra e a reabertura de um linha ferroviária entre o Norte e Sul da península. Contudo, os dois presidentes não chegaram a acordos em torno da presença de 37 mil soldados norte-americano a sul do paralelo 38, um foco permanente de tensão entre os dois países. 10. MUDANÇA DE GOVERNO NA YUGOSLAVIA Submetidas a fortes pressões de Ocidente, as autoridades iugoslavas reconheceram a vitória do oposicionista Vorislav Kostunica nas eleições de 24 de setembro passado. A decisão oficial aconteceu depois dos protestos da oposição, em cinco de outubro, que exigia oficializar a vitória da coalizão Oposição Democrática da Sérvia, integrada por 18 partidos que respaldaram a candidatura de Kostunica. Antes dos bombardeios da OTAN contra a Iugoslávia, em 1999, os EUA e a Europa fizeram o possível para desestabilizar o governo de Slobodam Milosevic e seu partido Socialista da Sérvia. O Velho Continente prometeu ajuda aos iugoslavos, incluso combustível para o inverno, se votavam contra Milosevic e, ao mesmo tempo, endureceu o bloqueio ao qual estava submetido o país balcânico. Apesar da vitória de Kostunica, as forças internacionais da KFOR mantém a ocupação de Kosovo, e não impedem as ações de terroristas de origem albanesa no sudeste da Sérvia. (c) 2000 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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