RHC:TOP-10:DEZ NOTICIAS DE CUBA-2000 Via NY Transfer News * All the News That Doesn't Fit Radio Havana Cuba - Resumo de noticias - 31 de dezembro 2000 *DEZ NOTÍCIAS DE CUBA-2000 Ao enfocar os principais acontecimentos ligados a Cuba no ano 2000, encontramos uma mistura de satisfação e desafio. Sete meses de luta intensa pela devolução do menino Elián González foram coroados com o êxito, enquanto um terrorista, responsável pela dor de numerosas famílias cubanas, foi detido no Panamá, freando -- de momento - décadas de impunidade. No período, os máximos dirigentes das nações do Sul se reuniram em Havana, que foi palco, também, de um novo encontro de amigos de Cuba, procedentes dos cinco continentes. Os médicos cubanos continuaram repartindo esperanças pelo mundo, a mesma esperança que o presidente Fidel Castro levou a Venezuela numa visita que entrou para a história das relações entre os dois países. Esses, e outros acontecimentos, são abordados neste espaço sobre os 10 acontecimentos principais do ano 2000, relacionados com Cuba, um ano em que esta Ilha reativou seu empenho de ser cada vez mais culta, como única maneira de ser livre, segundo dizia o Herói Nacional José Martí. 1. RETORNO DO MENINO ELIÁN À PÁTRIA Como resultado de uma batalha que começou em Novembro de 1999, o menino Elián González retornou a Cuba com seu pai em 28 de junho passado, terminando assim um sequestro que mostrou as entranhas e a decadência da extrema-direita cubano-americana de Miami. Foram sete meses de mobilizações populares ao longo de todo o país, entre tensões e lágrimas de uma família cubana, que conseguiu novamente se unir, agora para sempre, e um interminável processo legal nos EUA, que nunca devia ter sido aberto. Terminou, sobretudo, o sofrimento de um pai, que tinha sido afastado arbitráriamente do seu filho, e a injustiça que significava o fato de a máfia anticubana ter usado uma criança para alimentar suas campanhas de ódio contra a Revolução cubana. Elián González foi um dos três sobreviventes de um naufrágio, no qual morreram sua mãe e mais dez emigrantes ilegais cubanos que tentavam chegar às costas dos EUA e se acolher à chamada Lei de Ajuste Cubano. Essa lei incentiva as saídas ilegais, ao outorgar residência permanente automática e outros privilégios a qualquer cidadão cubano que chega a solo norte-americano, seja qual for a via: legal ou ilegal. Entregue, de forma provisória, a parentes longínquos de Miami, estes se prestaram ao jogo dos que, nos EUA, fazem do extremismo anticubano um meio de vida. O pai do de Elián, Juan Miguel González, viajou aos EUA para buscar seu filho, e retornou a Cuba, com o menino, em meio à alegria do povo cubano. Antes de partir dos EUA, Juan Miguel externou seu agradecimento aos que, nesse país, o apoiaram na luta por seu filho: "Quero agradecer ao povo norte-americano pelo apoio que nos deu, e ao governo norte-americano por ter, finalmente, devolvido meu filho... apesar do sofrimento da minha família, acho que isto nos ajudou... conheci pessoas muito brilhantes, muito belas, e acredito que no futuro possa haver esta mesma amizade, esta mesma impressão que tenho do povo norte-americano, possa haver a mesma amizade e forma de expressão entre os dois países... estou muito contente de poder retornar a minha Pátria, e não tenho palavras para agradecê-lo" -- apontou o pai do menino Elián González, pouco ante de retornar a Cuba com seu filho. Em seis de dezembro passado, Elián comemorou seu sétimo aniversário na sua escola, em Cárdenas, cidade onde nasceu. Na festa estava, como convidado especial, o presidente Fidel Castro. As mobilizações que começaram em Cuba para exigir o retorno do menino Elián continuam, como expressão de uma batalha de idéias contra 40 anos de agressões e hostilidade, provenientes do vizinho do Norte. Os cubanos condenam o bloqueio econômico, comercial e financeiro, mantido pelos EUA há quatro décadas. Essa medida de pressão foi condenada novamente pela Assembléia Geral da ONU, em novembro passado, pela nona vez consecutiva. Desta feita, votaram contra o bloqueio 167 países. Houve quatro abstenções, e só três votos favoráveis aos EUA. A Lei de Ajuste Cubano, a Torricelli, a Helms-Burton e as demais manobras norte-americanas foram condenadas, também, em comícios populares e mesas redondas, onde foram examinados os temas principais do mundo atual. Nesse empenho se insere a Universidade para Todos, uma experiência única, na qual se utiliza a Tv como meio para melhorar o nível cultural da população. 2. DETENÇÃO DE LUIS POSADA CARRILES NO PANAMÁ Nos dias 17 e 18 de novembro decorreu no Panamá a Décima Cimeira Ibero-americana, dedicada à situação da infância. Embora o tema tenha sido centro dos debates e das principais resoluções aprovadas, o encontro será recordado por outro acontecimento: a detenção do terrorista Luis Posada Carriles. No mesmo dia que chegou ao Panamá, para participar da Cúpula, o presidente cubano, Fidel Castro, denunciou a presença nesse país de um comando chefiado por Posada Carriles, que tinha como missão eliminá-lo: "Devo cumprir o dever de informar que, como noutras ocasiões em que viajo para estas cimeiras, elementos terroristas organizados, financiados e dirigidos a partir dos EUA pela Fundação Nacional Cubano-americana, que constitui um instrumento do imperialismo e da extrema-direita desse país, foram mandados ao Panamá com o propósito de me eliminar físicamente" -- denunciou Fidel Castro. "Fiz a denúncia aqui, e não antes de viajar, para que ninguém pense que um perigo ou ameaça pode intimidar a delegação de Cuba. Sabemos que os elementos terroristas tem a idéia de atirar ou fazer explodir bombas onde considerem útil para seus propósitos, sem importar-lhes em qual viatura coletiva viajam os chefes de delegações ou onde estarão reunidos para alguma das atividades programadas" -- sublinhou o presidente cubano. Mais adiante apontou que o chefe do comando, Luis Posada Carriles, a quem os líderes da Fundação Nacional Cubano-americana deram a missão, é um homem covarde, totalmente carente de escrúpulos, autor da explosão de um avião de Cubana de Aviação em 6 de outubro de 1976, pouco depois de ter decolado de Barbados com 73 pessoas à bordo. Poucas horas depois da denúncia cubana, as autoridades panamenhas prenderam os terroristas. As investigações prosseguem, e revelaram a intenção de utilizar os potentes explosivos apreendidos para atentar contra a vida do presidente Fidel Castro durante ato no Paraninfo da Universidade do Panamá, onde se reuniu com milhares de estudantes e professores desse centro. Cuba exige a extradição de Posada Carriles, autor de numerosos crimes, entre eles a explosão de um avião cubano em Barbados, atentado no qual morreram 73 pessoas. Para deixar sem argumentos os que pressionam para que o terrorista não seja julgado em Cuba, Fidel anunciou que Posada Carriles podia ser processado por um tribunal internacional na Ilha, e garantiu que não seria condenado a mais de 20 anos de cadeia. Nesse contexto, nas sessões da Cimeira Ibero-americana os representantes da Espanha e de El Salvador, país onde residia Posada Carriles ostentando um passaporte falso dessa nacionalidade, cozinhavam uma resolução discriminatória e seletiva, contra a organização terrorista basca ETA. O texto não levava em conta as denúncias cubanas em torno do plano de atentado contra Fidel, nem os 40 anos de ações violentas contra Cuba, gestadas a partir dos EUA. Em contraste com esse silêncio, a opinião pública latino-americana, principalmente a panamenha, se mobilizou para exigir justiça. Governos como os da Venezuela e Honduras, países que estiveram ligados de alguma maneira às ações de Posada Carriles, abriram investigações em torno do caso. 3. VISITA DE FIDEL CASTRO A VENEZUELA "Bolívar tem muito o que fazer ainda na América" -- disse há mais de um século José Martí, o Herói Nacional cubano. A visita do presidente Fidel Castro a essa nação, entre 26 e 31 de outubro passado, se inseriu na história das relações entre os dois povos. Foram dias de atividade intensa, acompanhado sempre pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. Ambos visitaram várias localidades do país. Fidel entrou em contato com os segmentos populares, prestou homenagem ao libertador Simón Bolívar, e falou na Assembléia Nacional, convocada em sessão solene para recebê-lo. Também participou do jogo de beisebol entre veteranos dos dois países. O ponto culminante da visita foi a assinatura do Convênio Integral de Cooperação, que amplia mais ainda as relações econômicas e comerciais entre os dois países, adaptando-as às condições atuais da Venezuela, mergulhada num processo de transformações. Fidel Castro e Hugo Chávez participaram, juntos, do programa semanal radiofônico "Alô, Presidente," e de uma vídeoconferência que deixou inaugurado o Centro Internacional de Imprensa "Simón Bolívar," em Caracas. Para Chávez, a visita de Fidel a seu país significou a realização de um sonho antigo. No final do programa "Alô, Presidente," agradeceu a presença do presidente cubano: "Agradeço a você, Fidel, ter dedicado este tempo de tua vida a nosso povo, a estas reflexões, a tudo o que falamos de história, independência, de batalhas, economia, sociedade... falamos do presente e do futuro, e vamos prosseguir este intercâmbio, esta visita e esta agenda que a cada dia vamos preenchendo, sem descansar um segundo" -- sublinhou o presidente venezuelano. Além das visitas a Venezuela e Panamá, o presidente Fidel Castro esteve em Nova Iorque, em setembro passado, para participar da Cúpula do Milênio, convocada pela ONU, e no Canadá, em outubro, para assistir aos funerais do seu amigo pessoal, o ex-premiê Pierre Trudeau. Viajou, também, ao México, para a cerimônia de posse do novo presidente dessa nação, Vicente Fox, em dezembro passado. 4. CÚPULA SUL... 42 Chefes de estado ou de governo, 13 vice-presidentes, 67 chanceleres e outros representantes de 122 países participaram, em Havana, da Primeira Cimeira Sul, ou do Grupo dos 77 mais a China. Os debates decorreram entre 10 e 14 de abril passado. Desde que surgiu em 1964, o Grupo dos 77 -- integrado hoje por 133 nações - se transformou na voz do Terceiro Mundo, e representa quase quatro quintos da população mundial. Por sua cooperação com as nações mais pobres, e sua postura tradicional de defesa do desenvolvimento de todos os povos, Cuba foi escolhida para sede da primeira cúpula da organização. A Declaração Final criticou a globalização neoliberal, que torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. O texto defendeu a necessidade de um novo espírito de cooperação internacional, com benefícios para todos, e sublinhou o direito dos países de participarem, num plano de igualdade, das decisões que os afetam. Dos 118 projetos aprovados na reunião, 71 foram propostos por Cuba que, também, apresentou um programa de saúde integral, muito elogiado por todos como exemplo de cooperação sul-sul. O plano ratifica o oferecimento de mais de três mil médicos cubanos, para prestar assistência gratuita em países do Terceiro Mundo. 5. MEDICOS CUBANOS NO MUNDO Desde que começou a colaboração médica cubana, à pedido do governo da Argélia em 1963, mais de 85 mil profissionais do setor, entre eles 65 mil médicos, prestaram serviços em 85 nações, principalmente do Terceiro Mundo. No ano 2000 o Plano Integral de Saúde, que começou na América Central e o Caribe em 1998 e um ano depois estendeu-se à África, chegou também a países asiáticos. O plano tem duas vertentes: mandar especialistas cubanos às localidades carentes de atendimento de saúde, e outorgar bolsas para que jovens dessas nações estudem Medicina em Cuba. Da América Latina e o Caribe aderiram ao programa Guatemala, Honduras, Haiti, Belize, Nicarágua, Venezuela, Brasil e Paraguai. Na África, os médicos cubanos trabalham na Gâmbia, Burkina Faso, Níger, Mali, Botswana, Chade, Zimbawe, Guiné Equatorial, Africa do Sul e Namíbia, e na Ásia estão presentes no Camboja. Cabe destacar, também, a ajuda cubana em caso de epidemias, como aconteceu em El Salvador para combater um surto de dengue. As diferenças políticas com governos e até ameaças de morte contra os médicos, não conseguiram frear esse programa, uma expressão real de solidariedade entre os povos. Em declarações a nossa emissora, o ministro cubano de Saúde Pública, Carlos Dotres, disse que "a colaboração médica cubana no ano 2000 foi encaminhada a consolidar o programa integral de saúde, através do qual milhares de médicos, técnicos e enfermeiras trabalham atendendo povos irmãos que carecem dos serviços básicos de saúde, em países pobres e subdesenvolvidos que contam com poucos recursos para o setor". Dotres falou que "este é o segundo ano do programa cubano integral de saúde, condizente com o enfoque internacionalista da saúde pública cubana nos últimos 40 anos... é, também, o segundo ano de funcionamento da Escola Latino-americana de Ciências Médicas, de Havana, onde se formam jovens de camadas pobres, indígenas e camponeses... eles tem o compromisso de se formarem como médicos em seis anos, para retornar a seus países e trabalhar em suas comunidades de origem, estabelecendo uma nova filosofia na cobertura dos serviços de saúde: levar verdadeiramente a saúde aos povos que hoje carecem dela" -- frisou o ministro cubano da Saúde, Carlos Dotres. 6. CUBA-EUA A política oficial dos EUA em relação a Cuba continuou sendo, no ano 2000, refém dos segmentos extremistas da comunidade cubana residente nesse país e da direita norte-americana, embora crescem as vozes que, dentro do império, clamam por um diálogo construtivo entre as duas nações. O bloqueio econômico, comercial e financeiro a Cuba, cada vez mais rejeitado no mundo, foi endurecido nos últimos meses com medidas que incluiram a confiscação de fundos cubanos nos EUA, acumulados por conceito de ligações telefônicas, para entregá-los a pessoas ligadas à organização Irmãos ao Resgate, responsável de numerosas violações do espaço aéreo cubano. Esse passo provocou a interrupção das ligações telefônicas diretas entre os dois países a partir de 15 de dezembro passado. Nesse caminho de endurecimento do bloqueio se insere, também, a aprovação pelo Congresso norte-americano de uma lei que fez fracassar as tentativas de alguns segmentos para permitir a venda de medicamentos e alimentos a Cuba. A lei aprovada, embora teóricamente autorize as vendas, na prática barra qualquer intercâmbio, ao serem mantidas todas as restrições em torno das operações. O Congresso transformou em lei, também, a proibição de viagens à Ilha de cidadãos norte-americanos. Apesar disso, contrastando com a postura oficial dos EUA, vieram a Cuba no ano 2000 mais empresários, acadêmicos e artistas norte-americanos do que em 1999, interessados em conhecer in loco a realidade cubana, e construir uma ponte entre os dois povos. Nos meses em que o menino Elián esteve sequestrado em Miami, a opinião pública nos EUA sempre respaldou seu retorno a Cuba, por maioria esmagadora, apesar da histeria da extrema-direita cubano-americana. 7. SEGUNDO ENCONTRO MUNDIAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA Entre 10 e 14 de novembro passado, se reuniram em Havana mais de 4300 pessoas, procedentes de 118 países, no Segundo Encontro Mundial de Amizade e Solidariedade a Cuba. Foi uma expressão da capacidade de convocatória da Revolução cubana, quatro décadas depois de sua vitória. Homens e mulheres de credos, culturas e tradições diferentes, de vários segmentos sociais e ideologias, vieram a Cuba pagando suas despesas, e externaram suas idéias em torno do processo revolucionário na Ilha, entrando em contato direto com a realidade cubana, participando de palestras ministradas pelos principais dirigentes do país, e visitando centros econômicos, sociais e de ensino. Foi, sobretudo, um encontro de amigos, que desejavam reiterar sua solidariedade em momentos cruciais, e prometeram continuar lutando em seus países para defender os sonhos que, em Cuba, já são realidade. Ao encerrar a reunião, o presidente Fidel Castro referiu-se à importância do movimento de solidariedade para o presente e futuro da Revolução cubana. "É extremamente bonito e interessante ver jovens de todas as partes falarem de Cuba como farol que os guia... O que mais gosto deste encontro é perceber que não estamos sózinhos nesta luta... É extraodinário ver como as doações que fazem as delegações, embora de pouco valor monetário, tem muito valor moral" -- sublinhou Fidel, e disse que "o que fez o ICAP neste anos é tremendo, e se pode afirmar que Cuba não está bloqueada nos sentimentos solidários... Este encontro de solidariedade é mais uma vitória contra o imperialismo... Se Cuba violasse os direitos humanos, como dizem os senhores imperialistas, não viriam tantas delegações de solidariedade a nossa Pátria... Somos um povo invencível, e esta tribuna nos demonstra que Cuba nao está sózinha" -- falou o presidente cubano ao encerrar, em Havana, o Segundo Encontro Mundial de Amizade e Solidariedade a Cuba. 8. PRESIDENTE RUSSO VLADIMIR PUTIN VISITA CUBA O presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou Cuba de 13 a 17 de dezembro passado. Foi a primeira visita de um chefe de Estado russo, depois do desaparecimento da União Soviética. Putin e o presidente Fidel Castro assinaram declaração política, na qual condenam o armamentismo e o bloqueio econômico dos EUA a Cuba. O texto rejeita, também, o terrorismo em todas as suas manifestações, e critica a unipolaridade nas relações internacionais, além das tentativas de aplicar internacionalmente conceitos como o de ingerência humanitária e de soberania limitada para justificar ações unilaterais de força. Os dois governos assinaram acordos de colaboração econômica, jurídica e sanitária, que impulsionam as relações bilaterais após uma década de congelamento. Entre eles, um acordo para evitar a tributação dupla, com vistas a incentivar o comércio e os investimentos, além de um protocolo para a concessão de nova linha de crédito e outro em matéria comercial para os próximos cinco anos. Vladimir Putin veio a Cuba acompanhado por cinco ministros e vários empresários russos. Defendeu o desenvolvimento das relações com a Ilha, sobre a base dos mecanismos internacionais existentes, condizente com os interesses dos dois países. 9. RECUPERAÇÃO ECONÔMICA Sem saltos extraordinários, mas com resultados econômicos progressivos, Cuba conseguiu manter no ano 2000 sua tendência de crescimento. O Produto Interno Bruto aumentou 5,6 %, e a safra açucareira teve um saldo satisfatório. O turismo, locomotiva na arrecadação de divisas, continuou avançando, sobretudo na abertura de novas instalações hoteleiras. A produção de níquel manteve seu nível, e outros ítens de exportação, como o fumo, mostraram bons índices, apesar das condições adversas do clima. A indústria açucareira, que sofrera forte crise no começo dos anos 90, produziu mais de 4 milhões de toneladas de açúcar, baseada numa melhor eficiência. A colheita atual terá dificuldades por falta de cana, em consequência da sêca, mas está sendo feito um esforço para desenvolver a produção de derivados. Quanto à geração de eletricidade, foram eliminados os blecautes programados, e se informou que 90 % das necessidades do sistema energético cubano serão cobertas com petróleo nacional. 10. NONO LUGAR PARA CUBA NAS OLIMPÍADAS DE SIDNEY Com 11 medalhas de ouro, 11 de prata e sete de bronze, Cuba terminou na nona colocação por países nos Jogos Olímpicos de Sidney, que bateram o recorde de participação: 199 nações, com cerca de 13 mil atletas. Os Jogos de Sidney foram considerados de altíssimo nível esportivo. Cabe destacar que, com três medalhas menos, Cuba conquistara o oitavo lugar por países em Atlanta-96. Na Austrália, os cubanos brilharam nos esportes de combate, sobretudo no boxe e no judô feminino, nos quais terminou no primeiro lugar por equipes, além da luta grecoromana e o taekwondô. Por sua vez, a seleção cubana de vôlei feminino protagonizou uma façanha em Sidney, ao conquistar sua terceira medalha de ouro consecutiva em Olimpíadas. O veterano pugilista Félix Savón também sagrou-se tri-campeão olímpico, na categoria de 91 quilos. O atletismo cubano melhorou sua atuação a respeito de Atlanta, ao conquistar em Sidney seis medalhas, delas duas de ouro: o corredor Anier García nos 110 metros com barreiras, e Ivan Pedroso no salto em altura. A atuação de Cuba, uma pequena nação do Terceiro Mundo, foi melhor do que a de muitos países desenvolvidos. O comportamento e desempenho dos atletas cubanos foram alvo de elogios dos organizadores dos Jogos e dos executivos do Comitê Olímpico Internacional, além do reconhecimento das autoridades e povo desta Ilha. Esta foi uma resenha das dez notícias principais do ano 2000, relacionadas com Cuba, um ano cheio de acontecimentos e desafios para esta Ilha que demonstrou, com resultados, a validade da opção social escolhida por seu povo. (c) 2000 Radio Havana Cuba, NY Transfer News. 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